Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — VUNESP 2026
Medicina›Pediatria e Neonatologia
Código
vu120082
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFIPA
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito em Pediatria - Especialidade: Neonatologia
São condições que contraindicam o aleitamento materno, de acordo com as recomendações atuais do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria, infecção materna pelo
AHIV e pelo CMV.
BHTLV e pelo vírus da hepatite B.
Cvírus varicela zoster e pelo CMV.
DHTLV e durante a fase aguda da doença de Chagas.
Evírus da hepatite B e durante a fase aguda da doença de Chagas.
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GabaritoD — HTLV e durante a fase aguda da doença de Chagas.
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Aleitamento materno: contraindicações por infecções maternas
Gabarito: letra D. A infecção materna pelo HTLV e a doença de Chagas na fase aguda são contraindicações ao aleitamento materno, conforme as recomendações do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria. O HTLV é transmitido verticalmente principalmente pela amamentação, e na fase aguda da doença de Chagas há risco de transmissão pelo leite, sendo recomendada a interrupção temporária.
O aleitamento materno é a forma ideal de alimentação do recém-nascido, mas algumas condições maternas impõem restrições. A contraindicação pode ser permanente (como no HIV e HTLV) ou temporária (como na fase aguda de algumas infecções). A tabela de condutas em relação ao aleitamento materno na presença de infecções maternas, baseada nas recomendações da OMS e adotada pelo Ministério da Saúde, é o guia prático para essas decisões.
A lógica por trás de cada contraindicação é o risco de transmissão do agente infeccioso pelo leite materno. No caso do HTLV, o aleitamento é a principal via de transmissão vertical, ocorrendo em 20% a 30% dos lactentes amamentados por mães infectadas. Já na doença de Chagas, a transmissão pelo leite ocorre principalmente na fase aguda da doença, quando há parasitemia (presença do Trypanosoma cruzi no sangue). Por isso, a conduta é interromper temporariamente a amamentação nessa fase.
É importante distinguir as infecções que contraindicam a amamentação daquelas que não a contraindicam. Por exemplo, a hepatite B não contraindica a amamentação, mesmo sem profilaxia no recém-nascido, pois o risco de transmissão pelo leite é baixo e os benefícios superam os riscos. O CMV também não contraindica a amamentação em recém-nascidos a termo, pois a infecção geralmente é assintomática ou leve. O vírus varicela-zoster, quando a mãe apresenta lesões ativas, pode exigir precauções, mas não contraindica a amamentação de forma absoluta.
A pegadinha desta questão está em confundir as contraindicações permanentes (HIV, HTLV) com as temporárias (fase aguda de Chagas, brucelose, leptospirose) e em incluir infecções que não contraindicam a amamentação (hepatite B, CMV, HCV). A alternativa correta combina uma contraindicação permanente (HTLV) com uma temporária (fase aguda da doença de Chagas), que é exatamente o que as recomendações atuais estabelecem.
Guarde a distinção entre contraindicação permanente e temporária, e lembre-se de que hepatite B, hepatite C e CMV não contraindicam a amamentação — é nesse ponto que as alternativas se separam.
Infecção Materna
Contraindica o Aleitamento?
Tipo de Contraindicação
HIV
Sim
Permanente
HTLV
Sim
Permanente
Doença de Chagas (fase aguda)
Sim
Temporária
Hepatite B
Não
—
CMV (recém-nascido a termo)
Não
—
Vírus varicela-zoster
Não
—
Contraindicações ao aleitamento: Permanentes (HIV, HTLV); Temporárias (Chagas (fase aguda), Brucelose, Leptospirose); Não contraindicam (Hepatite B, Hepatite C, CMV)
Alternativa A — ❌ Incorreta
O HIV é uma contraindicação permanente ao aleitamento materno, mas o CMV não contraindica. Em recém-nascidos a termo, a infecção por CMV adquirida pelo leite materno geralmente é assintomática ou leve, e os benefícios do aleitamento superam os riscos. A contraindicação ao CMV só é considerada em situações específicas, como em recém-nascidos pré-termo extremos ou imunocomprometidos, mas não é uma contraindicação absoluta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O HTLV é uma contraindicação permanente ao aleitamento materno, mas o vírus da hepatite B não contraindica. A amamentação é permitida em mães com hepatite B, mesmo que não tenham sido realizadas ações de prevenção da transmissão vertical, pois o risco de transmissão pelo leite é baixo. O recém-nascido deve receber imunoglobulina e vacina ao nascer, mas a amamentação não precisa ser interrompida.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O vírus varicela-zoster não contraindica a amamentação de forma absoluta. Quando a mãe apresenta lesões ativas, recomenda-se evitar o contato direto da criança com as lesões, mas o leite materno pode ser oferecido, pois contém anticorpos protetores. O CMV, como visto, também não contraindica a amamentação em recém-nascidos a termo.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O HTLV é uma contraindicação permanente ao aleitamento materno, pois a amamentação é a principal via de transmissão vertical, ocorrendo em 20% a 30% dos lactentes amamentados por mães infectadas. A doença de Chagas contraindica a amamentação temporariamente na fase aguda, quando há parasitemia e risco de transmissão pelo leite. Essa combinação está correta e reflete as recomendações atuais.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O vírus da hepatite B não contraindica a amamentação, como já explicado. A doença de Chagas na fase aguda contraindica temporariamente, mas a combinação com hepatite B torna a alternativa incorreta.
Fechamento: A regra de ouro é: HIV e HTLV são contraindicações permanentes; doença de Chagas na fase aguda, brucelose, leptospirose e hanseníase virchowiana não tratada são contraindicações temporárias; hepatite B, hepatite C e CMV não contraindicam a amamentação.