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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — VUNESP 2026

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
vu120086
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFIPA
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito em Pediatria - Especialidade: Neonatologia
Thiago, 7 anos, em acompanhamento para tratamento de craniofaringeoma, é internado devido a quadro atual de diabetes insipidus. As alterações esperadas neste cenário são
  1. Aaumento de volume urinário; Na sérico elevado; Na urinário reduzido.
  2. Baumento de volume urinário; Na sérico reduzido; Na urinário elevado.
  3. Credução de volume urinário; Na sérico elevado; Na urinário reduzido.
  4. Dredução de volume urinário; Na sérico reduzido; Na urinário elevado.
  5. Evolume normal de diurese; Na sérico reduzido; Na urinário elevado.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — aumento de volume urinário; Na sérico elevado; Na urinário reduzido.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Diabetes insípido: fisiopatologia e achados laboratoriais

Gabarito: letra A. No diabetes insípido (DI), a deficiência de vasopressina (ADH) ou a resistência renal à sua ação leva à incapacidade de concentrar a urina, resultando em poliúria (aumento do volume urinário), hipernatremia (Na sérico elevado) e Na urinário reduzido (urina diluída, com baixa osmolalidade). Essa tríade é a assinatura fisiopatológica do DI, e é exatamente o que a alternativa A descreve.

O diabetes insípido é um distúrbio do equilíbrio hídrico caracterizado pela excreção de grande volume de urina diluída (poliúria hipo-osmolar). No caso de Thiago, o craniofaringeoma — tumor da região selar/suprasselar — compromete a hipófise posterior ou o hipotálamo, levando à deficiência de vasopressina (DI central ou neurogênico). Sem o ADH, os túbulos renais (principalmente o túbulo coletor) não reabsorvem água livre, e o rim excreta água em excesso. O paciente perde água continuamente, o que, se não houver ingestão adequada, leva à desidratação e à hipernatremia (Na sérico elevado). A urina, por sua vez, fica diluída, com baixa concentração de sódio (Na urinário reduzido) e baixa osmolalidade.

A fisiologia renal explica o mecanismo: o ADH age nos receptores V2 dos túbulos coletores, promovendo a inserção de aquaporinas-2 na membrana apical, o que permite a reabsorção de água. Na ausência de ADH, essa água é perdida na urina. A perda de água livre aumenta a osmolalidade plasmática, estimulando a sede e, em situações de acesso limitado à água (como em crianças pequenas ou pacientes acamados), levando à hipernatremia. A urina, sem a ação do ADH, permanece hipotônica, com baixa concentração de sódio.

É importante distinguir o DI de outras causas de poliúria. Na poliúria osmótica (como no diabetes mellitus descompensado), a glicosúria arrasta água e sódio, resultando em Na urinário elevado. Na polidipsia primária, o excesso de ingestão de água suprime o ADH, mas o paciente mantém-se normonatrêmico ou hiponatrêmico, com urina diluída. A tríade clássica do DI — poliúria, hipernatremia e urina diluída — é o que diferencia o quadro.

A pegadinha da banca está em inverter os valores de sódio sérico e urinário. O candidato pode confundir o DI com outras causas de poliúria ou com a síndrome da secreção inapropriada de ADH (SIADH), onde há hiponatremia e urina concentrada. No DI, o sódio sérico está elevado (perda de água livre) e o sódio urinário está reduzido (urina diluída). Guarde essa relação: no DI, o problema é a perda de água, não de sódio.

Diabetes insípido (DI)
  • 1Fisiopatologia
    • Deficiência de ADH (central) ou resistência renal
    • Sem reabsorção de água no túbulo coletor
    • Perda de água livre → desidratação
  • 2Tríade clássica
    • Poliúria (volume urinário aumentado)
    • Na sérico elevado (hipernatremia)
    • Na urinário reduzido (urina diluída)
  • 3Diagnóstico diferencial
    • Poliúria osmótica (DM): Na urinário elevado
    • Polidipsia primária: normo/hiponatremia
    • SIADH: hiponatremia + urina concentrada
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa descreve exatamente a tríade do diabetes insípido: aumento de volume urinário (poliúria por falta de ADH), Na sérico elevado (hipernatremia por perda de água livre) e Na urinário reduzido (urina diluída, hipotônica). A fisiopatologia confirma: sem ADH, o rim não reabsorve água, excretando grande volume de urina diluída, o que concentra o sódio plasmático.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa erra ao afirmar Na sérico reduzido e Na urinário elevado. Essa combinação é típica de outras condições, como a SIADH (hiponatremia com urina concentrada) ou a depleção de sódio. No DI, o sódio sérico está elevado (perda de água) e o urinário reduzido (urina diluída).

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa erra ao afirmar redução de volume urinário. No DI, há poliúria (aumento do volume urinário), não oligúria. A redução do volume urinário ocorreria em condições como desidratação grave com preservação do ADH, ou em insuficiência renal, mas não no DI.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa erra duplamente: afirma redução de volume urinário (no DI há poliúria) e Na sérico reduzido (no DI há hipernatremia). Apenas o Na urinário elevado está correto, mas isso não é suficiente para caracterizar o quadro.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa erra ao afirmar volume normal de diurese e Na sérico reduzido. No DI, o volume urinário está aumentado (poliúria) e o sódio sérico está elevado (hipernatremia). Apenas o Na urinário elevado está correto, mas isso não caracteriza o DI.

Gabarito: letra A

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