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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — VUNESP 2026

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
vu120238
Banca
VUNESP
Órgão
Câmara de Mogi das Cruzes - SP
Ano
2026
Nível
Superior
A partir da leitura da crônica, é correto afirmar que o narrador expressa sua perplexidade ao tratar
  1. Ada escolha das cores cor-de-rosa e azul-claro, ironizando o sentimentalismo de um vizinho incapaz de aceitar a realidade econômica moderna.
  2. Bda contradição entre o discurso do vizinho, que defende a preservação das casas antigas, e sua admiração velada pela força transformadora do mercado imobiliário.
  3. Cda apresentação caricatural do vizinho, descrito como um sujeito excêntrico e anacrônico, cuja resistência é tratada com condescendência benevolente.
  4. Ddo contraste entre o tom exaltado do vizinho e a ineficácia prática de seu ato, entendido como fracasso na luta contra a especulação imobiliária urbana.
  5. Eda aparente simplicidade do gesto do vizinho e seu valor simbólico, expondo a inversão de valores de uma sociedade que vê na demolição um sinal de progresso.
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GabaritoE — da aparente simplicidade do gesto do vizinho e seu valor simbólico, expondo a inversão de valores de uma sociedade que vê na demolição um sinal de progresso.

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Compreensão da crônica "Cor-de-Rosa"

Gabarito: letra E. O narrador expressa perplexidade ao tratar a aparente simplicidade do gesto do vizinho (pintar a casa de cor-de-rosa) e seu valor simbólico, expondo a inversão de valores de uma sociedade que vê na demolição um sinal de progresso. A perplexidade está na contradição entre a singeleza do ato e sua importância profunda, como se lê no trecho: "O ato do vizinho é muito mais importante do que lhe parece a ele. Afirma um sentimento de confiança na civilização mediterrânea, e o propósito de contribuir para que todos nós... recuperemos um pouco da beatitude perdida."

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o narrador ironiza o sentimentalismo do vizinho, mas o texto não contém ironia nesse sentido. O narrador elogia o ato e o considera importante, não o ridiculariza. Além disso, o vizinho não é descrito como "incapaz de aceitar a realidade econômica moderna"; ele resiste conscientemente à especulação. Erro: extrapolação — acrescenta juízos que o texto não sustenta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que há "admiração velada" do vizinho pelo mercado imobiliário. O texto, porém, trata os especuladores como "elementos suspeitos" e a aceitação da demolição como "estranha propensão ao suicídio". O vizinho não demonstra admiração, e sim resistência. Erro: contradiz o texto — inverte o sentido da posição do vizinho.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que o vizinho é apresentado de forma caricatural e com condescendência. A narrativa, ao contrário, descreve sua luta interna e sua decisão final com respeito e admiração. Termos como "benevolente" ou "excêntrico" não encontram respaldo no texto. Erro: extrapolação — atribui uma visão depreciativa que não existe.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Diz que o ato é visto como ineficaz ou fracasso. O narrador, porém, destaca o valor simbólico e a importância do gesto: "Vale dizer que ele não atendeu o telefone... reagiu contra essa psicose grupal". A crônica termina com o vizinho desafiando quem derrubar sua casa, sugerindo vitória pessoal. Erro: contradiz o texto — desconsidera o tom positivo do narrador.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa capta exatamente a perplexidade do narrador: um gesto simples (pintar de rosa) carrega um significado profundo de resistência e crítica social. O texto expõe a inversão de valores ao contrastar a "psicose grupal" da demolição com a "beatitude perdida" que o vizinho tenta recuperar. O trecho "Esta providência dá margem a algumas divagações que aqui se transmitem ao leitor" já anuncia a reflexão sobre o simbolismo do ato. A alternativa está em plena conformidade com o texto.

Gabarito: letra E

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