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Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — VUNESP 2026

MedicinaOrtopedia e Traumatologia
Código
vu119931
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFIPA
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Fellow Nível 4 - Especialidade: Cirurgia do Quadril
Ao atender uma luxação de joelho por trauma de alta energia no pronto-socorro observa-se, no exame físico, o pulso pedioso ligeiramente diminuído, porém presente. Após a redução da luxação ele permanece inalterado. Nesse caso, qual a próxima conduta adequada?
  1. ADeve ser medido o índice tornozelo-braquial (ITB) e, se este for de 1,1; deve ser realizada uma exploração cirúrgica pela provável lesão vascular.
  2. BDeve ser solicitado uma tomografia computadorizada (TC) para avaliação de fraturas associadas.
  3. CDeve ser programada uma cirurgia para o mais breve possível para estabilizar o joelho.
  4. DO paciente deve ser imobilizado e internado com solicitação de ressonância magnética (RM) para planejamento cirúrgico.
  5. EDeve ser medido o índice tornozelo-braquial (ITB) e, se este for de 0,85; deve ser solicitada uma arteriografia.
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GabaritoE — Deve ser medido o índice tornozelo-braquial (ITB) e, se este for de 0,85; deve ser solicitada uma arteriografia.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Luxação de joelho: avaliação vascular e conduta

Gabarito: letra E. Na luxação de joelho, a presença de pulso pedioso diminuído, mesmo após a redução, exige a medição do índice tornozelo-braquial (ITB); um valor de 0,85 indica isquemia crítica e impõe a realização de arteriografia para avaliar lesão vascular. As demais alternativas apresentam condutas inadequadas ou valores incorretos de ITB.

A luxação do joelho é uma emergência ortopédica de alta energia, frequentemente associada a lesões vasculares e nervosas. O exame físico inicial deve incluir a palpação dos pulsos distais (pedioso e tibial posterior), a avaliação da perfusão, da motricidade e da sensibilidade. A presença de pulso diminuído, mesmo após a redução, é um sinal de alerta para possível lesão da artéria poplítea, que é a principal complicação dessa lesão.

O índice tornozelo-braquial (ITB) é uma ferramenta diagnóstica fundamental nesse contexto. Ele é calculado pela razão entre a maior pressão sistólica do tornozelo e a maior pressão sistólica braquial. Valores normais variam de 0,9 a 1,3. Um ITB menor ou igual a 0,9 é considerado anormal e sugere doença arterial obstrutiva. Na vigência de trauma de alta energia com suspeita de lesão vascular, um ITB inferior a 0,9, especialmente abaixo de 0,85, indica isquemia crítica e necessidade de arteriografia para confirmar e localizar a lesão.

A conduta correta, portanto, é medir o ITB e, se este for menor que 0,9 (como 0,85), solicitar uma arteriografia. A arteriografia é o exame padrão-ouro para avaliar a integridade da artéria poplítea e planejar a intervenção cirúrgica, se necessária. A exploração cirúrgica imediata é indicada quando há sinais claros de isquemia (ausência de pulso, palidez, frialdade) ou quando o ITB é muito baixo, mas a arteriografia é o passo inicial para caracterizar a lesão.

A banca explora a confusão entre os valores de ITB e as condutas associadas. É essencial lembrar que um ITB de 1,1 é normal e não indica lesão vascular, enquanto um ITB de 0,85 é anormal e sugere isquemia. A alternativa que associa ITB de 1,1 à exploração cirúrgica está incorreta, pois esse valor é normal. A alternativa que associa ITB de 0,85 à arteriografia está correta, pois esse valor indica isquemia e necessidade de investigação vascular.

  1. 1Pulso pedioso diminuído
  2. 2Redução da luxação
  3. 3Medir ITB
  4. 4ITB ≤ 0,9 (isquemia)
  5. 5Arteriografia
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que, se o ITB for de 1,1, deve ser realizada exploração cirúrgica. O valor de 1,1 está dentro da faixa de normalidade (0,9 a 1,3) e não indica lesão vascular. A exploração cirúrgica é reservada para casos com sinais claros de isquemia ou ITB muito baixo, não para valores normais.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Sugere solicitar tomografia computadorizada (TC) para avaliação de fraturas associadas. Embora a TC possa ser útil para avaliar fraturas, a prioridade na luxação de joelho com pulso diminuído é a avaliação vascular. A TC não é o exame de escolha para investigar lesão da artéria poplítea.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Propõe cirurgia imediata para estabilizar o joelho. A estabilização cirúrgica é uma etapa posterior, após a avaliação e o tratamento da lesão vascular. A prioridade é investigar e tratar a possível lesão arterial, não estabilizar o joelho imediatamente.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Indica imobilização, internação e ressonância magnética (RM) para planejamento cirúrgico. A RM é útil para avaliar lesões ligamentares, mas não é o exame de escolha para investigar lesão vascular aguda. A imobilização e a internação são medidas de suporte, mas não substituem a avaliação vascular imediata.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Determina medir o ITB e, se este for de 0,85, solicitar arteriografia. O valor de 0,85 é anormal (menor que 0,9) e indica isquemia crítica, justificando a arteriografia para avaliar a artéria poplítea. Esta é a conduta adequada na luxação de joelho com pulso diminuído após a redução.

Gabarito: letra E

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