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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — VUNESP 2026

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
vu119975
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFIPA
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Fellow Nível 4 - Especialidade: Endoscopia Ginecológica
Paciente de 31 anos, G0P0, assintomática, rastreamento há 12 meses com HPV-DNA alto risco positivo (não 16/18) e citologia negativa; fez colposcopia satisfatória negativa. Retorna agora com HPV-DNA alto risco (não 16/18) novamente positivo e citologia negativa.Nesse caso, a conduta mais adequada é
  1. Aalta para rastreamento em 3 anos.
  2. Brepetir co-teste em 1 ano.
  3. Cconização diagnóstica.
  4. Dcolposcopia imediata.
  5. Egenotipagem e biópsia aleatória do colo, independentemente do achado colposcópico.
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GabaritoB — repetir co-teste em 1 ano.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Rastreamento do câncer do colo do útero: conduta no HPV-DNA positivo com citologia negativa

Gabarito: letra B. Na paciente com HPV-DNA de alto risco (não 16/18) positivo e citologia negativa, com colposcopia prévia satisfatória e negativa, a conduta é repetir o co-teste em 1 ano — não há indicação de colposcopia imediata, conização ou alta para 3 anos, pois o risco de lesão de alto grau nesse cenário é baixo, mas não desprezível, justificando vigilância mais próxima. Essa conduta está alinhada às diretrizes de rastreamento do câncer do colo do útero, que priorizam o seguimento com repetição do teste em intervalo curto para HPV positivo com citologia negativa.

O rastreamento do câncer do colo do útero é um dos grandes sucessos da medicina preventiva: a detecção precoce de lesões precursoras, que progridem lentamente, permite intervenção antes da invasão. O HPV de alto risco é o agente causal essencial, sendo os tipos 16 e 18 responsáveis por aproximadamente 70% dos casos. A infecção é extremamente comum em mulheres jovens, mas a maioria é transitória e regride espontaneamente. O desafio clínico é identificar, entre as mulheres com HPV positivo, aquelas que têm ou desenvolverão lesão de alto grau, evitando tanto o sobretratamento quanto a perda de seguimento.

A estratégia de rastreamento baseia-se no risco combinado do teste de HPV e da citologia. Quando ambos são negativos, o risco de lesão de alto grau nos próximos anos é muito baixo, permitindo espaçar o rastreamento para 5 anos. Quando o HPV é positivo, mesmo com citologia negativa, o risco é intermediário: a paciente tem infecção ativa por um oncovírus, mas ainda sem alteração citológica detectável. Nesse cenário, a conduta não é tratar (não há lesão a tratar) nem simplesmente retornar ao rastreamento de rotina (o risco não é tão baixo quanto o de uma paciente duplamente negativa). A vigilância com repetição do co-teste em 1 ano é o equilíbrio adequado: permite detectar a persistência da infecção ou o surgimento de lesão, sem intervenções desnecessárias.

A colposcopia prévia satisfatória e negativa é um dado crucial. Ela confirma que não há lesão visível no colo, o que reduz ainda mais a probabilidade de doença de alto grau. Por isso, repetir a colposcopia imediatamente seria redundante e não mudaria a conduta. A conização diagnóstica é um procedimento invasivo, reservado para casos com alta suspeita de lesão de alto grau ou adenocarcinoma in situ, o que não se aplica aqui. A genotipagem e biópsia aleatória do colo, independentemente do achado colposcópico, é uma conduta agressiva e sem respaldo nas diretrizes, pois a biópsia aleatória tem baixo rendimento quando a colposcopia é normal.

A alternativa A (alta para rastreamento em 3 anos) seria adequada para uma paciente com citologia negativa e HPV negativo, ou para aquela com HPV positivo que já completou o seguimento de 1 ano com co-teste negativo. Aqui, a paciente ainda está no início da investigação, com HPV positivo persistente, e não pode ser liberada para o rastreamento de rotina. A alternativa C (conização diagnóstica) é um tratamento excisional, indicado para lesões de alto grau confirmadas ou suspeitas, não para uma paciente com colposcopia normal e citologia negativa. A alternativa D (colposcopia imediata) seria indicada se houvesse citologia alterada (ASC-US com HPV positivo, LSIL, HSIL) ou se a colposcopia prévia fosse insatisfatória. A alternativa E (genotipagem e biópsia aleatória) é uma conduta não recomendada, pois a genotipagem é útil para estratificar risco (especialmente para HPV 16/18), mas a biópsia aleatória sem lesão visível tem baixa acurácia e não é rotina.

A pegadinha desta questão está em distinguir os cenários de risco. A banca oferece condutas que seriam corretas em outras situações: a alta para 3 anos (duplo negativo), a colposcopia imediata (citologia alterada), a conização (lesão de alto grau) e a genotipagem com biópsia (suspeita de lesão). O candidato que não domina o algoritmo de manejo do HPV positivo com citologia negativa pode se confundir, optando por uma conduta mais agressiva (colposcopia ou conização) ou mais permissiva (alta para 3 anos). A chave é reconhecer que, nesse cenário específico, o risco é intermediário e a conduta é a repetição do co-teste em 1 ano.

  1. 1Co-teste negativoRepetir em 5 anos
  2. 2HPV +, citologia negativaRepetir co-teste em 1 ano
  3. 3HPV 16/18 +, citologia negativaColposcopia
  4. 4Citologia alteradaColposcopia
  5. 5Lesão de alto grauTratamento excisional
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alta para rastreamento em 3 anos seria indicada para mulheres com co-teste negativo (citologia e HPV negativos), nas quais o risco de lesão de alto grau é muito baixo. Aqui, a paciente tem HPV de alto risco positivo, o que eleva o risco e exige seguimento mais próximo. Liberar a paciente para rastreamento em 3 anos poderia retardar a detecção de uma lesão que venha a se desenvolver.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A repetição do co-teste em 1 ano é a conduta recomendada para mulheres com HPV de alto risco positivo e citologia negativa, especialmente quando a colposcopia prévia foi satisfatória e negativa. Esse intervalo permite monitorar a persistência da infecção e detectar precocemente o surgimento de lesão, sem intervenções desnecessárias. É o equilíbrio entre vigilância e não sobretratamento.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A conização diagnóstica é um procedimento excisional indicado para lesões de alto grau (NIC 2/3) confirmadas ou fortemente suspeitas, como na presença de HSIL ou adenocarcinoma in situ. Nesta paciente, não há lesão visível na colposcopia nem citologia alterada, portanto não há indicação de procedimento invasivo. Realizar conização seria um sobretratamento com riscos obstétricos futuros.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A colposcopia imediata seria indicada se houvesse citologia alterada (ASC-US com HPV positivo, LSIL, HSIL) ou se a colposcopia prévia fosse insatisfatória. Como a paciente já realizou colposcopia satisfatória e negativa há 12 meses, e a citologia atual é negativa, não há indicação de repetir o exame imediatamente. A conduta é o seguimento com co-teste.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A genotipagem e biópsia aleatória do colo, independentemente do achado colposcópico, é uma conduta não recomendada. A genotipagem pode ser útil para estratificar risco (especialmente para HPV 16/18), mas a biópsia aleatória sem lesão visível tem baixo rendimento diagnóstico e não é rotina nas diretrizes. A conduta correta é a repetição do co-teste em 1 ano.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os diferentes cenários de rastreamento. Cada alternativa incorreta representa uma conduta correta em outra situação clínica: a alta para 3 anos (duplo negativo), a colposcopia imediata (citologia alterada), a conização (lesão de alto grau) e a genotipagem com biópsia (suspeita de lesão). O candidato que não domina o algoritmo pode optar por uma conduta mais agressiva ou mais permissiva. A chave é reconhecer que, no cenário de HPV positivo com citologia negativa e colposcopia prévia negativa, o risco é intermediário e a conduta é a repetição do co-teste em 1 ano. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de rastreamento do colo do útero, monte um fluxograma mental com os cenários: (1) co-teste negativo → repetir em 5 anos; (2) HPV positivo, citologia negativa → repetir co-teste em 1 ano; (3) HPV 16/18 positivo, citologia negativa → colposcopia; (4) citologia alterada (ASC-US, LSIL, HSIL) → colposcopia; (5) lesão de alto grau confirmada → tratamento excisional. Essa sequência cobre a maioria das questões e evita erros de conduta.

Gabarito: letra B.

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