Questão de Medicina — Doenças infecciosas neonatais — VUNESP 2026
MedicinaDoenças infecciosas neonatais
- Código
- vu165352
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- UNIP
- Ano
- 2026
- Cargo
- Med Res ( )
Uma gestante de 25 anos, primigesta, com pré-natal irregular, realizou um VDRL reagente 1:8 no primeiro trimestre da gestação. Na 25a semana, recebeu uma única dose de penicilina benzatina 2.400.000 UI IM, sem registro de outras doses e sem nova sorologia de controle. No momento do parto, realizou-se um VDRL que resultou em 1:4. O recém-nascido (RN) a termo apresenta-se com exame físico completamente normal. Um VDRL do sangue periférico do RN é coletado no parto e apresenta título 1:4. Qual é a conduta correta a ser instituída para este RN, de acordo com as atuais recomendações do Ministério da Saúde?
- AClassificar o RN como exposto à sífilis sem infecção, devido ao VDRL do RN ser igual ao da mãe e não haver sinais clínicos. Portanto, não é necessário tratamento, apenas acompanhamento sorológico mensal em puericultura.
- BNotificar o caso como sífilis congênita e realizar punção lombar e hemograma, tratando em seguida com penicilina G potássica/cristalina IV por 10 dias, independentemente dos resultados. A radiografia de ossos longos é dispensável.
- CClassificar o RN como sífilis congênita devido ao tratamento materno inadequado. O tratamento indicado é penicilina benzatina 50.000 UI/ kg IM em dose única, uma vez que o RN é assintomático e seu VDRL não está em título duas diluições maior que o materno, dispensando exames complementares invasivos.
- DNotificar o caso como sífilis congênita, pois a mãe recebeu tratamento inadequado. Exames complementares como a análise do líquor e a radiografia de ossos longos devem idealmente ser realizados para definição do melhor tratamento.
- ENotificar o caso como sífilis congênita e iniciar tratamento com ceftriaxona 50 mg/kg IM/IV por 10 dias, visto que o tratamento materno foi insuficiente e a penicilina pode não ser eficaz na prevenção da transmissão vertical neste contexto.