Pular para o conteúdo principal

Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — VUNESP 2026

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
vu119961
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFIPA
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Fellow Nível 4 - Especialidade: Endoscopia Ginecológica
Mulher de 28 anos, dor abdominal intensa, febre de 39 ºC, leucocitose e massa pélvica à palpação. Ultrassonografia mostra abscesso tubo-ovariano de 6 cm.A conduta mais adequada, nesse caso, é
  1. Atratamento ambulatorial com ceftriaxone, doxiciclina e metronidazol.
  2. Binternação com antibióticos parenterais de amplo espectro.
  3. Cdrenagem laparoscópica imediata.
  4. Dindicar histerectomia total com salpingo-ooforectomia.
  5. Eantibioticoterapia oral e reavaliação em 48 horas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — internação com antibióticos parenterais de amplo espectro.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Abscesso tubo-ovariano: conduta na doença inflamatória pélvica complicada

Gabarito: letra B. Em paciente com abscesso tubo-ovariano (ATO), a internação com antibióticos parenterais de amplo espectro é a conduta inicial de escolha, pois a suspeita de abscesso é indicação formal de hospitalização na doença inflamatória pélvica (DIP). A maioria dos abscessos (60% a 80%) resolve-se apenas com antibioticoterapia intravenosa, sendo a drenagem cirúrgica reservada para os casos que não respondem ao tratamento clínico.

O abscesso tubo-ovariano é a complicação mais grave da doença inflamatória pélvica, caracterizando-se por uma coleção purulenta que envolve a tuba uterina e o ovário, geralmente decorrente de DIP não tratada ou tratada inadequadamente. O quadro clínico típico inclui dor abdominal intensa, febre alta, leucocitose e massa pélvica palpável, como descrito no enunciado. A ultrassonografia pélvica é o exame de imagem inicial mais utilizado para confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão do processo.

A conduta diante de um ATO depende do estado clínico da paciente e do tamanho do abscesso. A base do tratamento é a antibioticoterapia de amplo espectro, com cobertura para os agentes etiológicos da DIP: Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis, micoplasmas e bactérias anaeróbias. O tratamento pode ser ambulatorial ou hospitalar, mas a presença de abscesso tubo-ovariano é uma indicação formal de internação, conforme as diretrizes de manejo da DIP. A via parenteral é preferida nesses casos por garantir níveis séricos adequados do antibiótico e permitir monitorização clínica rigorosa.

A maioria dos abscessos tubo-ovarianos (60% a 80%) se resolve apenas com o uso de antibióticos intravenosos, sem necessidade de intervenção cirúrgica imediata. A drenagem percutânea guiada por imagem ou a drenagem laparoscópica são opções para os casos que não respondem ao tratamento clínico inicial, geralmente após 48 a 72 horas de antibioticoterapia. A cirurgia radical, como histerectomia total com salpingo-ooforectomia, é reservada para situações extremas, como abscesso roto com peritonite difusa ou falha terapêutica em paciente que não deseja mais preservar a fertilidade.

A alternativa correta é a letra B, pois a internação com antibióticos parenterais de amplo espectro é a conduta inicial mais adequada para o abscesso tubo-ovariano. As demais alternativas apresentam condutas incorretas ou incompletas para o caso descrito.

  1. 1Internação hospitalar
  2. 2Antibióticos parenterais de amplo espectro
  3. 3Reavaliação em 48-72h
  4. 4Se não responder: drenagem
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

O tratamento ambulatorial com ceftriaxona, doxiciclina e metronidazol é uma opção para DIP não complicada, sem sinais de abscesso ou comprometimento sistêmico. No entanto, a presença de abscesso tubo-ovariano é uma contraindicação ao tratamento ambulatorial, sendo a internação hospitalar obrigatória. A paciente do enunciado apresenta febre alta, leucocitose e massa pélvica, indicando um quadro grave que exige antibioticoterapia intravenosa e monitorização.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A internação com antibióticos parenterais de amplo espectro é a conduta inicial de escolha para o abscesso tubo-ovariano. A suspeita de abscesso é uma indicação formal de hospitalização na DIP, e a via intravenosa garante cobertura adequada contra os agentes etiológicos, incluindo anaeróbios. A maioria dos abscessos resolve-se apenas com tratamento clínico, sendo a cirurgia reservada para os casos de falha terapêutica.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A drenagem laparoscópica imediata não é a conduta inicial de primeira linha para o abscesso tubo-ovariano. O tratamento clínico com antibióticos intravenosos é a abordagem preferencial, pois a maioria dos abscessos (60% a 80%) regride apenas com antibioticoterapia. A drenagem cirúrgica é indicada para os casos que não respondem ao tratamento clínico após 48 a 72 horas, ou em situações de abscesso roto com peritonite.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A histerectomia total com salpingo-ooforectomia é um procedimento radical, reservado para casos extremos, como abscesso roto com peritonite difusa, falha do tratamento clínico e cirúrgico conservador, ou em pacientes que não desejam preservar a fertilidade. Não é a conduta inicial para um abscesso tubo-ovariano não complicado, pois a cirurgia radical compromete a fertilidade e pode ser evitada com o tratamento clínico adequado.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A antibioticoterapia oral com reavaliação em 48 horas é uma conduta inadequada para o abscesso tubo-ovariano. O tratamento oral é reservado para DIP não complicada, sem sinais de abscesso ou comprometimento sistêmico. A presença de abscesso exige internação e antibioticoterapia intravenosa, pois a via oral não garante níveis séricos adequados e a paciente apresenta sinais de gravidade (febre alta, leucocitose).

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o tratamento da DIP não complicada e o da DIP complicada com abscesso. O esquema ambulatorial com ceftriaxona, doxiciclina e metronidazol (alternativa A) é correto para DIP leve, mas a presença de abscesso tubo-ovariano é uma contraindicação formal ao tratamento ambulatorial. A palavra-chave é "abscesso": ao identificá-la, a internação com antibióticos parenterais torna-se obrigatória.

PEGA ESSA DICA!

Memorize as indicações de internação na DIP: diagnóstico incerto ou suspeita de emergência cirúrgica, suspeita de abscesso tubo-ovariano, gestação, comprometimento do estado geral, impossibilidade de acompanhamento ambulatorial e falha do tratamento ambulatorial em 72 horas. Na prova, ao ver "abscesso tubo-ovariano", a resposta quase sempre será "internação com antibióticos parenterais".

Gabarito: letra B

Link permanente: /questoes/vu119961