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Questão de Medicina — Bronquite e Bronquiolite — VUNESP 2026

MedicinaBronquite e Bronquiolite
Código
vu165356
Banca
VUNESP
Órgão
UNIP
Ano
2026
Cargo
Med Res ( )
Um lactente de 6 meses de idade, previamente hígido, é admitido na emergência com quadro de bronquiolite viral aguda grave. Apresenta frequência respiratória de 75 irpm, tiragem subcostal e intercostal moderada, batimento de asas nasais e saturação de oxigênio (SpO2) de 89% em ar ambiente. Após 15 minutos de oxigenoterapia com cateter nasal convencional a 2 L/min, a SpO2 melhora para 92%, mas o esforço respiratório persiste intenso. O médico decide iniciar oxigenoterapia por cateter nasal de alto fluxo (CNAF), ajustado para um fluxo de 6 L/min, FiO2 de 40%, temperatura de 37 ºC e umidificação a 100%. Após 30 minutos, o lactente apresenta melhora do esforço respiratório, FR de 55 irpm e tiragem leve, mas a SpO2 oscila entre 93–94%. O médico nota que o paciente ainda está com leve gemência.   Considerando a fisiologia da oxigenoterapia por CNAF, os parâmetros ajustados e a evolução clínica do lactente, assinale a alternativa correta.
  1. AA melhora do esforço respiratório é primariamente atribuída ao washout do espaço morto nasofaríngeo e à redução da resistência inspiratória. Para otimizar o suporte, o pediatra deve considerar aumentar o fluxo do CNAF em incrementos de 1 L/min, monitorando a resposta clínica, pois o fluxo é o principal determinante do efeito de pressão positiva nas vias aéreas, que não é diretamente mensurável.
  2. BO CNAF funciona como um CPAP de baixo nível, gerando uma pressão positiva constante e mensurável nas vias aéreas. Para otimizar a ventilação, o pediatra deve ajustar a PEEP diretamente no aparelho, visando a 5 cmH2O, pois a gemência indica PEEP insuficiente.
  3. CA principal vantagem do CNAF é a entrega de FiO2 precisa e aquecida. Para atingir a SpO2 alvo de 95%–98%, o pediatra deve aumentar a FiO2 para 60%, pois a hipoxemia residual é a preocupação mais urgente e a gemência é um sinal de hipoxemia.
  4. DA persistência da gemência, mesmo leve, indica falha do CNAF. O lactente deve ser intubado e colocado em ventilação mecânica invasiva, pois a bronquiolite grave exige suporte ventilatório mais agressivo para evitar exaustão.
  5. EA umidificação a 100% é crucial para prevenir lesões de mucosa nasal, mas o fluxo de 6 L/min é excessivo para um lactente de 6 meses, podendo causar barotrauma. O fluxo deve ser reduzido para 4 L/mi
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GabaritoA — A melhora do esforço respiratório é primariamente atribuída ao washout do espaço morto nasofaríngeo e à redução da resistência inspiratória. Para otimizar o suporte, o pediatra deve considerar aumentar o fluxo do CNAF em incrementos de 1 L/min, monitorando a resposta clínica, pois o fluxo é o principal determinante do efeito de pressão positiva nas vias aéreas, que não é diretamente mensurável.

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