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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — VUNESP 2022

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
vu164519
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Bebedouro
Ano
2022
Cargo
Prof (Bebedouro)

Cuidado com o que fala – e escreve

 

Você já se ouviu falando em público? Ou numa reunião de trabalho?

 

Como é o seu desempenho? Transmite segurança ou acelera as palavras, embola pensamentos e interrompe o raciocínio com digressões?

 

Coach em liderança feminina, a americana Tara Mohr listou muletas linguísticas que costumam nos sabotar. E descobriu que mulheres podem ser mais afetadas por hábitos verbais que transmitem hesitação, insegurança ou autodesvalorização. Em geral ao tentarem, consciente ou inconscientemente, parecer “boazinhas”, flexíveis, conciliatórias e calmas.

 

“Mulheres com mensagens importantes e ideias brilhantes se diminuem por meio de suas palavras – geralmente sem perceber”, resume a autora no livro Ouse Crescer: Encontre Sua Voz e Deixe Sua Marca no Mundo (Editora Sextante).

 

Quer um exemplo? Frases que começam com desculpe. Muitas mulheres têm o hábito de, inconscientemente, desculpar- se por assumir posição, dizer algo ou fazer perguntas.

 

Na verdade é outro clássico. Na verdade, acho que... Na verdade, discordo... Dá impressão ao interlocutor de que quem fala está surpresa por discordar.

 

Quando não se sente à vontade para expressar ideias ou ênfase, há muletas como Talvez, quem sabe, . (Só fico pensando se..., Só preciso que...).

 

Ressalvas também são comuns: Não sou especialista, mas... É só uma ideia, mas...

 

Muitas mulheres terminam frases com Isso faz sentido? Ou algo similar. Para a autora, quem recorre a essa tentativa de se aproximar do público, verificar reações e confirmar se foi compreendida é vista como menos influente e com menos conhecimento do tema.

 

Mas por que tantas muletas, desculpas e ressalvas na linguagem feminina?

 

Tara explica que, em parte, por contágio. Ouvimos e reproduzimos. Mas há também o “duplo vínculo”, fenômeno que mulheres são vistas como competentes ou afáveis, mas não as duas coisas ao mesmo tempo.

 

E qual a saída? Segundo a autora, não se trata de adotar um estilo de comunicação autoritário. Nem de deixar de ser gentil, sociável e humana nas relações, mas sim de descartar padrões autodepreciativos decorrentes do medo de conquistar espaço e assumir poder. Afeto sim, mas sem muletas na hora de se posicionar.

 

Ah, esse alerta vale também para comunicação escrita. Que tal então revisar as mensagens que você vai mandar hoje?

 

(Luciana Garbin. O Estado de S.Paulo, 14 de abril de 2022. Adaptado)

Texto

   

Para Tara Mohr,

  1. Amulheres que usam expressões com a intenção de impressionar o público mostram que possuem completo domínio do assunto tratado.
  2. Bmulheres, quando estão receosas de conquistar espaço, apropriam-se de apoios da linguagem para dissimular suas indecisões e incertezas.
  3. Cmulheres devem demonstrar afetividade na linguagem e, ao mesmo tempo, serem autoritárias na comunicação a fim de serem reconhecidas profissionalmente.
  4. Dmuitas das expressões linguísticas empregadas pelas mulheres são formas recomendadas por especialistas em comunicação.
  5. Eo título do artigo alerta para o perigo em que muitas mulheres incorrem ao falar ou escrever na linguagem popular.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — mulheres, quando estão receosas de conquistar espaço, apropriam-se de apoios da linguagem para dissimular suas indecisões e incertezas.

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