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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — VUNESP 2026

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
vu120101
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFIPA
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito em Pediatria - Especialidade: Neonatologia
Assinale a alternativa correta em relação à bronquiolite viral aguda.
  1. AA bronquiolite viral aguda é causada exclusivamente pelo vírus sincicial respiratório.
  2. BEntre os fatores de risco para gravidade, encontram-se a ausência de aleitamento materno, sexo feminino e a broncodisplasia.
  3. CUma das formas de prevenir quadros graves em lactentes é a vacinação da gestante, indicada a partir da 16a semana de gestação.
  4. DO seu tratamento envolve o uso de broncodilatadores e corticoide sistêmico.
  5. EA sibilância é manifestação clínica típica da bronquiolite e decorre do edema e do acúmulo de muco e debris celulares nas vias aéreas.
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GabaritoE — A sibilância é manifestação clínica típica da bronquiolite e decorre do edema e do acúmulo de muco e debris celulares nas vias aéreas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Bronquiolite viral aguda

Gabarito: letra E. A sibilância é, de fato, manifestação clínica típica da bronquiolite, e o enunciado da alternativa E descreve corretamente sua fisiopatologia: o edema e o acúmulo de muco e debris celulares nas pequenas vias aéreas estreitam o diâmetro brônquico, gerando obstrução e o som sibilante à ausculta. As demais alternativas contêm erros conceituais: a doença não é causada exclusivamente pelo VSR, o sexo feminino não é fator de risco para gravidade, a vacinação da gestante é indicada a partir da 20ª semana (e não da 16ª), e o tratamento de rotina não envolve broncodilatadores nem corticoide sistêmico.

A bronquiolite viral aguda é a infecção viral do trato respiratório inferior mais comum em lactentes, caracterizada por inflamação aguda, edema e necrose das células epiteliais que revestem as pequenas vias aéreas, com aumento da produção de muco. Esse processo leva ao estreitamento do diâmetro brônquico, resultando em hiperinsuflação e atelectasias. O quadro clínico típico inicia com sintomas de vias aéreas superiores (coriza, espirros, febre baixa) e evolui, em 1 a 3 dias, para envolvimento do trato respiratório inferior, com taquipneia, dispneia, batimento de asas nasais e sibilância — esta última decorrente exatamente da obstrução brônquica por edema, muco e debris celulares.

O agente etiológico mais comum é o vírus sincicial respiratório (VSR), responsável pela maioria dos casos, mas não exclusivamente: rinovírus humano, metapneumovírus, influenza, adenovírus, coronavírus humano e parainfluenza também causam bronquiolite. A infecção pelo VSR não confere imunidade permanente, e reinfecções são comuns. A doença é a principal causa de hospitalização de lactentes no primeiro ano de vida, com pico de incidência entre 30 e 60 dias de vida.

Os fatores de risco para gravidade incluem prematuridade, idade menor que 3 meses, doença pulmonar crônica (como displasia broncopulmonar), cardiopatia congênita, imunodeficiência e ausência de aleitamento materno. O sexo masculino é mais acometido e apresenta maior risco de formas graves, não o feminino.

A prevenção de quadros graves inclui a vacinação da gestante contra o VSR, recomendada entre a 20ª e a 32ª semana de gestação (a depender da vacina utilizada), e não a partir da 16ª semana. O tratamento da bronquiolite é essencialmente de suporte: oxigenação, hidratação e suporte nutricional. Broncodilatadores e corticoides sistêmicos não são recomendados de rotina, pois não há evidência de benefício consistente; o mesmo vale para antibióticos, salvo superinfecção bacteriana.

A pegadinha central desta questão está em distinguir o que é fisiopatologia correta (alternativa E) das afirmações que misturam conceitos verdadeiros com erros sutis — como trocar o sexo de risco, a semana de vacinação ou o papel dos broncodilatadores. Guarde bem esses quatro pontos: etiologia múltipla, fatores de risco corretos, semana gestacional correta e tratamento de suporte.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a bronquiolite é causada exclusivamente pelo VSR. O erro está na palavra "exclusivamente": o VSR é o agente mais comum, mas não o único. Rinovírus, metapneumovírus, influenza, adenovírus, coronavírus e parainfluenza também causam bronquiolite. A banca explora a generalização indevida — o candidato que sabe que o VSR é o principal agente pode marcar esta alternativa sem perceber a exclusividade.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Lista como fatores de risco para gravidade: ausência de aleitamento materno, sexo feminino e broncodisplasia. O erro está no sexo: o sexo masculino é o fator de risco, não o feminino. Os demais itens (ausência de aleitamento materno e broncodisplasia) estão corretos. A banca troca o sexo para confundir — atenção a esse tipo de inversão.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que a vacinação da gestante é indicada a partir da 16ª semana de gestação. O correto é a partir da 20ª semana (entre 20 e 32 semanas, conforme a vacina). A banca troca o número da semana gestacional — um distrator numérico clássico. A vacinação materna é, de fato, uma forma de prevenção de quadros graves em lactentes, mas o período de administração está errado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que o tratamento envolve broncodilatadores e corticoide sistêmico. O tratamento da bronquiolite é de suporte: oxigenação, hidratação e suporte nutricional. Broncodilatadores e corticoides sistêmicos não são recomendados de rotina por falta de evidência de benefício. A banca apresenta uma conduta que já foi usada no passado, mas que não é a recomendação atual — pegadinha de conduta desatualizada.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Descreve corretamente a sibilância como manifestação clínica típica da bronquiolite, decorrente do edema e do acúmulo de muco e debris celulares nas vias aéreas. Essa é exatamente a fisiopatologia: a inflamação e a necrose epitelial das pequenas vias aéreas, com aumento da produção de muco, estreitam o diâmetro brônquico, gerando obstrução e o som sibilante. A alternativa amarra o sintoma à sua causa de forma precisa.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora inverter detalhes para confundir: trocou o sexo feminino pelo masculino (que é o correto), a 20ª pela 16ª semana de gestação, e apresentou broncodilatadores e corticoides como tratamento de rotina quando o correto é suporte. Fique atento a essas trocas sutis — com treino, você as enxerga de longe 💪

Gabarito: letra E

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