Questão de Português — Interpretação de Textos — VUNESP 2026
Português›Interpretação de Textos
Código
vu120259
Banca
VUNESP
Órgão
Câmara de Nova Odessa - SP
Ano
2026
Nível
Superior
De acordo com o texto, o retorno do narrador à cidade materna foi marcado
Apela falta de água, como em sua infância, o que lhe trouxe a recordação da bacia e da caneca.
Bpelas recordações, dentre as quais ele destaca como referência cultural o banho de caneca.
Cpela saudade do semba, arte de sua terra que ele lamenta ser apreciada só pela classe alta.
Dpela comemoração à arte do banho de caneca, ao qual o povo consagrou um monumento.
Epelas lembranças melancólicas do passado, como brincar de bola de gude e de bica bidon.
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GabaritoB — pelas recordações, dentre as quais ele destaca como referência cultural o banho de caneca.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Retorno à cidade materna e as recordações do banho de caneca
Gabarito: letra B. O narrador retorna a Benguela e é imediatamente tocado pela visão da bacia e da caneca, que tornam as memórias "palpáveis". O texto explicita que esse objeto é um símbolo cultural democrático e unificador — daí a alternativa B parafrasear corretamente o trecho: "Amanheci na minha Benguela materna e me bastou ver aquela bacia repousando ao lado da sua eterna companheira, a caneca, para que as memórias se tornassem palpáveis." Trata-se de compreensão literal (recorrência), pois a informação está declarada.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A afirmação de que o retorno foi marcado pela falta de água é uma extrapolação. O texto menciona a bacia e a caneca como utensílios sempre presentes, mas não vincula a recordação a uma ausência de água encanada. Diz apenas que mesmo funcionários das Águas de Angola conhecem o ritual, sugerindo que há torneiras. Nada sobre falta d'água.
"Todo o lar, seja ele de um ministro, de uma zungueira e até, por ironia, de um funcionário das Águas de Angola, desde que tenham torneiras no silêncio, conhecem a arte do banho de caneca."
Erro:fora_do_escopo — insere elemento não presente no texto.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Perfeita paráfrase. O narrador diz que, ao ver a bacia e a caneca, as memórias se tornaram palpáveis, e ao longo do texto ele valoriza o banho de caneca como prática cultural democrática. A alternativa capta exatamente isso: "recordações" e "referência cultural o banho de caneca".
"Amanheci na minha Benguela materna e me bastou ver aquela bacia repousando ao lado da sua eterna companheira, a caneca, para que as memórias se tornassem palpáveis."
Alternativa C — ❌ Incorreta
O texto não lamenta que o semba seja apreciado só pela classe alta. Muito pelo contrário: afirma que o banho de caneca é democrático — "Todo o lar, seja ele de um ministro, de uma zungueira... conhecem a arte". O semba é citado como possível homenagem, sem qualquer restrição de classe.
"Tão democrático e unificador que até hoje me espanto porque é que ainda não foi consagrado a monumento, [...] o alguidar e a caneca já mereciam um semba que lhes servisse de ode."
Erro:contradiz_texto — inverte a ideia de democratização.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O texto afirma que o banho de caneca ainda não foi consagrado a monumento: "até hoje me espanto porque é que ainda não foi consagrado a monumento". A alternativa diz o oposto, como se já houvesse monumento. Inversão total.
"...porque é que ainda não foi consagrado a monumento, talvez monumento seja exagero, mas o alguidar e a caneca já mereciam um semba que lhes servisse de ode."
Erro:contradiz_texto — afirma o contrário do que está escrito.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o tempo verbal: o texto diz "ainda não foi consagrado"; a alternativa D afirma que o povo consagrou. É uma inversão clássica de negação/afirmação.
Alternativa E — ❌ Incorreta
As lembranças de brincar de bola de gude e bica bidon são citadas, mas não como marca do retorno. O gatilho das memórias no retorno é a bacia e a caneca, não essas brincadeiras. Além disso, o tom não é melancólico, e sim afetuoso e nostálgico.
"Desde muito cedo, desde o meu tempo da bola de gude e do bica bidon, que soube que o mundo cabe dentro de um alguidar com água..." — essa passagem é sobre a descoberta na infância, não sobre o momento do retorno.
Erro:fora_do_escopo — desloca o foco do texto, que destaca o banho de caneca no retorno.
Conclusão: Apenas a alternativa B está integralmente de acordo com o texto. As demais ou extrapolam, contradizem ou desviam do eixo central da crônica.