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Questão de Português — Concordância (Verbal e Nominal) — VUNESP 2026

PortuguêsConcordância (Verbal e Nominal)
Código
vu166612
Banca
VUNESP
Órgão
UNESP
Ano
2026
Cargo
V - - Ass SA II ( )

Mal os ecos das celebrações natalinas se dissipam, a sociedade brasileira é rapidamente impelida para o próximo ciclo de expectativas: a virada de ano. Entre os brindes de esperança e as promessas de renovação, uma realidade mais árida se impõe nos bastidores das famílias: a fatura do cartão de crédito. Celebrações à parte, o ciclo do consumismo transforma a alegria das festividades em uma “ressaca financeira” prolongada.

 

O período que compreende o Natal e o Réveillon é, historicamente, o motor do varejo. Estimativas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontam que o Natal sozinho movimenta dezenas de milhões de reais na economia brasileira. Contudo, esse impulso é movido, muitas vezes, por um crédito que cobra juros exorbitantes. Segundo dados recentes do Banco Central, a taxa média do cartão de crédito rotativo — para onde muitos brasileiros recorrem ao não conseguirem quitar o valor total da fatura — ultrapassa a marca de 400% ao ano.

 

O consumismo, porém, não é apenas um fenômeno econômico; é uma construção cultural de urgência. A necessidade de “começar o ano de cara nova” — seja trocando de smartphone, de carro ou renovando o guarda-roupa — é alimentada por um marketing agressivo que ignora a capacidade real de pagamento do cidadão. O resultado é um ciclo vicioso em que a satisfação imediata da compra é substituída pela angústia da inadimplência.

 

Nesse sentido, é preciso que as resoluções de ano novo extrapolem a perda de peso ou a mudança de hábitos de lazer. O “consumo consciente” precisa deixar de ser um termo distante e se tornar uma prática de sobrevivência doméstica. Além dos benefícios individuais, há o impacto coletivo, considerando que o conceito tem uma preocupação também com a mitigação de danos ambientais.

 

A transição de dezembro para janeiro marca o encontro do desejo com a realidade. Enquanto o primeiro é o mês do bônus e do 13o salário, o segundo chega acompanhado de siglas conhecidas e temidas: IPVA, IPTU e as despesas escolares. A economia da virada dos calendários exige, mais do que nunca, equilíbrio.

 

Planejar os gastos de janeiro com antecedência e priorizar o pagamento das contas fixas sobre os desejos supérfluos é o primeiro passo para garantir que o “Feliz Ano Novo” não seja apenas uma frase protocolar, mas uma realidade financeira para os próximos 12 meses.

 

(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 26.12.2025. Adaptado)

Leia o texto para responder à questão     Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de concordância.
  1. AAs resoluções de ano novo têm de extrapolar a perda de peso ou a mudança de hábitos de lazer, pautando-se pelo consumo consciente, que trazem muitos benefícios individuais.
  2. BEstimativas feitas pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontam que se movimentam bastantes dezenas de milhões de reais apenas no Natal.
  3. CA taxa média do cartão de crédito rotativo — para onde muitos brasileiros recorrem quando não dispõe de recursos suficientes para quitar a fatura — supera a marca de 400% ao ano.
  4. DEntre os brindes de esperança e as promessas de renovação, que são comum à época, uma realidade mais árida se estabelece nos bastidores das famílias: a fatura do cartão de crédito.
  5. EMal os ecos das celebrações natalinas se dissipam, os cidadãos brasileiros são impelido para o próximo ciclo, com a alegria das festividades transformadas em “ressaca financeira”.
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GabaritoB — Estimativas feitas pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontam que se movimentam bastantes dezenas de milhões de reais apenas no Natal.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Concordância verbal e nominal: a norma-padrão em jogo

Gabarito: letra B. A alternativa B é a única que respeita integralmente a norma-padrão de concordância: o verbo "movimentam" concorda com o sujeito "Estimativas feitas pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)" (núcleo "Estimativas", no plural), e o adjetivo "bastantes" concorda com o substantivo "dezenas". As demais alternativas apresentam desvios claros de concordância verbal ou nominal, como se verá a seguir.

O comando da questão é direto: "Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de concordância". Isso significa que a tarefa é puramente gramatical — não se trata de interpretar o texto, mas de verificar se a reescritura de trechos dele obedece às regras de concordância verbal (verbo concorda com o sujeito) e nominal (adjetivo, pronome, artigo concordam com o substantivo a que se referem). O texto-base serve apenas como ponto de partida para as frases; a resposta não depende do conteúdo, mas da correção sintática de cada alternativa.

A técnica central para resolver é: identificar o núcleo do sujeito e conferir se o verbo está na mesma pessoa e número; identificar o termo a que cada adjetivo/pronome se refere e conferir gênero e número. Vamos aplicar isso a cada alternativa, nomeando o erro específico de cada uma.

Alternativa A — ❌ Incorreta

"As resoluções de ano novo têm de extrapolar a perda de peso ou a mudança de hábitos de lazer, pautando-se pelo consumo consciente, que trazem muitos benefícios individuais."

O erro está no pronome relativo "que": ele retoma "consumo consciente" (singular), mas o verbo "trazem" está no plural. A concordância correta seria "que traz muitos benefícios individuais". A banca explora a distância entre o pronome e seu antecedente para induzir ao erro — o verbo deveria concordar com o núcleo singular "consumo", não com "benefícios" (que é objeto). Erro: contradiz a regra de concordância do pronome relativo com seu antecedente.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Estimativas feitas pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontam que se movimentam bastantes dezenas de milhões de reais apenas no Natal."

Aqui, o verbo "movimentam" concorda com o sujeito "bastantes dezenas de milhões de reais" (núcleo "dezenas", plural). O adjetivo "bastantes" concorda em número com "dezenas". A oração "que se movimentam" está na voz passiva sintética (partícula apassivadora "se"), e o sujeito paciente é "bastantes dezenas de milhões de reais" — por isso o verbo fica no plural. Não há desvio: a concordância verbal e nominal está perfeita.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"A taxa média do cartão de crédito rotativo — para onde muitos brasileiros recorrem quando não dispõe de recursos suficientes para quitar a fatura — supera a marca de 400% ao ano."

O erro está no verbo "dispõe": o sujeito é "muitos brasileiros" (plural), portanto o correto seria "não dispõem de recursos". A banca coloca o verbo no singular para testar se o candidato percebe a concordância com o sujeito plural, mesmo havendo um termo intercalado entre eles. Erro: contradiz a concordância verbal com sujeito simples plural.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"Entre os brindes de esperança e as promessas de renovação, que são comum à época, uma realidade mais árida se estabelece nos bastidores das famílias: a fatura do cartão de crédito."

O erro está no adjetivo "comum": ele se refere ao pronome relativo "que", que retoma "os brindes de esperança e as promessas de renovação" (plural). O correto seria "que são comuns à época". A banca explora a concordância nominal com sujeito composto — o adjetivo deve concordar com os dois núcleos, ficando no plural. Erro: contradiz a concordância nominal com sujeito composto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Mal os ecos das celebrações natalinas se dissipam, os cidadãos brasileiros são impelido para o próximo ciclo, com a alegria das festividades transformadas em 'ressaca financeira'."

O erro está no particípio "impelido": ele se refere a "os cidadãos brasileiros" (plural masculino), portanto o correto seria "são impelidos". A banca coloca o particípio no singular para testar a concordância do particípio com o sujeito paciente na voz passiva. Erro: contradiz a concordância do particípio com o sujeito.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a distância entre o termo e seu referente (A, C) e a concordância com sujeito composto (D) e particípio (E) — sempre com um vocábulo que inverte o número correto.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de concordância, sublinhe o núcleo do sujeito e o termo a que cada adjetivo/pronome se refere antes de julgar. Desconfie de verbos no singular com sujeito plural e de adjetivos no singular com referente plural.

Conclusão: a única alternativa que atende à norma-padrão é a letra B, pois mantém a concordância verbal e nominal corretas em toda a estrutura. As demais apresentam desvios claros de concordância, seja com o pronome relativo, com o sujeito plural, com o sujeito composto ou com o particípio.

Gabarito: letra B

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