Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — VUNESP 2026
Português›Interpretação de Textos (Compreensão)
Código
vu166341
Banca
VUNESP
Órgão
Pref SJRP
Ano
2026
Cargo
Ag CS ( )
Estado quer transformar câmeras de moradores em olhos da polícia
Com 38 mil câmeras interligadas em todo o estado, sendo 1,1 mil na região de Rio Preto, o programa Muralha Paulista, criado pela Secretaria de Segurança Pública para controle da mobilidade criminal por meio de sistemas de videomonitoramento, avança para incluir câmeras particulares de moradores e empresas à base de dados. No propósito voluntário de ser mais um braço na proteção da sociedade e na investigação de crimes, moradores e empresários que tenham câmeras de seus imóveis voltadas para a rua já podem vincular o equipamento ao “cinturão eletrônico” da Segurança Pública. Em Rio Preto, as polícias Civil e Militar já têm se beneficiado do monitoramento em tempo real para robustecer inquéritos criminais e aprimorar o planejamento operacional.
(Joseane Teixeira, Estado quer transformar câmeras de moradores em olhos da polícia, 02.11.2025.
Disponível em:<diariodaregiao.com.br>. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder à questão: O objetivo do programa Muralha Paulista para vincular as câmeras de particulares às das polícias Civil e Militar é, de acordo com o texto,
Acriar inquéritos criminais para inibir a ocorrência de delitos.
Bampliar o monitoramento da mobilidade criminal no estado.
Csuprir a ausência de policiamento efetivo nas cidades.
Dbloquear iniciativas que impeçam a vigilância privada.
Eatribuir aos particulares competência para investigar crimes.
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GabaritoB — ampliar o monitoramento da mobilidade criminal no estado.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Objetivo do programa Muralha Paulista
Gabarito: letra B. O objetivo do programa, ao vincular câmeras de particulares às das polícias, é ampliar o monitoramento da mobilidade criminal no estado. A prova está na passagem em que o texto define o programa: ele foi criado "para controle da mobilidade criminal por meio de sistemas de videomonitoramento" e "avança para incluir câmeras particulares de moradores e empresas à base de dados" — ou seja, a inclusão das câmeras particulares é um avanço do mesmo propósito de monitoramento.
O comando pede compreensão ("de acordo com o texto"), não inferência: a resposta deve ser uma paráfrase fiel de uma informação explícita, sem acrescentar nada que o autor não tenha dito. A banca testa exatamente isso: cada distratora extrapola uma finalidade que o texto não menciona. A técnica é localizar a definição do programa e ver qual alternativa a reescreve sem introduzir ideia nova.
O texto apresenta o Muralha Paulista como um sistema de videomonitoramento para "controle da mobilidade criminal". A novidade noticiada é a adesão voluntária de câmeras particulares a essa base. O objetivo permanece o mesmo: monitorar a mobilidade criminal — agora com mais câmeras. A alternativa B captura exatamente isso: "ampliar o monitoramento da mobilidade criminal no estado".
"o programa Muralha Paulista, criado pela Secretaria de Segurança Pública para controle da mobilidade criminal por meio de sistemas de videomonitoramento, avança para incluir câmeras particulares de moradores e empresas à base de dados."
A expressão "avança para incluir" mostra que a inclusão das câmeras particulares é um desdobramento do mesmo objetivo de controle/monitoramento. Não há, em nenhum trecho, menção a inibir delitos, suprir falta de policiamento, bloquear iniciativas ou atribuir competência investigativa a particulares. Tudo isso é extrapolação — informação que o candidato traz de fora, do senso comum sobre segurança pública.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora extrapolar com finalidades plausíveis no mundo real ("inibir delitos", "suprir ausência de policiamento") que o texto não afirma. A pergunta é sempre: onde o texto autoriza isso?
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Criar inquéritos criminais para inibir a ocorrência de delitos" extrapola. O texto diz que as polícias usam o monitoramento para "robustecer inquéritos criminais" — ou seja, os inquéritos já existem e são fortalecidos, não criados pelo programa. Além disso, "inibir delitos" é uma finalidade que o texto não menciona; o objetivo declarado é controle/monitoramento da mobilidade criminal.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Ampliar o monitoramento da mobilidade criminal no estado" é a paráfrase exata do objetivo. O texto define o programa como criado "para controle da mobilidade criminal" e diz que ele "avança para incluir câmeras particulares" — incluir mais câmeras é ampliar o monitoramento. Nenhuma outra alternativa reescreve com tanta fidelidade a finalidade expressa.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Suprir a ausência de policiamento efetivo nas cidades" extrapola e ainda contradiz o texto. O texto não diz que falta policiamento; ao contrário, afirma que as polícias Civil e Militar "já têm se beneficiado do monitoramento" — o programa é um reforço, não um substituto. A ideia de "ausência" é totalmente alheia ao texto.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Bloquear iniciativas que impeçam a vigilância privada" extrapola e inverte o sentido. O texto fala em incluir câmeras particulares de forma voluntária ("propósito voluntário"), não em bloquear nada. A palavra "bloquear" é antônima da ação descrita (vincular, incluir).
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Atribuir aos particulares competência para investigar crimes" extrapola e distorce o texto. O texto diz que os particulares "já podem vincular o equipamento" — eles cedem imagens, não investigam. A investigação continua a cargo das polícias, que usam o material para "robustecer inquéritos criminais". Atribuir competência investigativa a particulares é uma invenção.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de compreensão, desconfie de alternativas que tragam finalidades nobres (inibir, suprir, proteger) que não estão no texto. A correta quase sempre é a mais modesta e literal.