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Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — VUNESP 2026

MedicinaOrtopedia e Traumatologia
Código
vu119927
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFIPA
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Fellow Nível 4 - Especialidade: Cirurgia do Quadril
O ângulo metáfise-diáfise tibial pode indicar a chance de progressão para uma deformidade em varo nessa região, na doença de Blount. Nesse contexto, é correto afirmar que o valor desse ângulo, que indica a necessidade de um seguimento mais próximo desse paciente, é maior ou igual a
  1. A15 graus.
  2. B11 graus.
  3. C25 graus.
  4. D5 graus.
  5. E20 graus.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — 11 graus.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Doença de Blount: ângulo metáfise-diáfise tibial

Gabarito: letra B. Na doença de Blount, o ângulo metáfise-diáfise tibial (MDA) é um parâmetro radiográfico que auxilia na predição da progressão da deformidade em varo. Um valor maior ou igual a 11 graus indica a necessidade de um seguimento mais próximo do paciente, pois sugere maior risco de progressão da deformidade. Essa é uma informação clássica da ortopedia pediátrica, frequentemente cobrada em provas de residência e concursos.

A doença de Blount é um distúrbio do desenvolvimento da tíbia proximal que causa deformidade em varo (joelho torto para dentro). Ela se diferencia do joelho varo fisiológico por apresentar um desvio angular mais proeminente e localizado na tíbia proximal, além de frequentemente não cursar com hiperlassidão ligamentar. O diagnóstico é clínico e radiográfico, sendo o ângulo metáfise-diáfise tibial uma ferramenta importante para avaliar o risco de progressão.

O ângulo metáfise-diáfise tibial é medido na radiografia anteroposterior do joelho, entre a linha que tangencia a metáfise proximal da tíbia e a linha que acompanha o eixo da diáfise tibial. Quanto maior esse ângulo, maior a deformidade e, consequentemente, maior o risco de progressão. O valor de corte de 11 graus é um marco na literatura ortopédica: ângulos iguais ou superiores a esse valor indicam a necessidade de acompanhamento mais rigoroso, pois a probabilidade de a deformidade piorar é significativa.

Na prática clínica, o ortopedista utiliza esse ângulo para decidir a frequência das consultas de seguimento e a necessidade de intervenção. Por exemplo, uma criança com MDA de 10 graus pode ser acompanhada em intervalos maiores, enquanto uma com MDA de 12 graus deve ser vista com mais frequência, pois o risco de progressão para uma deformidade que exigirá tratamento cirúrgico é maior. Essa distinção é crucial para evitar tanto o tratamento desnecessário quanto o atraso na correção.

A banca explora a memorização de um valor específico, que é um dado numérico clássico. O candidato que não conhece o valor exato pode ser induzido a escolher um número próximo, como 10 ou 15 graus, mas o correto é 11 graus. É um ponto de decoreba, mas fundamental para a prática ortopédica pediátrica.

Guarde o valor de 11 graus como o ponto de corte para o seguimento mais próximo na doença de Blount. É esse número que vai separar as alternativas corretas das incorretas.

Alternativa A — ❌ Incorreta

O valor de 15 graus é um distrator. Embora seja um ângulo maior que 11 graus, ele não é o valor de corte estabelecido para indicar seguimento mais próximo. O valor de 11 graus é o limiar; 15 graus já seria uma deformidade mais avançada, mas não é o valor que define a necessidade de acompanhamento mais rigoroso.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O ângulo metáfise-diáfise tibial maior ou igual a 11 graus é o valor que indica a necessidade de um seguimento mais próximo do paciente com doença de Blount, pois sugere maior risco de progressão da deformidade em varo. Esse é o valor clássico descrito na literatura ortopédica.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O valor de 25 graus é um distrator. Representa uma deformidade muito acentuada, mas não é o valor de corte para seguimento mais próximo. Valores tão altos já indicariam deformidade grave, possivelmente com indicação cirúrgica, mas o limiar para seguimento mais próximo é 11 graus.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O valor de 5 graus é um distrator. Um ângulo de 5 graus é considerado dentro da normalidade ou com baixo risco de progressão, não indicando a necessidade de seguimento mais próximo. O valor de corte é 11 graus.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O valor de 20 graus é um distrator. Assim como 15 e 25 graus, representa uma deformidade mais acentuada, mas não é o valor de corte para seguimento mais próximo. O limiar é 11 graus.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre doença de Blount, memorize o valor de 11 graus como o ponto de corte do ângulo metáfise-diáfise tibial para seguimento mais próximo. Esse é um número clássico e recorrente em provas de ortopedia. Lembre-se também de que a doença de Blount se diferencia do joelho varo fisiológico pela localização do desvio (proximal) e pela ausência de hiperlassidão ligamentar.

Gabarito: letra B

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