Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — VUNESP 2026
Medicina›Pediatria e Neonatologia
Código
vu120095
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFIPA
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito em Pediatria - Especialidade: Neonatologia
João Victor, 7 anos, com antecedente de asma, em uso regular de beclometasona inalatória diária, com história atual de febre, dor de garganta, tosse e coriza há 1 dia é atendido em consulta de encaixe na Unidade Básica de Saúde. Ao exame físico, criança em bom estado geral, afebril, eupneica, estável hemodinamicamente, apresentando discreta hiperemia de orofaringe, sem outras alterações. Realizados testes rápidos para covid-19 (não reagente) e influenza (reagente).De acordo com as recomendações vigentes do Ministério da Saúde, a conduta indicada para este paciente é
Aalta com sintomáticos, sem necessidade de afastamento escolar.
Balta com oseltamivir via oral por 5 dias + sintomáticos e afastamento da escola até 24 horas após a cessação da febre sem uso de antitérmicos.
Calta com sintomáticos e afastamento da escola até 24 horas após a cessação da febre sem uso de antitérmicos.
Dalta com oseltamivir via oral por 7 dias + sintomáticos, sem necessidade de afastamento escolar.
Ealta com oseltamivir via oral por 7 dias + sintomáticos, afastamento da escola até 24 horas após a cessação da febre sem uso de antitérmicos.
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GabaritoB — alta com oseltamivir via oral por 5 dias + sintomáticos e afastamento da escola até 24 horas após a cessação da febre sem uso de antitérmicos.
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Influenza em criança com asma: conduta na Atenção Básica
Gabarito: letra B. O paciente tem influenza confirmada por teste rápido e, por ser asmático em uso de corticoide inalatório, pertence ao grupo de risco para complicações — o que indica tratamento com oseltamivir por 5 dias e afastamento escolar até 24 horas após a cessação da febre sem uso de antitérmicos, conforme as recomendações do Ministério da Saúde para síndrome gripal em grupos prioritários.
A questão avalia dois eixos independentes: (1) quem deve receber antiviral e (2) qual a orientação de isolamento/afastamento. O primeiro é decidido pela presença de fatores de risco — e asma é um deles, mesmo em criança estável. O segundo é padronizado: o afastamento vale para todos os casos de síndrome gripal, independentemente do uso de antiviral, e dura até 24 horas após o fim da febre (sem uso de antitérmicos). A alternativa correta precisa acertar os dois eixos; as demais erram em pelo menos um deles.
Vamos destrinchar cada ponto. A influenza é uma infecção viral respiratória aguda, de alta transmissibilidade, que se apresenta como síndrome gripal: febre (mesmo que referida), tosse, dor de garganta, mialgia, cefaleia e coriza. O diagnóstico pode ser clínico ou laboratorial (teste rápido de antígeno, RT-PCR). No caso, o teste rápido para influenza foi reagente, confirmando a etiologia. O oseltamivir é um antiviral inibidor da neuraminidase, eficaz contra influenza A e B, que reduz a duração dos sintomas e a taxa de complicações quando iniciado precocemente (idealmente nas primeiras 48 horas). A indicação de tratamento antiviral no SUS segue critérios de grupo de risco: crianças menores de 5 anos (especialmente < 2 anos), idosos ≥ 60 anos, gestantes, puérperas, indígenas, portadores de doenças crônicas (incluindo asma), imunossuprimidos, obesidade, entre outros. O paciente tem 7 anos e asma — portanto, faz parte do grupo de risco e deve receber oseltamivir, mesmo com quadro clínico leve. A dose para crianças é calculada por peso, e a duração padrão do tratamento é de 5 dias.
O segundo eixo é o afastamento escolar. A recomendação do Ministério da Saúde para síndrome gripal é o isolamento por 24 horas após a cessação da febre, sem uso de antitérmicos. Isso vale para todos os casos, com ou sem antiviral. A lógica é epidemiológica: a transmissibilidade é maior durante o período febril, e o uso de antitérmicos mascara a febre, prolongando o risco de transmissão. Por isso, o critério é "sem uso de antitérmicos" — se a criança só está afebril porque tomou dipirona, ela ainda pode transmitir. Essa é a pegadinha central da questão: as alternativas que omitem o afastamento ou que usam critério diferente (como "sem necessidade de afastamento") estão erradas.
Agora, o que confunde o candidato: a alternativa C também traz o afastamento correto, mas omite o oseltamivir — e é exatamente aí que mora a armadilha. O paciente é asmático, logo, grupo de risco; não prescrever antiviral seria conduta inadequada. A alternativa B é a única que combina os dois elementos corretos: antiviral por 5 dias + afastamento até 24h sem antitérmicos. As alternativas D e E erram na duração (7 dias, quando o padrão é 5) e a A erra ao dispensar o afastamento e o antiviral. Guarde o par: grupo de risco → oseltamivir 5 dias e síndrome gripal → afastamento 24h sem antitérmicos.
1Identificar grupo de risco
2[+] Oseltamivir 5 dias
3Afastamento 24h sem antitérmicos
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
Erra duplamente: não prescreve oseltamivir (paciente é asmático, grupo de risco) e dispensa o afastamento escolar, contrariando a recomendação de isolamento por 24 horas após a cessação da febre sem antitérmicos para todo caso de síndrome gripal. A banca tenta seduzir com a conduta mais "simples", ignorando o fator de risco.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
É a conduta completa e correta: oseltamivir via oral por 5 dias (indicado por ser asmático, grupo de risco) + sintomáticos (para febre e dor) + afastamento escolar até 24 horas após a cessação da febre sem uso de antitérmicos (recomendação padrão para síndrome gripal). Acerta os dois eixos da questão.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Acerta o afastamento, mas omite o oseltamivir. O paciente tem asma — condição crônica que o coloca no grupo de risco para complicações da influenza —, portanto o antiviral está indicado. A alternativa parece razoável, mas é incompleta justamente no ponto que a banca quer testar: o reconhecimento do fator de risco.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erra na duração do oseltamivir (7 dias, quando o padrão é 5) e dispensa o afastamento escolar. Mesmo que o antiviral estivesse correto, a ausência de isolamento contraria a recomendação para síndrome gripal. Dois erros na mesma alternativa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erra apenas na duração do oseltamivir (7 dias em vez de 5). O afastamento está correto, mas a duração do antiviral está errada — o tratamento padrão para influenza é de 5 dias, não 7. A banca troca o número para confundir quem decorou sem entender.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora duas confusões clássicas: (1) esquecer o fator de risco — o paciente é asmático, então oseltamivir é obrigatório, mesmo com quadro leve; (2) trocar a duração do antiviral — 5 dias é o padrão, 7 dias é distrator. E ainda há a pegadinha do afastamento: "sem uso de antitérmicos" é o critério exato, porque antitérmico mascara a febre e prolonga a transmissibilidade. Fique atento a esses três pontos na prova.
PEGA ESSA DICA!
Monte um fluxo mental para síndrome gripal: (1) identificar grupo de risco (asma, < 5 anos, gestante, idoso, etc.) → se sim, oseltamivir 5 dias; (2) orientar afastamento até 24h sem antitérmicos para todos. Se a alternativa errar qualquer um desses, está errada. Treine com questões que misturam os dois eixos.