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Questão de Português — Funções morfossintáticas da palavra QUE — VUNESP 2007

PortuguêsFunções morfossintáticas da palavra QUE
Código
vu120675
Banca
VUNESP
Órgão
TJ-SP
Ano
2007
Nível
Médio
Cargo
Técnico Judiciário - Interior
O casamento infeliz da corrupção com cumplicidade e a resultante crise de autoridade na vida pública (com reflexos em toda sociedade, inclusive na família) trazem à tona a questão da moralidade. (Não estou usando, de propósito, a palavra ética: a pobre anda humilhada demais.) Não se confunda moralidade com moralismo, que é filho da hipocrisia. Moralidade faz parte da decência humana fundamental. Dispensa teorias, mas é a base de qualquer convívio e ordem social. Embora não necessariamente escrita, está contida também nas leis tão mal cumpridas do país. Todos a conhecem em seus traços mais largos, alguns a praticam. Moralidade é compostura. É exercer autoridade externa fundamentada em autoridade moral. É fiscalizar rigorosamente o cumprimento das leis sem ser policialesco. É respeitar as regras sem ser uma alma subalterna.Moralidade pode ser difícil num país onde o desregramento impera. Exige grande coragem dizer não quando a tentação (de roubar, de enganar, ou de compactuar com tudo isso) nos assedia de todos os lados, também de cima. Num governo, é o oposto de assistencialismo, que dá alguns trocados aos despossuídos, em lugar de emprego e educação, que lhes devolveriam a dignidade. É lutar pelo bem comum, perseguindo e escancarando a verdade mesmo que contrarie grandes e vários interesses.(Lya Luft, Veja, 20.09.2006) As questões de números 09 e 10 têm como base o trecho — Num governo, é o oposto de assistencialismo, que dá alguns trocados aos despossuídos, em lugar de emprego e educação, que lhes devolveriam a dignidade. É lutar pelo bem comum, perseguindo e escancarando a verdade mesmo que contrarie grandes e vários interesses.A palavra que aparece três vezes no trecho, sendo que,
  1. Ana primeira ocorrência, é pronome relativo; na segunda, conjunção subordinativa; e, na terceira, conjunção coordenativa.
  2. Bnas três ocorrências, trata-se de pronome relativo, cuja função sintática é de sujeito.
  3. Cnas duas primeiras ocorrências, trata-se de pronome relativo e, na última, forma uma locução conjuntiva concessiva com a palavra mesmo.
  4. Dnas duas primeiras ocorrências, trata-se de conjunção subordinativa e, na última, pronome relativo.
  5. Ena primeira ocorrência, trata-se de pronome relativo e, nas outras duas, conjunção subordinativa causal e consecutiva, respectivamente.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — nas duas primeiras ocorrências, trata-se de pronome relativo e, na última, forma uma locução conjuntiva concessiva com a palavra mesmo.

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