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Questão de Português — Conjunção — VUNESP 2026

PortuguêsConjunção
Código
vu166463
Banca
VUNESP
Órgão
CM Caraguatatuba
Ano
2026
Cargo
Ag ( )

“É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro, possuidor de uma boa fortuna, deve estar à procura de uma esposa”. A frase de abertura de Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, não era apenas uma crítica aomercado matrimonial da Inglaterra do século 19, mas também uma das mais reconhecidas da literatura inglesa. Ela cativa os leitores com a sátira social característica de Austen, insinuando que a melhor chance de segurança para uma mulher era se casar com um homem rico. Hoje, suas palavras inspiram memes e vídeos no TikTok, enquanto seus seis romances foram adaptados de inúmeras maneiras.

 

Nascida em 1775 em Steventon, Austen era a sétima de oito filhos e começou a escrever paródias divertidas na adolescência. Publicando anonimamente a princípio, lançouRazão e Sensibilidade (1811), Orgulho e Preconceito (1813), Mansfield Park (1814) e Emma (1815). Os livros A Abadia de Northanger e Persuasão foram publicados postumamente em 1817, o mesmo ano em que ela morreu aos 41 anos.

 

“As heroínas de Austen vivem em uma sociedade classista e patriarcal, com regras rígidas de conduta e uma dupla moral de gênero. De certa forma, nosso mundo do século 21 não é tão diferente”, diz Juliette Wells, professora de estudos literários no Goucher College, em Maryland. Wells, autora de A Jane de todos: Austen na imaginação popular, atribui o apelo duradouro de Austen à sua compreensão da natureza humana, com personagens que incorporam características ainda reconhecíveis em diversos contextos culturais. Austen deu às suas heroínas poder de decisão através de sagacidade, inteligência e força interior.

 

“Todos nós podemos nos inspirar nas protagonistas femininas de Austen, como Elizabeth Bennet, de Orgulho e Preconceito, que se preocupa demais com sua felicidade pessoal para aceitar propostas de homens que ela não respeita, ou Anne Elliot, em Persuasão, que vira as costas para o esnobismo da família e valoriza as qualidades admiráveis de pessoas menos privilegiadas”, acrescenta Wells.

 

Imagens das adaptações cinematográficas de Austen se tornaram ouro para a Geração Z, remixadas em conteúdo viral no TikTok, Instagram e Twitter. Acadêmicos notaram o potencial dos romances de Austen para memes, com suas frases espirituosas e personagens arquetípicos. Talvez uma verdade que possa ser universalmente reconhecida seja que o legado de Austen reside não apenas em sua fama literária, mas também em sua contínua relevância como escritora que ainda dialoga com o público moderno.

 

(Brenda Haas, Jane Austen aos 250 anos: dos livros ao TikTok. Disponível em: www.dw.com/pt-br/jane-austen-aos-250-anosdos- livros-ao-tiktok/a-75164449. 15.12.2025. Adaptado)

Leia o texto a seguir para responder à questão.

 

No trecho “A frase de abertura de Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, não era apenas uma crítica ao mercado matrimonial da Inglaterra do século 19, mas também uma das mais reconhecidas da literatura inglesa”, as expressões destacadas estabelecem, juntas, sentido de

  1. Aoposição.
  2. Balternância.
  3. Cconclusão.
  4. Dadição.
  5. Eexplicação.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — adição.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Conjunções coordenativas: o sentido de "não apenas... mas também"

Gabarito: letra D. As expressões destacadas — "não apenas" e "mas também" — formam, juntas, uma locução conjuntiva aditiva, estabelecendo sentido de adição. A prova está no próprio trecho: a frase de abertura de Orgulho e Preconceito é apresentada como duas coisas ao mesmo tempo — uma crítica ao mercado matrimonial e uma das frases mais reconhecidas da literatura inglesa. Não há oposição, alternância, conclusão ou explicação entre essas duas ideias; há soma.

"A frase de abertura de Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, não era apenas uma crítica ao mercado matrimonial da Inglaterra do século 19, mas também uma das mais reconhecidas da literatura inglesa."

A locução "não só... mas também" (aqui na variante "não apenas... mas também") é uma das conjunções aditivas mais cobradas em provas. Ela funciona como um "e" enfático: soma duas informações, dando destaque à segunda. O sentido é de acréscimo, não de contraste.

O comando da questão

A questão pede que você identifique a relação de sentido que as expressões destacadas estabelecem juntas. Isso é decisivo: se a banca perguntasse apenas o sentido de "mas", muitos marcariam "oposição" — e errariam. O "mas" aqui não é adversativo, porque não está sozinho; ele faz parte da correlação aditiva "não apenas... mas também".

A técnica que resolve

  1. Identifique a locução completa: "não apenas... mas também" é uma correlação — as duas partes funcionam juntas, como uma unidade.

  2. Teste o sentido: substitua mentalmente por "e". "Não era apenas X, mas também Y" = "era X e Y". Se a substituição por "e" preserva o sentido, é adição.

  3. Desconfie do "mas" isolado: o "mas" adversativo aparece sozinho ("estudou, mas não passou"). Quando vem em "não só... mas também", perde o valor de oposição e ganha valor de soma.

Análise das alternativas

1Aditivas
e, nem
não só... mas também
não apenas... mas também
2Adversativas
mas, porém, contudo
3Alternativas
ou, ora... ora
4Conclusivas
logo, portanto
5Explicativas
porque, pois
Conjunções coordenativas
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Conjunções coordenativas: Aditivas (e, nem, não só... mas também, não apenas... mas também); Adversativas (mas, porém, contudo); Alternativas (ou, ora... ora); Conclusivas (logo, portanto); Explicativas (porque, pois)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Oposição. O "mas" isolado indicaria oposição, mas aqui ele integra a correlação aditiva "não apenas... mas também". Não há contraste entre "ser uma crítica" e "ser uma frase reconhecida" — as duas qualidades se somam. A banca explora exatamente essa confusão: ver o "mas" e marcar oposição sem perceber a locução completa.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Alternância. Alternância é a ideia de "ou um, ou outro", de escolha ou revezamento ("ora estuda, ora trabalha"). O trecho não apresenta escolha entre ser crítica ou ser frase reconhecida; apresenta as duas coisas simultaneamente. Não há qualquer pista de alternância no texto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Conclusão. Conclusão é a ideia de "portanto", "logo", "por isso" — uma consequência lógica do que foi dito antes. O trecho não conclui nada; ele acrescenta uma segunda característica à frase de abertura. Não há relação de causa e consequência entre "ser uma crítica" e "ser reconhecida".

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Adição. A locução "não apenas... mas também" é classicamente aditiva. O trecho soma duas qualidades da frase de abertura: ela é uma crítica ao mercado matrimonial e uma das mais reconhecidas da literatura inglesa. A substituição por "e" confirma: "era uma crítica e uma das mais reconhecidas". O sentido é de acréscimo, com ênfase na segunda informação.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Explicação. Explicação é a ideia de "porque", "pois" — justificar uma afirmação anterior. O trecho não explica por que a frase é uma crítica; ele acrescenta uma nova informação sobre ela. Não há relação de causa ou justificativa entre as duas partes.

NÃO CAIA NESSA!

A banca aposta no reflexo automático de associar "mas" a oposição. A armadilha é trocar o termo: o "mas" aqui não é adversativo, pois integra a correlação aditiva "não apenas... mas também". Sempre que vir "não só/não apenas" + "mas também/mas ainda", pense em adição, não em oposição.

PEGA ESSA DICA!

Ao encontrar uma conjunção, pergunte-se: ela está sozinha ou faz parte de uma correlação? "Não só... mas também", "ou... ou", "ora... ora", "tanto... quanto" são unidades que devem ser analisadas juntas. Teste a substituição por "e" (adição), "mas" (oposição), "portanto" (conclusão), "porque" (explicação) e "ou" (alternância) — o que preservar o sentido é a resposta.

Gabarito: letra D.

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