Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — VUNESP 2026
Medicina›Ortopedia e Traumatologia
Código
vu119922
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFIPA
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Fellow Nível 4 - Especialidade: Cirurgia do Quadril
Um paciente apresenta-se no pronto-socorro com dor e deformidade no ombro esquerdo, após queda de moto. O raio-x evidencia uma luxação glenoumeral, sobre a qual é correto afirmar que o tipo mais frequente é o
Aanterior e o subclávio.
Bposterior, acompanhado da fratura da cavidade glenóide.
Csuperior, acompanhado da fratura do acrômio.
Dposterior e o intratorácico.
Eanterior e o subcoracoídeo.
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GabaritoE — anterior e o subcoracoídeo.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Luxação glenoumeral: direção mais frequente
Gabarito: letra E. A luxação glenoumeral mais frequente é a anterior, e a variante mais comum dessa direção é a subcoracoídea (a cabeça do úmero desloca-se para frente e para baixo, posicionando-se abaixo do processo coracóide). As demais alternativas apresentam direções raras ou associações incorretas.
A articulação glenoumeral é a articulação mais móvel do corpo humano, e essa grande mobilidade vem acompanhada de uma estabilidade relativamente baixa, o que a torna a articulação mais frequentemente luxada. A direção da luxação é definida pela posição final da cabeça umeral em relação à cavidade glenóide. A direção anterior é responsável por cerca de 95% de todas as luxações glenoumerais. Dentro da direção anterior, a cabeça do úmero pode se posicionar em diferentes locais: subcoracoídea (a mais comum), subglenóidea, subclavicular e intratorácica (esta última extremamente rara e grave).
O mecanismo típico da luxação anterior é um trauma com o membro superior em abdução e rotação externa, como ocorre em uma queda com a mão estendida ou em um movimento de arremesso. Esse mecanismo força a cabeça umeral para frente, rompendo a cápsula articular anterior e o lábio glenoidal (lesão de Bankart). O contexto do enunciado — queda de moto — é um trauma de alta energia que se encaixa nesse mecanismo.
A luxação posterior é muito menos comum (cerca de 2-4% dos casos) e geralmente está associada a crises convulsivas, choque elétrico ou trauma direto na face anterior do ombro. A luxação inferior (luxatio erecta) é rara e ocorre quando o braço é forçado em abdução extrema. A luxação superior é extremamente rara e geralmente associada a fraturas graves do acrômio ou da clavícula.
A banca explora a confusão entre a direção da luxação e a posição específica da cabeça umeral. É fundamental distinguir:
A alternativa afirma que o tipo mais frequente é o anterior e o subclávio. Embora a direção anterior esteja correta, a posição subclavicular é uma variante rara da luxação anterior, não a mais frequente. A posição mais comum é a subcoracoídea, onde a cabeça do úmero se posiciona abaixo do processo coracóide. A posição subclavicular ocorre quando a cabeça umeral desloca-se ainda mais medialmente, abaixo da clavícula, sendo menos comum e frequentemente associada a lesões vasculares.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que o tipo mais frequente é o posterior, acompanhado da fratura da cavidade glenóide. A luxação posterior é rara, correspondendo a apenas 2-4% dos casos, e não é a mais frequente. Além disso, a fratura da cavidade glenóide não é uma associação típica da luxação posterior. A luxação posterior está mais comumente associada a lesões por impacto (lesão de Hill-Sachs) e pode ocorrer em crises convulsivas, mas a fratura da glenóide não é uma característica definidora.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que o tipo mais frequente é o superior, acompanhado da fratura do acrômio. A luxação superior é extremamente rara e geralmente resulta de um trauma de altíssima energia que rompe o arco coracoacromial. A fratura do acrômio pode estar associada, mas essa não é a apresentação mais frequente da luxação glenoumeral. A direção superior é uma exceção rara, não a regra.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que o tipo mais frequente é o posterior e o intratorácico. A luxação posterior é rara, e a luxação intratorácica é uma complicação gravíssima e extremamente rara, na qual a cabeça do úmero penetra na cavidade torácica, podendo lesar pulmão, grandes vasos e coração. Essa é uma emergência cirúrgica, mas não é a forma mais frequente de luxação glenoumeral.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa afirma que o tipo mais frequente é o anterior e o subcoracoídeo. Isso está correto. A luxação anterior é responsável por cerca de 95% dos casos, e a posição subcoracoídea é a mais comum dentro dessa direção. A cabeça do úmero desloca-se anteriormente, posicionando-se abaixo do processo coracóide da escápula. Esse é o conhecimento clássico e amplamente aceito na ortopedia.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca a posição da cabeça umeral dentro da luxação anterior. O candidato que sabe que a luxação anterior é a mais frequente pode marcar a alternativa A (subclávio) sem perceber que a posição mais comum é a subcoracoídea, não a subclavicular. A subclavicular é uma variante mais medial e rara. Lembre-se: anterior é a direção, subcoracoídea é a posição mais frequente.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, associe a luxação anterior ao mecanismo de abdução + rotação externa e à posição subcoracoídea. A luxação posterior, por sua vez, está associada a crises convulsivas e à posição subacromial. Essa associação direta entre mecanismo e posição resolve a maioria das questões sobre luxação glenoumeral.