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Questão de Medicina — Cirurgia Geral — VUNESP 2026

MedicinaCirurgia Geral
Código
vu120069
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFIPA
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito em Cirurgia Geral e/ou Área de Cirurgia Básica - Especialidades: Cirurgia Plástica
Paciente de 28 anos, vítima de trauma abdominal fechado com pneumoperitônio, é submetido a laparotomia exploradora. Durante o procedimento, após a manobra de Kocher, identifica-se uma lesão transversal completa da segunda porção do duodeno, acometendo aproximadamente 20% da circunferência, sem comprometimento da região ampolar. Não há outras lesões associadas, e o paciente mantém-se hemodinamicamente estável.Qual é a conduta cirúrgica mais adequada?
  1. ADrenagem simples do espaço retroperitoneal.
  2. BSutura primária em dois planos com omentoplastia.
  3. CDerivação gástrica com exclusão duodenal (procedimento de Berne).
  4. DDuodenojejunostomia com loop em Y de Roux.
  5. EDuodenorrafia primária associada a jejunostomia de alimentação.
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GabaritoB — Sutura primária em dois planos com omentoplastia.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Trauma duodenal: conduta cirúrgica

Gabarito: letra B. Em lesão duodenal transversal completa, com acometimento de aproximadamente 20% da circunferência e sem comprometimento da região ampolar, a conduta mais adequada é a sutura primária em dois planos com omentoplastia. A escolha do procedimento depende da extensão e da localização da lesão, sendo a duodenorrafia a opção preferencial para lesões pequenas e sem comprometimento da papila.

O trauma duodenal é uma lesão grave e de difícil manejo, frequentemente associada a outras lesões intra-abdominais. O duodeno é um órgão retroperitoneal, em íntimo contato com o pâncreas e com importantes estruturas vasculares, o que torna o diagnóstico e o tratamento desafiadores. A conduta cirúrgica é determinada por fatores como o grau da lesão, a extensão da circunferência acometida, a presença de lesões associadas e a estabilidade hemodinâmica do paciente.

A classificação da AAST (American Association for the Surgery of Trauma) para lesões duodenais é fundamental para orientar a conduta. Lesões de graus I e II, que acometem menos de 50% da circunferência, são geralmente tratadas com sutura primária. Lesões de grau III, que acometem 50% a 75% da circunferência, podem ser tratadas com sutura primária ou com anastomose. Lesões de graus IV e V, que acometem mais de 75% da circunferência ou envolvem a ampola, geralmente requerem procedimentos mais complexos, como a exclusão duodenal ou a pancreaticoduodenectomia.

No caso apresentado, a lesão acomete apenas 20% da circunferência, sem comprometimento da região ampolar. Portanto, a sutura primária em dois planos é a conduta mais adequada. A omentoplastia, que consiste na aplicação de um retalho de omento sobre a sutura, é uma técnica que ajuda a proteger a linha de sutura e a prevenir vazamentos.

A escolha entre as diferentes opções cirúrgicas é um ponto crítico. A drenagem simples é insuficiente para lesões que necessitam de reparo. A derivação gástrica com exclusão duodenal (procedimento de Berne) é reservada para lesões mais complexas, como as que acometem mais de 50% da circunferência ou que envolvem a ampola. A duodenojejunostomia com loop em Y de Roux é uma opção para lesões extensas que não podem ser reparadas primariamente. A duodenorrafia primária associada a jejunostomia de alimentação pode ser considerada em casos selecionados, mas a sutura primária isolada é suficiente para lesões pequenas.

A banca explora a confusão entre as diferentes opções cirúrgicas, apresentando procedimentos mais complexos como se fossem a primeira escolha para qualquer lesão duodenal. É essencial saber que a sutura primária é o tratamento de escolha para a maioria das lesões duodenais, especialmente as pequenas e sem comprometimento da ampola.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A drenagem simples do espaço retroperitoneal é uma conduta inadequada para uma lesão duodenal completa. A drenagem pode ser um adjuvante, mas não é o tratamento definitivo. A lesão precisa ser reparada cirurgicamente para evitar vazamento de conteúdo intestinal e sepse.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A sutura primária em dois planos com omentoplastia é a conduta mais adequada para uma lesão duodenal que acomete apenas 20% da circunferência, sem comprometimento da região ampolar. A sutura primária é o tratamento de escolha para lesões pequenas, e a omentoplastia ajuda a proteger a linha de sutura.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A derivação gástrica com exclusão duodenal (procedimento de Berne) é um procedimento mais complexo, reservado para lesões duodenais extensas (geralmente grau III ou superior) ou com comprometimento da ampola. Para uma lesão pequena, como a do caso, esse procedimento é desnecessário e mais mórbido.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A duodenojejunostomia com loop em Y de Roux é uma opção para lesões duodenais extensas que não podem ser reparadas primariamente. Para uma lesão que acomete apenas 20% da circunferência, a sutura primária é suficiente e menos mórbida.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A duodenorrafia primária associada a jejunostomia de alimentação pode ser considerada em casos selecionados, mas a sutura primária isolada é suficiente para lesões pequenas. A jejunostomia de alimentação não é necessária para uma lesão pequena, sem outras lesões associadas.

Gabarito: letra B

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