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Questão de Medicina — Oncologia — VUNESP 2026

MedicinaOncologia
Código
vu119971
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFIPA
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Fellow Nível 4 - Especialidade: Endoscopia Ginecológica
Mulher de 46 anos, dor pélvica leve e massa anexial unilateral ao ultrassom. Serviço sem expert IOTA disponível. CA-125 discretamente elevado.Qual a melhor abordagem pré-operatória para estimar risco de malignidade?
  1. AUtilizar apenas o CA-125 como marcador decisório.
  2. BAplicar o modelo IOTA ADNEX associado ao CA-125.
  3. CSolicitar RM pélvica como único passo, pois substitui a estratificação clínica.
  4. DProsseguir para laparotomia exploradora em hospital geral.
  5. ESolicitar PET-CT para estadiamento prévio ao diagnóstico de certeza.
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GabaritoB — Aplicar o modelo IOTA ADNEX associado ao CA-125.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Avaliação pré-operatória de massa anexial: estimativa de risco de malignidade

Gabarito: letra B. A melhor abordagem pré-operatória para estimar o risco de malignidade de uma massa anexial, quando não há especialista em ultrassonografia treinado no IOTA disponível, é aplicar o modelo IOTA ADNEX associado ao CA-125. O CA-125 isolado é inespecífico e não deve ser usado como único marcador decisório; o modelo ADNEX incorpora características ultrassonográficas e o CA-125 para fornecer uma estimativa mais precisa do risco, orientando a conduta (cirurgia por equipe oncológica ou não).

O CA-125 é uma glicoproteína de alto peso molecular expressa em células epiteliais ovarianas malignas, mas também em condições benignas como endometriose, miomas, doença inflamatória pélvica, menstruação e até derrames pleurais. Por isso, sua elevação isolada tem baixa especificidade, especialmente em mulheres pré-menopáusicas. Ele é útil como complemento em modelos de risco, mas nunca como teste diagnóstico isolado.

O modelo IOTA ADNEX (Assessment of Different NEoplasias in the adneXa) é uma ferramenta validada que estima o risco de malignidade de massas anexiais com base em características ultrassonográficas (morfologia, septos, papilas, sombra acústica, ascite) e dados clínicos (idade, CA-125, tipo de centro). Ele classifica o risco em quatro categorias: benigno, borderline, estágio I e estágio II-IV. Quando não há expert IOTA, o ADNEX pode ser aplicado por examinadores menos experientes, desde que sigam os critérios padronizados, e a associação com o CA-125 melhora a acurácia.

Na prática, a conduta diante de uma massa anexial depende da estimativa de risco. Se o risco for baixo, pode-se optar por acompanhamento ou cirurgia por ginecologista geral. Se for alto, o ideal é encaminhar para um centro de referência em oncologia ginecológica, onde a cirurgia será realizada por equipe especializada, com estadiamento adequado. A laparotomia exploradora em hospital geral sem essa estratificação pode resultar em cirurgia inadequada, sem estadiamento completo, comprometendo o prognóstico.

A ressonância magnética (RM) é útil em casos selecionados, como massas indeterminadas ao ultrassom, mas não substitui a estratificação clínica inicial. O PET-CT é indicado para estadiamento de malignidade já confirmada, não para diagnóstico inicial. Portanto, a abordagem mais racional e baseada em evidências é a aplicação do modelo ADNEX com CA-125.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer você acreditar que o CA-125 elevado é suficiente para decidir pela cirurgia oncológica. Mas o CA-125 é inespecífico: pode estar elevado em endometriose, miomas, DIP e até na menstruação. O erro clássico é usá-lo isoladamente. A alternativa correta combina o CA-125 com o modelo ADNEX, que é a recomendação quando não há expert IOTA. Fique atento: a questão diz "serviço sem expert IOTA disponível", o que direciona para o uso do ADNEX, que não exige expert.

Estimativa de risco de malignidade (massa anexial)
  • 1CA-125 isolado
    • Baixa especificidade
    • Elevado em condições benignas
      • endometriose, miomas, DIP
  • 2Modelo IOTA ADNEX + CA-125
    • Melhor abordagem sem expert IOTA
    • Incorpora USG + dados clínicos
    • Classifica risco
      • benigno, borderline, estágio I, II-IV
  • 3RM pélvica
    • Não substitui estratificação inicial
    • Útil em massas indeterminadas
  • 4Laparotomia sem estratificação
    • Cirurgia inadequada, sem estadiamento
  • 5PET-CT
    • Só para malignidade já confirmada
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Utilizar apenas o CA-125 como marcador decisório é inadequado. O CA-125 tem baixa especificidade, podendo estar elevado em diversas condições benignas (endometriose, miomas, doença inflamatória pélvica, menstruação, derrames pleurais). Ele não deve ser usado isoladamente para diagnóstico ou decisão de tratamento. A literatura recomenda sua utilização em conjunto com outros parâmetros, como os modelos de risco (IOTA ADNEX, RMI).

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Aplicar o modelo IOTA ADNEX associado ao CA-125 é a melhor abordagem. O ADNEX é um modelo validado que estima o risco de malignidade de massas anexiais, incorporando características ultrassonográficas e o CA-125. Ele é especialmente útil quando não há expert IOTA disponível, pois pode ser aplicado por examinadores com treinamento básico. A associação com o CA-125 melhora a acurácia do modelo, permitindo uma estimativa mais precisa do risco e orientando a conduta adequada (cirurgia por equipe oncológica ou não).

Alternativa C — ❌ Incorreta

Solicitar RM pélvica como único passo não substitui a estratificação clínica. A RM é um exame complementar útil em casos de massa indeterminada ao ultrassom, mas não é o primeiro passo e não substitui a avaliação clínica e os modelos de risco. Além disso, a RM tem custo elevado e não está disponível em todos os serviços. A abordagem inicial deve ser a ultrassonografia com aplicação de modelo de risco (como ADNEX) e CA-125.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Prosseguir para laparotomia exploradora em hospital geral sem estratificação prévia é inadequado. A cirurgia sem avaliação pré-operatória de risco pode resultar em procedimento incompleto, sem estadiamento adequado, especialmente se a massa for maligna. O ideal é estimar o risco antes da cirurgia para decidir se a paciente deve ser encaminhada a um centro de referência em oncologia ginecológica, onde a cirurgia será realizada por equipe especializada.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Solicitar PET-CT para estadiamento prévio ao diagnóstico de certeza é prematuro. O PET-CT é indicado para estadiamento de malignidade já confirmada, não para diagnóstico inicial de massa anexial. Além disso, o PET-CT tem alta taxa de falso-positivos em condições benignas (como processos inflamatórios) e não é recomendado como primeira linha na avaliação de massa anexial. O diagnóstico deve ser feito por ultrassonografia com modelo de risco e, se necessário, biópsia.

Gabarito: letra B

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