Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — VUNESP 2021
- Código
- vu161094
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- TJ SP
- Ano
- 2021
- Cargo
- Esc ( )
Amor é para gastar
Na economia da vida, o maior desperdício é fazer poupança de amor. Prejuízo na certa. Amor é para gastar, mostrar, ostentar. O amor, aliás, é a mais saudável forma de ostentação que existe no mundo.
Vai por mim, amar é luxo só. Triste de quem sente e esconde, de quem sente e fica no joguinho dramático, de quem sente e guarda a sete chaves. Sinto muito.
Amor é da boca para fora. Amor é um escândalo que não se abafa. “Eu te amo” é para ser dito, desbocadamente. Guardar “eu te amo” é prejudicial à saúde.
Na economia amorosa, só existe pagamento à vista, missa de corpo presente. O amor não se parcela, não admite suaves prestações. Não existe essa de amor só amanhã, como na placa do fiado do boteco. Amor é hoje, aqui, agora... Amor não se sonega, amor é tudo a declarar.
(Xico Sá, “Amor é para gastar”. Em: http://www.itatiaia.com.br)
- Aum sentimento que deve ser declarado e vivido no tempo presente.
- Buma dívida de boteco que se intensifica quando é paga aos poucos.
- Cuma lembrança do passado que se legitima como poupança.
- Dum desperdício na vida das pessoas se não for bem guardado.
- Euma ilusão que vai sendo construída ao longo da vida das pessoas.