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Questão de Português — Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) — VUNESP 2022

PortuguêsPontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc)
Código
vu164140
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Bebedouro
Ano
2022
Cargo
Dir Esc (Bebedouro)

Filme “Tarja Branca”’ propõe revolução pela brincadeira

 

É raro encontrar algum adulto que não se comova ao ver a beleza das crianças brincando. Por um instante, batem saudades da leveza do mundo lúdico que povoa o universo infantil. Mas isso logo passa, afinal, crescer traz grandes responsabilidades e não se pode perder tempo com coisas que não são “sérias”. É exatamente isso que o documentário “Tarja Branca – a revolução que faltava”, dirigido por Cacau Rhoden, questiona.

 

Com um roteiro impecável, o filme intercala saborosas imagens de brincadeiras com vários depoimentos. Impossível não se identificar com as histórias e brincadeiras apresentadas e não se lembrar das cores brilhantes que devem fazer parte da vida de todas as crianças. Mais que isso, improvável não se questionar: “Quando é que deixei de brincar e por quê?”

 

Do início ao fim, o documentário conduz o espectador a essa reflexão. O casamento que o filme promove entre as brincadeiras e as manifestações culturais típicas brasileiras é comovente, além de fazer todo o sentido. “A grande riqueza da cultura popular é que ela é a chance de você ter uma segunda infância”, afirma a coreógrafa Andrea Jabor.

 

Vê-se que a equipe viajou pelos rincões do Brasil todo para captar a alegria de um povo brincante com o objetivo de alertar que a brincadeira não pode morrer, especialmente nas metrópoles, onde há cada vez menos espaço para o lúdico. “Tirar o tempo livre de recreio, o pouco contato que ela possa ter com a natureza é o maior pecado que a gente está cometendo com a criança”, afirma a pedagoga Ana Lucia Villela, que diz se sentir profundamente triste ao constatar que 9 entre 10 crianças das grandes cidades preferem ir ao shopping a brincar.

 

O documentário prega que o prazer da brincadeira deve ser incentivado desde cedo para que, quando adulta, a pessoa continue brincando e saiba buscar a verdadeira felicidade. “Ir atrás do seu próprio desejo. Isso é brincar. A única solução para nós é fazermos o que gostamos. Se formos pagos por isso, melhor, mas é secundário”, opina o psicólogo argentino Ricardo Goldenberg.

 

Para Lydia Hortélio, a solução para muitos problemas da sociedade vem junto com crianças brincantes. “Eu estou pela revolução que falta, que é esta revolução da criança. É isso que vai nos tirar deste mal-estar, dessa tristeza generalizada que a gente vê nas pessoas, essa falta de alegria que a gente está vivendo”, e vai além: “E a violência está aí porque as pessoas foram violentadas na sua capacidade de ser gente”.

 

Pião, bolinha de gude, pipa, carrinho de lata, cantigas de roda. Para a criança, é simples ser feliz em um mundo de brincadeira. Por que, então, depois de adultas, as pessoas acham vergonhoso brincar? Quem brinca é mais feliz. Ponto.

 

(Xandra Stefanel. https://www.redebrasilatual.com.br/cultura/2014/06/tarja-branca-propoe-uma-revolucao-pela-brincadeira-9425/ Adaptado)

Texto

   

Considere os trechos do texto.

  • ... crescer traz grandes responsabilidades e não se pode perder tempo com coisas que não são “sérias”. (1o parágrafo)
  • ... improvável não se questionar: “Quando é que deixei de brincar e por quê?” (2o parágrafo)
 

A respeito das aspas, é correto afirmar que elas foram empregadas pela autora para destacar, respectivamente,

  1. Ao sentido apreciativo atribuído à palavra, visto que as crianças devem ser irresponsáveis; uma reflexão acerca do porquê nos tornarmos adultos inseguros.
  2. Bo sentido irônico atribuído à palavra, uma vez que brincar não é perda de tempo; uma indagação relevante que está no cerne do documentário.
  3. Co sentido oposto com o qual a palavra deve ser compreendida; um questionamento feito por um dos entrevistados aos demais estudiosos.
  4. Do sentido atribuído à palavra de que permanecer um ser brincante é prescindível; uma interrogação cuja intenção é provocar os espectadores.
  5. Eo sentido depreciativo atribuído à palavra de que atualmente se brinca cada vez menos; uma pergunta para a qual não há respostas plausíveis.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — o sentido irônico atribuído à palavra, uma vez que brincar não é perda de tempo; uma indagação relevante que está no cerne do documentário.

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