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Questão de Medicina — Cirurgia Geral — VUNESP 2026

MedicinaCirurgia Geral
Código
vu120075
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFIPA
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito em Cirurgia Geral e/ou Área de Cirurgia Básica - Especialidades: Cirurgia Plástica
Uma mulher de 62 anos, multípara, relata episódios recorrentes de escape fecal há cerca de um ano, principalmente após evacuações. Ela nega dor, mas refere constrangimento social e impacto significativo na qualidade de vida. Ao exame proctológico, o tônus anal basal está levemente diminuído, sem lesões evidentes, e a manometria anorretal confirma comprometimento parcial do esfíncter externo. O colonograma é normal.Com base nesse contexto, assinale a alternativa correta sobre o tratamento conservador para a condição clínica apresentada.
  1. AA fenilefrina tópica demonstra melhora significativa da pressão de contração voluntária do esfíncter anal.
  2. BO biofeedback é a terapia conservadora de primeira linha para incontinência leve a moderada, com taxa de sucesso de 50% a 70%.
  3. COs agentes de preenchimento perianais são injetados predominantemente no músculo puborretal.
  4. DA neuromodulação sacral atua primariamente pela estimulação das raízes nervosas L2-L3.
  5. EA irrigação transanal contínua é contraindicada em pacientes com lesão esfincteriana completa.
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GabaritoB — O biofeedback é a terapia conservadora de primeira linha para incontinência leve a moderada, com taxa de sucesso de 50% a 70%.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Incontinência fecal: tratamento conservador

Gabarito: letra B. O biofeedback é a terapia conservadora de primeira linha para incontinência fecal leve a moderada, com taxas de sucesso relatadas na literatura entre 50% e 70%. As demais alternativas apresentam erros conceituais sobre as modalidades terapêuticas, como a fenilefrina tópica (que atua no esfíncter interno, não no externo), os agentes de preenchimento (injetados no canal anal, não no puborretal), a neuromodulação sacral (que estimula S2-S4, não L2-L3) e a irrigação transanal (que não é contraindicada em lesão esfincteriana completa).

A incontinência fecal é a perda involuntária de fezes ou gases, com impacto significativo na qualidade de vida, como no caso da paciente. O tratamento conservador é a primeira abordagem, especialmente em casos leves a moderados, e inclui medidas como modificação dietética, farmacoterapia, biofeedback, neuromodulação sacral e, em casos selecionados, agentes de preenchimento. O biofeedback é uma técnica de reabilitação que utiliza equipamentos para treinar o paciente a perceber e contrair voluntariamente o esfíncter externo, melhorando a coordenação e a força muscular. É considerado a terapia de primeira linha para incontinência leve a moderada, com taxas de sucesso que variam de 50% a 70% na literatura, conforme mencionado na alternativa B.

A fenilefrina tópica é um agonista alfa-adrenérgico que atua aumentando a pressão de repouso do canal anal, ou seja, do esfíncter interno, e não a pressão de contração voluntária do esfíncter externo. Os agentes de preenchimento perianais (como o dextranômero em ácido hialurônico) são injetados no canal anal, na submucosa, para aumentar o coaptação das paredes, e não no músculo puborretal. A neuromodulação sacral estimula as raízes nervosas sacrais, principalmente S2-S4, e não L2-L3, que são raízes lombares. A irrigação transanal contínua é uma técnica que pode ser utilizada em pacientes com lesão esfincteriana completa, pois não depende da integridade do esfíncter para funcionar, sendo uma opção para o manejo da incontinência nesses casos.

A distinção crucial entre as alternativas está no mecanismo de ação de cada terapia e na sua indicação clínica. O biofeedback é a única opção que se alinha diretamente com o caso da paciente, que apresenta comprometimento parcial do esfíncter externo, pois visa justamente o treinamento desse músculo. As demais alternativas ou descrevem mecanismos incorretos ou indicações equivocadas. A banca explora a confusão entre os esfíncteres (interno e externo), os níveis de estimulação nervosa e as indicações das terapias.

1Biofeedback (1ª linha, leve a moderada)
Treina contração voluntária do esfíncter externo
Sucesso de 50% a 70%
2Fenilefrina tópica
Atua no esfíncter interno (pressão de repouso)
Não age no esfíncter externo
3Agentes de preenchimento
Injetados na submucosa do canal anal
Não no músculo puborretal
4Neuromodulação sacral
Estimula raízes S2-S4
Não L2-L3
5Irrigação transanal
Indicada mesmo com lesão esfincteriana completa
Incontinência fecal: tratamento conservador
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Incontinência fecal: tratamento conservador: Biofeedback (1ª linha, leve a moderada) (Treina contração voluntária do esfíncter externo, Sucesso de 50% a 70%); Fenilefrina tópica (Atua no esfíncter interno (pressão de repouso), Não age no esfíncter externo); Agentes de preenchimento (Injetados na submucosa do canal anal, Não no músculo puborretal); Neuromodulação sacral (Estimula raízes S2-S4, Não L2-L3); Irrigação transanal (Indicada mesmo com lesão esfincteriana completa)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A fenilefrina tópica é um agonista alfa-adrenérgico que aumenta a pressão de repouso do canal anal, atuando no esfíncter interno, e não a pressão de contração voluntária do esfíncter externo. A contração voluntária é mediada pelo esfíncter externo, que é um músculo estriado esquelético, e a fenilefrina não tem efeito significativo sobre ele. A alternativa troca o esfíncter alvo da medicação.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O biofeedback é a terapia conservadora de primeira linha para incontinência fecal leve a moderada, com taxas de sucesso de 50% a 70% na literatura. A técnica treina o paciente a reconhecer e contrair voluntariamente o esfíncter externo, melhorando a coordenação e a força muscular. No caso da paciente, com comprometimento parcial do esfíncter externo, o biofeedback é a abordagem mais adequada.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Os agentes de preenchimento perianais (como o dextranômero em ácido hialurônico) são injetados na submucosa do canal anal, para aumentar a coaptação das paredes e melhorar a continência. Não são injetados no músculo puborretal, que é um componente do assoalho pélvico. A alternativa erra o local de injeção.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A neuromodulação sacral atua pela estimulação das raízes nervosas sacrais, principalmente S2-S4, que inervam o assoalho pélvico e o esfíncter externo. As raízes L2-L3 são lombares e não estão diretamente envolvidas no controle da continência fecal. A alternativa troca o nível de estimulação.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A irrigação transanal contínua é uma técnica que pode ser utilizada em pacientes com lesão esfincteriana completa, pois não depende da integridade do esfíncter para funcionar. Ela permite o esvaziamento programado do cólon, reduzindo os episódios de incontinência. A alternativa afirma o contrário, sendo incorreta.

Gabarito: letra B

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