Questão de Medicina — Transtorno de Déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) — VUNESP 2026
MedicinaTranstorno de Déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)
- Código
- vu165350
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- UNIP
- Ano
- 2026
- Cargo
- Med Res ( )
Lactente, sexo masculino, com 23 meses de idade, é levado à consulta de puericultura pelos pais. A mãe relata que ele é um “bebê muito calmo e independente”, que passa longos períodos brincando sozinho com seus carrinhos, alinhando-os meticulosamente. Ela observa que ele ainda não forma frases, usa poucas palavras soltas (“mamã”, “água”), e prefere apontar para o que quer. Pedro raramente busca o olhar dos pais ou responde quando chamado pelo nome e não se interessa por outras crianças no parquinho. Ele demonstra intensa irritabilidade com mudanças mínimas na rotina e insiste em comer sempre os mesmos alimentos. Os pais completaram o M-CHAT-R online, que resultou em “alto risco” para transtorno do espectro autista (TEA), mas a avó paterna minimiza a preocupação, sugerindo que o pai do bebê também era “quieto” na infância e só falou mais tarde. Considerando os sinais clínicos apresentados, o resultado do rastreamento e as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), qual é a conduta mais apropriada a ser adotada pelo pediatra neste momento?
- ARealizar o Modified Checklist for Autism in Toddlers, revised with follow-up (M-CHAT-R/F) no consultório para confirmar o resultado do M-CHAT-R on-line e, se o “alto risco” persistir, orientar os pais e aguardar até os 36 meses para uma reavaliação, pois atrasos de linguagem ainda são comuns nessa idade.
- BEncaminhar imediatamente para uma avaliação diagnóstica mais aprofundada com equipe multidisciplinar especializada em transtornos do neurodesenvolvimento (neuropediatra, psiquiatra infantil, fonoaudiólogo, psicólogo) e iniciar a estimulação precoce concomitante à investigação, pois o resultado do M-CHAT-R não esclarece o diagnóstico.
- CTranquilizar os pais, explicando que o padrão de brincadeira de alinhar carrinhos é comum em crianças com bom foco atencional e que a irritabilidade é um comportamento normal de “birra” para a idade, sem necessidade de intervenção especializada.
- DPrescrever um estimulante (como metilfenidato) para melhorar o foco atencional da criança, já que o M-CHAT-R sugere dificuldades e a mãe o descreve como “independente”, o que pode indicar hiperatividade ou desatenção.
- EIndicar uma ressonância magnética de encéfalo para investigar alterações estruturais, visto que o TEA tem etiologia multifatorial com componentes genéticos e neurobiológicos, e o diagnóstico precoce por imagem pode direcionar o tratamento.