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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — VUNESP 2026

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
vu120109
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFIPA
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito em Pediatria - Especialidade: Neonatologia
Laiane, 12 anos, 45 kg, é trazida por sua mãe ao plantão devido a história de violência sexual. Segundo a paciente, a agressão foi cometida por um colega mais velho ao sair da escola há 4 dias, tendo ocorrido penetração vaginal sem uso de preservativo. Laiana teve sua menarca aos 12 anos, não faz uso de método anticoncepcional regular e apresenta cartão vacinal em dia de acordo com o Programa Nacional de Imunizações. O status sorológico do agressor é desconhecido. Durante o atendimento, foram realizados os seguintes testes rápidos: anti-HIV: não reagente; sífilis: não reagente; hepatite B: não reagente; hepatite C: não reagente; beta-HCG: negativo.Com base no caso descrito, qual é a conduta indicada para Laiana, de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde, neste momento do atendimento?
  1. APrescrição de profilaxias para ISTs (tenofovir, lamivudina e dolutegravir + penicilina benzatina + ceftriaxone + azitromicina + metronidazol) e anticoncepção de emergência.
  2. BPrescrição de profilaxias para ISTs (penicilina benzatina + ceftriaxone + azitromicina + metronidazol) e anticoncepção de emergência.
  3. CPrescrição de profilaxias para ISTs (penicilina benzatina + ceftriaxone + azitromicina) e anticoncepção de emergência.
  4. DPrescrição apenas de profilaxias para ISTs (tenofovir, lamivudina e dolutegravir + penicilina benzatina + ceftriaxone + azitromicina + metronidazol), sem necessidade de anticoncepção de emergência.
  5. EPrescrição de profilaxias para ISTs (tenofovir, lamivudina e dolutegravir + penicilina benzatina + ceftriaxone + azitromicina) e anticoncepção de emergência.
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GabaritoC — Prescrição de profilaxias para ISTs (penicilina benzatina + ceftriaxone + azitromicina) e anticoncepção de emergência.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Violência sexual: profilaxias pós-exposição e anticoncepção de emergência

Gabarito: letra C. Para Laiane, 12 anos, 45 kg, vítima de violência sexual com penetração vaginal há 4 dias, a conduta indicada é a prescrição de profilaxias para ISTs (penicilina benzatina + ceftriaxona + azitromicina) e anticoncepção de emergência. A profilaxia para HIV (PEP) está indicada, mas o esquema preferencial (tenofovir, lamivudina e dolutegravir) é para adultos e adolescentes com mais de 45 kg — e Laiane se enquadra nesse critério de peso. No entanto, a alternativa C não inclui a PEP, o que a torna a resposta correta segundo o gabarito oficial. A justificativa central é que, no momento do atendimento, com testes rápidos não reagentes e dentro do prazo de 72 horas, a PEP deveria ser iniciada — mas a banca considerou que a conduta correta é apenas a profilaxia para ISTs bacterianas e a anticoncepção de emergência, sem a PEP.

A violência sexual é uma situação de urgência que exige abordagem integral e imediata. O Ministério da Saúde preconiza, no primeiro atendimento, o acolhimento, a prevenção de gestação, a avaliação e o tratamento de ISTs, além do suporte psicológico. A anticoncepção de emergência é fundamental e deve ser oferecida independentemente do ciclo menstrual, o mais breve possível, sendo o levonorgestrel 1,5 mg em dose única até 5 dias após a relação sexual o método mais eficaz. No caso de Laiane, ela não faz uso de método anticoncepcional regular, então a anticoncepção de emergência está claramente indicada.

A profilaxia para ISTs bacterianas (sífilis, gonorreia, clamídia e cancro mole) é indicada em todos os casos de violência sexual, independentemente do status sorológico da vítima. O esquema para mulheres com peso > 45 kg e não gestantes inclui penicilina G benzatina 2,4 milhões UI, IM, dose única; ceftriaxona 500 mg, IM, dose única; e azitromicina 500 mg, VO, dose única. O metronidazol, para tricomoníase, é adicionado em algumas situações, mas o quadro de referência do Ministério da Saúde para profilaxia em violência sexual com peso > 45 kg não o inclui no esquema padrão — ele é reservado para casos específicos, como quando há suspeita ou confirmação de tricomoníase.

A PEP para HIV, por sua vez, é indicada em situações de exposição de risco, como penetração vaginal sem preservativo, e deve ser iniciada em até 72 horas. O esquema preferencial é tenofovir + lamivudina + dolutegravir por 28 dias. No caso de Laiane, a agressão ocorreu há 4 dias (96 horas), o que ultrapassa a janela de 72 horas para início da PEP. Esse é o ponto crucial: a PEP não está mais indicada porque o prazo foi excedido. Por isso, a alternativa C, que não inclui a PEP, é a correta. As alternativas que incluem a PEP (A, D e E) estão incorretas porque o tempo de 4 dias já passou do limite de 72 horas.

A distinção entre as profilaxias é essencial: a profilaxia para ISTs bacterianas (sífilis, gonorreia, clamídia) não tem prazo rígido de 72 horas como a PEP, mas deve ser feita o mais precocemente possível. A anticoncepção de emergência tem prazo de até 5 dias (120 horas). Portanto, mesmo com 4 dias de atraso, a profilaxia bacteriana e a anticoncepção de emergência ainda são indicadas, mas a PEP não.

A pegadinha da banca está em oferecer alternativas que incluem a PEP (tenofovir, lamivudina e dolutegravir) como se fosse a conduta correta, quando o prazo de 72 horas já foi ultrapassado. O candidato que não se atenta ao tempo decorrido (4 dias = 96 horas) pode marcar a alternativa A ou E, que incluem a PEP, mas a conduta correta é a C, que exclui a PEP e mantém a profilaxia bacteriana e a anticoncepção de emergência.

  1. 1Anticoncepção de emergência (até 5 dias)
  2. 2Profilaxia ISTs bacterianas (sem prazo rígido)
  3. 3PEP HIV (até 72 horas)
  4. 4Vacina/imunoglobulina hepatite B (até 14 dias)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Inclui a PEP (tenofovir, lamivudina e dolutegravir) e o metronidazol. A PEP está contraindicada porque o prazo de 72 horas foi ultrapassado (a agressão ocorreu há 4 dias). O metronidazol não faz parte do esquema padrão de profilaxia para ISTs em violência sexual com peso > 45 kg, sendo reservado para casos de tricomoníase confirmada ou suspeita.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Inclui o metronidazol no esquema de profilaxia. O esquema padrão para mulheres com peso > 45 kg e não gestantes é penicilina benzatina + ceftriaxona + azitromicina, sem metronidazol. O metronidazol é adicionado apenas em situações específicas, como tricomoníase confirmada ou suspeita, o que não é o caso descrito.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Prescreve penicilina benzatina + ceftriaxona + azitromicina, que é o esquema padrão de profilaxia para ISTs bacterianas em mulheres com peso > 45 kg e não gestantes, e anticoncepção de emergência, indicada porque Laiane não usa método anticoncepcional regular. A exclusão da PEP está correta porque o prazo de 72 horas foi ultrapassado (4 dias = 96 horas).

Alternativa D — ❌ Incorreta

Inclui a PEP (tenofovir, lamivudina e dolutegravir) e o metronidazol, e exclui a anticoncepção de emergência. A PEP está contraindicada pelo prazo excedido, o metronidazol não faz parte do esquema padrão, e a anticoncepção de emergência é fundamental e deve ser oferecida independentemente do ciclo menstrual, pois Laiane não usa método anticoncepcional regular.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Inclui a PEP (tenofovir, lamivudina e dolutegravir) e exclui o metronidazol. A PEP está contraindicada porque o prazo de 72 horas foi ultrapassado. O esquema de profilaxia bacteriana (penicilina + ceftriaxona + azitromicina) e a anticoncepção de emergência estão corretos, mas a inclusão da PEP torna a alternativa incorreta.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o prazo da PEP (72 horas) e o prazo da anticoncepção de emergência (5 dias). O candidato que não calcula que 4 dias = 96 horas pode marcar uma alternativa com PEP, mas ela não está mais indicada. Fique atento ao tempo decorrido: se ultrapassou 72 horas, a PEP não deve ser iniciada, mas a profilaxia bacteriana e a anticoncepção de emergência continuam indicadas.

NÃO CAIA NESSA!

Para questões de violência sexual, monte um checklist mental: 1) anticoncepção de emergência (até 5 dias, sempre indicada se não houver método eficaz em uso); 2) profilaxia para ISTs bacterianas (penicilina + ceftriaxona + azitromicina, sem prazo rígido, mas precoce); 3) PEP para HIV (até 72 horas, com esquema TDF + 3TC + DTG); 4) vacinação e imunoglobulina para hepatite B (até 14 dias). Compare os prazos e os esquemas para não cair na pegadinha.

Gabarito: letra C

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