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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — VUNESP 2026

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
vu119980
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFIPA
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Fellow Nível 4 - Especialidade: Endoscopia Ginecológica
Mulher de 33 anos, sem queixas, comparece para exame preventivo de rotina. Não há histórico de lesões cervicais prévias e o último exame citopatológico foi há 3 anos, com resultado normal.Segundo as recomendações atuais, qual deve ser a conduta?
  1. ARepetir o papanicolaou anualmente.
  2. BSuspender o rastreamento, pois já realizou 3 exames normais.
  3. CRealizar teste de DNA-HPV e repetir em 5 anos, se negativo.
  4. DRepetir o papanicolaou em 6 meses.
  5. ESolicitar colposcopia.
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GabaritoC — Realizar teste de DNA-HPV e repetir em 5 anos, se negativo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Rastreamento do câncer de colo uterino: citologia e teste de HPV

Gabarito: letra C. Para uma mulher de 33 anos, assintomática, com citologia prévia normal, a conduta recomendada é realizar o teste de DNA-HPV e, se negativo, repetir em 5 anos — estratégia que permite ampliar o intervalo entre coletas quando ambos os resultados são negativos, conforme as diretrizes atuais de rastreamento. A alternativa C espelha exatamente essa recomendação, que prioriza o teste molecular de HPV como método de rastreamento primário em mulheres acima de 30 anos.

O rastreamento do câncer de colo uterino passou por uma evolução importante nos últimos anos. Historicamente, o exame citopatológico (Papanicolaou) era o único método de rastreamento, realizado anualmente. Com o avanço do conhecimento sobre a história natural da doença — causada pela infecção persistente pelo HPV oncogênico —, as diretrizes passaram a recomendar o teste de DNA-HPV como método de rastreamento primário, por ser mais sensível e ter alto valor preditivo negativo. Isso permite aumentar o intervalo entre as coletas de 3 para 5 anos quando ambos os resultados (citologia e teste de HPV) são negativos.

A paciente do enunciado tem 33 anos, está na faixa etária em que o rastreamento é recomendado (25 a 64 anos), não tem histórico de lesões prévias e o último exame foi há 3 anos, com resultado normal. Nesse cenário, a conduta mais adequada é realizar o teste de DNA-HPV. Se o resultado for negativo, o próximo rastreamento deve ocorrer em 5 anos. Essa estratégia é respaldada por sociedades nacionais e internacionais, que recomendam o uso do teste de HPV associado à citologia para mulheres a partir dos 30 anos.

A lógica por trás dessa recomendação é a seguinte: o teste de HPV tem alta sensibilidade para detectar a presença do vírus oncogênico, e um resultado negativo tem altíssimo valor preditivo negativo — ou seja, a probabilidade de a mulher desenvolver lesão de alto grau nos próximos anos é muito baixa. Por isso, o intervalo pode ser ampliado com segurança. Já a citologia isolada, embora útil, tem menor sensibilidade, o que justifica intervalos mais curtos quando usada como método único.

É importante destacar que o rastreamento não deve ser suspenso apenas porque a mulher já realizou exames normais, nem deve ser feito anualmente sem indicação. A recomendação é manter o rastreamento periódico até os 64 anos, com intervalo de 3 anos para citologia ou 5 anos para teste de HPV negativo. A colposcopia, por sua vez, é um exame diagnóstico, indicado apenas quando há alteração no rastreamento, e não deve ser solicitada de rotina em mulheres assintomáticas com exames normais.

Guarde a distinção central: rastreamento (citologia ou teste de HPV em mulheres assintomáticas) versus diagnóstico (colposcopia e biópsia quando há alteração). É exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem — a banca explora a confusão entre os métodos de rastreamento e os de confirmação diagnóstica.

Rastreamento do câncer de colo uterino
  • 1Métodos
    • Citologia (Papanicolaou)
      • Intervalo: 3 anos
      • Faixa: 25-64 anos
    • Teste de DNA-HPV
      • Intervalo: 5 anos se negativo
      • Faixa: 30-64 anos
  • 2Diagnóstico (não rastreamento)
    • Colposcopia
    • Biópsia
  • 3Conduta em mulher assintomática
    • Não suspender por exames normais
    • Não repetir anualmente
    • Não solicitar colposcopia de rotina
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Repetir o Papanicolaou anualmente está em desacordo com as diretrizes atuais. O rastreamento com citologia isolada deve ser feito a cada 3 anos, e não anualmente. A recomendação de coleta anual era válida em diretrizes antigas, mas foi superada. A banca explora aqui o conhecimento desatualizado do candidato.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Suspender o rastreamento por ter realizado 3 exames normais não é correto. O rastreamento deve ser mantido até os 64 anos, desde que a mulher tenha realizado exames adequados e com resultados normais. A suspensão precoce, sem critério de idade, contraria as recomendações de rastreamento.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Realizar teste de DNA-HPV e repetir em 5 anos, se negativo, é a conduta recomendada para mulheres acima de 30 anos. O teste de HPV é mais sensível que a citologia e, quando negativo, permite ampliar o intervalo de rastreamento para 5 anos. Essa estratégia é respaldada por diretrizes nacionais e internacionais, que recomendam o teste molecular como método de rastreamento primário nessa faixa etária.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Repetir o Papanicolaou em 6 meses não se aplica a uma mulher assintomática com citologia prévia normal. O intervalo de 6 meses é indicado apenas em situações específicas, como após resultado de ASC-US em mulheres com 30 anos ou mais, ou após LSIL. Para rastreamento de rotina, o intervalo é de 3 anos (citologia) ou 5 anos (teste de HPV negativo).

Alternativa E — ❌ Incorreta

Solicitar colposcopia não é indicado em mulher assintomática com rastreamento normal. A colposcopia é um exame diagnóstico, reservado para casos de alteração no rastreamento (citologia ou teste de HPV positivo). Solicitar colposcopia de rotina em mulher sem queixas e com exames normais é conduta inadequada e sem respaldo nas diretrizes.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os métodos de rastreamento e os de diagnóstico. O candidato pode ser tentado a escolher a colposcopia (alternativa E) por associá-la ao exame ginecológico de rotina, mas ela é um exame diagnóstico, não de rastreamento. Da mesma forma, a alternativa A (citologia anual) reflete uma prática antiga, já superada pelas diretrizes atuais. Fique atento: em mulher assintomática com exames normais, a conduta é sempre de rastreamento periódico, nunca de intervenção diagnóstica.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de rastreamento, memorize os intervalos: citologia a cada 3 anos (25-64 anos) e teste de HPV a cada 5 anos (30-64 anos, se negativo). A colposcopia é sempre um passo diagnóstico, nunca de rastreamento. Essa distinção resolve a maioria das questões sobre o tema.

Gabarito: letra C

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