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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — VUNESP 2022

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
vu164782
Banca
VUNESP
Órgão
PRODESAN
Ano
2022
Cargo
Aux ( )

Mentes não tão brilhantes

 

Objeto de análise desde os primórdios da civilização, a inteligência humana é um mistério tão intrigante quanto a origem do universo. As dúvidas sobre o que faz os indivíduos serem mais ou menos inteligentes permanecem, mas, ao longo de milênios, o conceito foi sendo destrinchado em estudos científicos sobre os mecanismos que movem o intelecto até se chegar a uma forma de medição padronizada – o teste de Q.I. (quociente de inteligência) – amplamente reconhecida e aceita.

 

Em boa parte do século XX, os países mais avançados, principalmente, puderam bater no peito e anunciar com orgulho que o Q.I. médio de seus habitantes subia consistentemente – até a curva começar a cair e a inteligência engatar marcha a ré a partir dos anos 2000. Em levantamentos, descobriu- se algo constrangedor para a civilização: pela primeira vez, os filhos passaram a ter mentes menos afiadas do que a de seus pais.

 

No livro A Fábrica de Cretinos Digitais, o renomado cientista francês Michel Desmurget, aponta as baterias de combate ao estado atual para o que afirma ser sua maior causa: o excesso de tempo passado diante da tela dos mais variados aparelhos digitais. “A tela, em si, não representa um mal, mas o número de horas despendidas na sua frente é assustador”, ressaltou Desmurget à VEJA. “O uso de computadores e celulares por pré-adolescentes é três vezes maior para se divertir do que para fazer trabalhos escolares. No caso dos adolescentes, o número sobe para oito”.

 

Sobre o desenvolvimento de crianças pequenas, o especialista adverte que internet e aplicativos de redes sociais em demasia afetam negativamente as interações, a linguagem e a concentração, os três pilares básicos do processo cognitivo em qualquer idade, mas de excepcional importância nos cinco primeiros anos da existência. “No caso das crianças pequenas, celular é um entretenimento passivo, sem reflexão ou desafios.”, alerta Claudio Serfaty, do Programa de Pós-Graduação em Neurociências da Universidade Federal Fluminense.

 

Colocada dessa maneira, parece que a tecnologia é um mal. Longe disso. O foguete do progresso tecnológico transportou a humanidade para um novo patamar de conhecimento, criatividade, bem-estar e longevidade, com nítidos e incontáveis benefícios em todas as áreas – inclusive no estudo da inteligência. O ruim é o exagero.

 

(Ernesto Neves e Caio Saad. Veja, no 39, 6 de outubro de 2021. Adaptado)

Com base no texto, é correto afirmar que
  1. Ao estudo da inteligência humana remonta à origem do universo, quando esta ainda era uma incógnita.
  2. Bdurante milênios, persistiram as dúvidas sobre as causas da maior ou menor inteligência humana, mas hoje não mais existem.
  3. Cestudos científicos sobre a inteligência humana promoveram os testes de Q.I., hoje aprovados e respeitados.
  4. Da inteligência humana foi analisada no início da civilização, quando se definiu cientificamente seu maior ou menor grau.
  5. Eestudos comprovaram que o fato de os seres humanos terem maior ou menor inteligência é um problema indecifrável.
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GabaritoC — estudos científicos sobre a inteligência humana promoveram os testes de Q.I., hoje aprovados e respeitados.

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