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Questão de Medicina — Cirurgia Geral — VUNESP 2026

MedicinaCirurgia Geral
Código
vu120039
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFIPA
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito em Cirurgia Geral e/ou Área de Cirurgia Básica - Especialidades: Cirurgia Plástica
Paciente de 32 anos, com abdome e região inguinal muito pilosos, será submetido a hernioplastia inguinal aberta. A equipe discute a necessidade de tricotomia pré-operatória.De acordo com as evidências atuais e as recomendações de boas práticas cirúrgicas, qual é a conduta mais adequada?
  1. ARealizar tricotomia completa com lâmina de barbear, 12 horas antes da cirurgia, para melhor visualização do campo cirúrgico.
  2. BAvaliar a necessidade real de tricotomia: se os pelos impedirem a incisão ou o fechamento adequado, realizar imediatamente antes da cirurgia com aparador elétrico.
  3. CRealizar tricotomia, apenas se o paciente consentir expressamente, com creme depilatório, 24 horas antes.
  4. DNão realizar tricotomia em nenhuma circunstância, pois aumenta o risco de infecção.
  5. ERealizar tricotomia rotineira em todos os pacientes, independentemente da densidade pilosa.
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GabaritoB — Avaliar a necessidade real de tricotomia: se os pelos impedirem a incisão ou o fechamento adequado, realizar imediatamente antes da cirurgia com aparador elétrico.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tricotomia pré-operatória: evidências e boas práticas

Gabarito: letra B. A conduta mais adequada é avaliar a necessidade real de tricotomia e, quando indicada, realizá-la imediatamente antes da cirurgia com aparador elétrico (clipper), evitando a lâmina de barbear, que aumenta o risco de infecção do sítio cirúrgico. Essa recomendação é baseada nas diretrizes de prevenção de infecção cirúrgica, como as da OMS e do CDC, e na literatura de cirurgia geral.

A tricotomia pré-operatória é um tema clássico em cirurgia, e a evidência atual é clara: a remoção rotineira de pelos não é recomendada. Estudos mostram que a tricotomia com lâmina de barbear causa microlesões na pele, que servem de porta de entrada para bactérias, aumentando significativamente o risco de infecção do sítio cirúrgico (ISC). Por isso, a conduta baseada em evidências é não realizar a tricotomia de rotina, mas sim avaliar caso a caso: se os pelos realmente atrapalharem a incisão ou o fechamento da ferida, a remoção deve ser feita, mas com a técnica mais segura.

A técnica mais segura é o uso de aparador elétrico (clipper), que corta os pelos rentes à pele sem causar lesões. O momento ideal é imediatamente antes da cirurgia, e não com horas ou dias de antecedência, pois quanto mais tempo entre a tricotomia e a incisão, maior a chance de colonização bacteriana da pele lesada. O creme depilatório é uma alternativa, mas pode causar reações alérgicas e não é a primeira escolha. A lâmina de barbear é contraindicada, e a tricotomia rotineira em todos os pacientes é uma prática abandonada.

A pegadinha desta questão está em alternativas que parecem razoáveis, mas trazem práticas ultrapassadas ou extremas. A letra A, por exemplo, sugere lâmina de barbear 12 horas antes, o que é exatamente o oposto do recomendado. A letra D diz "nunca" realizar tricotomia, o que é uma generalização incorreta, pois há casos em que ela é necessária. A letra E defende a tricotomia rotineira, que é uma prática sem benefício comprovado e com risco aumentado de infecção. A letra C, apesar de mencionar o consentimento, sugere creme depilatório 24 horas antes, o que não é a conduta ideal.

A regra de ouro é: "se não atrapalha, não remove; se remove, faz com clipper, na hora da cirurgia". Essa é a conduta que a banca espera, e é a que está alinhada com as principais diretrizes de prevenção de infecção cirúrgica.

Tricotomia pré-operatória
  • 1Regra geral
    • Não remover pelos de rotina
    • Avaliar caso a caso
  • 2Se necessária (pelos atrapalham)
    • Aparador elétrico (clipper)
    • Imediatamente antes da cirurgia
  • 3Técnicas inadequadas
    • Lâmina de barbear (microlesões)
    • Creme depilatório (alergia)
    • Antecedência (colonização bacteriana)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa A está incorreta por dois motivos: o uso de lâmina de barbear e o tempo de 12 horas antes da cirurgia. A lâmina de barbear causa microtraumas na pele, aumentando o risco de infecção do sítio cirúrgico. Além disso, realizar a tricotomia com antecedência permite que a pele lesada seja colonizada por bactérias antes da incisão, aumentando ainda mais o risco. A recomendação atual é usar aparador elétrico e realizar o procedimento imediatamente antes da cirurgia, não com 12 horas de antecedência.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa B está correta porque reflete exatamente a conduta baseada em evidências: avaliar a necessidade real de tricotomia (não fazer de rotina) e, se necessário, realizar imediatamente antes da cirurgia com aparador elétrico. O aparador elétrico corta os pelos sem lesar a pele, e o momento imediatamente pré-operatório minimiza o tempo de colonização bacteriana. Essa é a recomendação das principais diretrizes de prevenção de infecção cirúrgica.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C está incorreta porque sugere o uso de creme depilatório 24 horas antes da cirurgia. Embora o creme depilatório seja uma alternativa à lâmina, ele pode causar reações alérgicas e não é a primeira escolha. Além disso, o tempo de 24 horas é inadequado, pois aumenta o risco de colonização bacteriana da pele. A conduta ideal é o uso de aparador elétrico imediatamente antes da cirurgia. O consentimento do paciente é importante, mas não é o ponto central da questão.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D está incorreta porque faz uma generalização absoluta ao afirmar que a tricotomia não deve ser realizada "em nenhuma circunstância". Embora a tricotomia de rotina não seja recomendada, há situações em que ela é necessária, como quando os pelos impedem a incisão ou o fechamento adequado da ferida. Nesses casos, a tricotomia deve ser feita com aparador elétrico imediatamente antes da cirurgia. A afirmação de que "aumenta o risco de infecção" é verdadeira quando feita com lâmina, mas não justifica a proibição absoluta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E está incorreta porque defende a tricotomia rotineira em todos os pacientes, independentemente da densidade pilosa. Essa prática é abandonada, pois a tricotomia de rotina não traz benefício comprovado e aumenta o risco de infecção do sítio cirúrgico, especialmente quando feita com lâmina de barbear. A conduta correta é avaliar a necessidade real de tricotomia em cada caso, como descrito na alternativa B.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre "não fazer tricotomia de rotina" e "nunca fazer tricotomia". A alternativa D leva o candidato a pensar que a resposta é "nunca", mas a conduta correta é avaliar caso a caso. Fique atento a palavras como "nunca" e "sempre" — elas geralmente indicam uma generalização incorreta.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de tricotomia pré-operatória, lembre-se do mnemônico "CLIPPER NA HORA": Clipper (aparador elétrico), Longe da lâmina, Imediatamente antes da cirurgia, Para evitar infecção, Pacientes avaliados individualmente, Evitar rotina, Realizar só se necessário. Essa sequência resume a conduta correta e ajuda a eliminar as alternativas erradas.

Gabarito: letra B

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