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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — VUNESP 2026

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
vu166648
Banca
VUNESP
Órgão
UNICERRADO
Ano
2026
Cargo
Vest Med ( )

Leia o poema “Anticanção do exílio”, da poeta brasileira Astrid Cabral, para responder à questão.

 

Se fosse pela razão não voltava não. Mas é que sou movida a gás de emoção.

 

Aqui o trabalho vale. A mão poderosa toca a rica realidade.

 

Lá, vive-se de projetos: A mão impotente não alcança os objetos.

 

Se fosse pela razão não voltava não. Mas é que sou movida a gás de emoção.

 

(André Seffrin (org.). Revolta e protesto na poesia brasileira: 142 poemas sobre o Brasil, 2021.)

Uma característica da sociedade na qual o eu lírico encontra-se exilado é a
  1. Aincompetência.
  2. Briqueza.
  3. Cdiversidade.
  4. Dcriminalidade.
  5. Ecordialidade.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — riqueza.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Anticanção do exílio: a sociedade do exílio é rica

Gabarito: letra B. A característica da sociedade na qual o eu lírico se encontra exilado é a riqueza, como se lê no verso "Aqui o trabalho vale. A mão poderosa toca a rica realidade." — o advérbio "Aqui" indica o lugar do exílio, e "rica realidade" nomeia diretamente a riqueza dessa sociedade. As demais alternativas ou invertem os polos (atribuem ao "lá" o que é do "aqui") ou introduzem ideias ausentes do poema.

O comando: o que a banca pede

O enunciado "Uma característica da sociedade na qual o eu lírico encontra-se exilado é a" pede uma inferência de compreensão global: você precisa identificar, no poema, qual traço define o lugar do exílio. Não se trata de localizar uma palavra solta, mas de relacionar os advérbios de lugar ("Aqui" e "Lá") com os adjetivos que os qualificam. A banca não pergunta o que o eu lírico sente, nem o que caracteriza a terra de origem — pergunta especificamente sobre a sociedade do exílio.

O texto: a oposição entre "Aqui" e "Lá"

O poema constrói uma antítese espacial entre dois lugares:

"Aqui o trabalho vale. A mão poderosa toca a rica realidade."

"Lá, vive-se de projetos: A mão impotente não alcança os objetos."

O eu lírico está exilado — e o exílio é o "Aqui". Nesse lugar, o trabalho tem valor, a mão é poderosa e a realidade é rica. Já o "Lá" (a terra de origem, o Brasil) é marcado pela impotência e pela vida de projetos que não se concretizam. A pergunta é sobre a sociedade do exílio, ou seja, o "Aqui". Portanto, a característica correta é a riqueza, que aparece explicitamente no adjetivo "rica".

A técnica: inferência com pista explícita

Esta é uma questão de compreensão (recorrência), pois a resposta está literalmente no texto: "rica realidade". Não há necessidade de deduzir nada além do que está escrito. A banca, porém, arma uma pegadinha clássica: inverter os polos. As alternativas A, C, D e E ou descrevem o "Lá" (como "incompetência", que ecoa "mão impotente") ou trazem ideias que o poema não menciona (diversidade, criminalidade, cordialidade). O candidato que não prestar atenção ao advérbio "Aqui" pode cair na armadilha de escolher uma característica do lugar errado.

Análise das alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

Incompetência não caracteriza a sociedade do exílio. O texto diz que, no "Aqui", "A mão poderosa toca a rica realidade" — ou seja, há competência e eficácia. A incompetência aparece no "Lá": "A mão impotente não alcança os objetos". A alternativa inverte os polos, atribuindo ao exílio o que é da terra de origem. Erro: contradiz o texto (troca o adjetivo "poderosa" por seu antônimo).

Alternativa B — ✅ Correta

Riqueza é a característica correta. O verso "A mão poderosa toca a rica realidade" nomeia diretamente a riqueza da sociedade do exílio. O adjetivo "rica" é a pista explícita que sustenta a resposta. Não há necessidade de inferência adicional: a palavra está no texto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diversidade não é mencionada em nenhum verso. O poema fala de trabalho, riqueza, projetos e impotência — nada sobre diversidade cultural, étnica ou social. A alternativa extrapola o texto, acrescentando uma ideia que não está nele. Erro: fora do escopo (tangencia o tema).

Alternativa D — ❌ Incorreta

Criminalidade é uma ideia completamente ausente do poema. Não há menção a crimes, violência ou segurança. A alternativa extrapola o texto, trazendo um conceito do mundo real que não tem base nos versos. Erro: fora do escopo (extrapolação).

Alternativa E — ❌ Incorreta

Cordialidade também não aparece no poema. Não há referência a gentileza, hospitalidade ou relações afetuosas. A alternativa extrapola o texto, introduzindo um estereótipo cultural (a "cordialidade brasileira") que não é mencionado. Erro: fora do escopo (extrapolação com opinião embutida).

Conclusão

A questão se resolve com uma leitura atenta dos advérbios de lugar: o exílio é o "Aqui", e a "rica realidade" é a característica pedida. As demais alternativas ou invertem os polos ou trazem ideias de fora do texto. Gabarito: letra B.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de compreensão, grife os advérbios de lugar (aqui/lá) e os adjetivos que os acompanham — eles costumam ser a chave para identificar o polo correto. Desconfie de alternativas que soem plausíveis no mundo real, mas que não estejam ancoradas no texto.

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