Questão de História — Historiografia — VUNESP 2022
HistóriaHistoriografia
- Código
- vu154622
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- ALESP
- Ano
- 2022
- Cargo
- Ana Leg ( )
Nos anos 1970, a história acadêmica entrou no campo dos estudos operários que até então estava limitado à sociologia e em menor grau à ciência política. Para isso, tiveram contribuições decisivas os trabalhos desenvolvidos pelos acadêmicos americanos especializados no Brasil, conhecidos como “brasilianistas”. […] Ainda na primeira metade dos anos 70, o diagnóstico feito por alguns brasilianistas sobre a situação da produção dos estudos relacionados à classe operária no Brasil, era pouco lisonjeiro, porém exato: O início da classe operária brasileira e do movimento operário foi raramente estudado por acadêmicos e, com a exceção em parte do trabalho de Azis Simão, a literatura existente não foi baseada na pesquisa de jornais do movimento e de publicações do período. (Gordon, Hall e Spalding) (Claudio H. M. Batalha, A historiografia da classe operária no Brasil: trajetórias e tendências. In: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva. São Paulo: Contexto, 1998, p. 150-1) O interesse tardio dos historiadores brasileiros pelos estudos que tratam do operariado, entre outros fatores, tem relação com
- Aa forte preocupação nos cursos de História com outras temas, como as minorias culturais.
- Ba inexistência de fontes primárias confiáveis para a realização de análises mais abrangentes.
- Co contexto do regime autoritário presente no país, que impedia a plena liberdade acadêmica.
- Da aversão dos cursos de Pós-Graduação em História em tratar de história social.
- Ea frágil presença política e social do operariado na história brasileira nas três primeiras décadas do século XX.