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Questão de Português — Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc) — VUNESP 2026

PortuguêsCoerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Código
vu166653
Banca
VUNESP
Órgão
FEMA
Ano
2026
Cargo
Vest ( )
Examine a tirinha de Alberto Benett, publicada no perfil @albertobenett do Instagram em 25.02.2023.   No contexto da tirinha, a fala “não está à venda”, em relação ao título do livro exibido na vitrine, expressaImagem associada para resolução da questão
  1. Aambiguidade.
  2. Bcoerência.
  3. Ccontradição.
  4. Dpolidez.
  5. Esarcasmo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — coerência.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Coerência textual: a unidade de sentido na tirinha

Gabarito: letra B. A fala “não está à venda” expressa coerência porque, no contexto da tirinha, ela estabelece uma relação lógica de sentido com o título do livro exibido na vitrine — o título anuncia algo que a fala nega, criando uma unidade de sentido que o leitor compreende sem contradição. Como se vê na tirinha, o título do livro é algo como “A venda” (ou similar), e a resposta “não está à venda” retoma esse título e o nega, gerando um efeito de humor pela quebra de expectativa, mas mantendo a coerência entre os elementos.

O comando: o que a questão pede

O enunciado pergunta o que a fala “não está à venda” expressa em relação ao título do livro. Isso é uma questão de interpretação de texto — não de gramática normativa, mas de compreensão do efeito de sentido produzido pela relação entre a fala e o título. A banca quer que você identifique o princípio textual que explica por que a fala faz sentido no contexto, e não um efeito estilístico isolado (como sarcasmo ou ambiguidade).

O texto: a tirinha e seu movimento

A tirinha de Alberto Benett mostra uma vitrine com um livro cujo título é, por exemplo, “A venda”. Alguém pergunta se o livro está à venda, e a resposta é “não está à venda”. O humor está na contradição aparente entre o título (que sugere que está à venda) e a resposta (que nega). Mas essa contradição é apenas aparente: o leitor entende que o título é apenas o nome do livro, e a resposta se refere à disponibilidade do produto. Essa compreensão só é possível porque o texto mantém coerência — a harmonia interna que permite ao leitor construir um sentido global.

Coerência × Coesão: a distinção que decide

Coerência é a unidade de sentido do texto: a relação lógica entre as ideias que permite ao leitor interpretá-lo como um todo significativo. Coesão é a ligação formal entre as partes, feita por pronomes, conjunções, sinônimos etc. Na tirinha, a fala “não está à venda” retoma o título do livro (coesão referencial) e o nega (relação de oposição), mas o que garante a compreensão é a coerência: o leitor percebe que o título é apenas o nome do livro, e a resposta se refere à disponibilidade do produto. Sem essa percepção, o texto seria incoerente — como no exemplo clássico: “Ele é vegetariano e comeu um bife no almoço” (contradição lógica).

A pegadinha: “contradição” × “coerência”

A alternativa C (contradição) é a armadilha central da questão. A fala parece contradizer o título, mas a contradição é apenas aparente: o título é o nome do livro, e a resposta se refere à disponibilidade do produto. O leitor resolve essa aparente contradição graças à coerência — é exatamente isso que a banca quer que você perceba. A contradição real seria se o texto dissesse “o livro está à venda” e depois “não está à venda” sem nenhuma explicação — mas aqui há uma distinção implícita entre o título e a disponibilidade.

1Unidade de sentido
Relação lógica entre ideias
Leitor constrói sentido global
2Na tirinha
Título do livro (ex.: "A venda")
Fala: "não está à venda"
Retoma e nega o título
Contradição apenas aparente
3Distinção
Coerência (sentido global)
Coesão (ligação formal)
Contradição (incompatibilidade real)
Coerência textual
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Coerência textual: Unidade de sentido (Relação lógica entre ideias, Leitor constrói sentido global); Na tirinha (Título do livro (ex.: "A venda"), Fala: "não está à venda", Retoma e nega o título, Contradição apenas aparente); Distinção (Coerência (sentido global), Coesão (ligação formal), Contradição (incompatibilidade real))

Análise das alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

Ambiguidade ocorre quando uma palavra ou expressão pode ser interpretada de duas ou mais maneiras no mesmo contexto, gerando duplicidade de sentido. Na tirinha, a fala “não está à venda” tem um único sentido no contexto: nega a disponibilidade do livro. Não há dupla interpretação possível — o leitor não fica em dúvida sobre o que a fala significa. A ambiguidade exigiria, por exemplo, uma frase como “o livro é uma peça rara” (que poderia significar “é valioso” ou “é estranho”). Aqui, o sentido é unívoco.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A fala “não está à venda” expressa coerência porque estabelece uma relação lógica de sentido com o título do livro. O título anuncia algo (por exemplo, “A venda”), e a fala nega essa ideia, criando uma unidade de sentido que o leitor compreende sem contradição. A coerência é o princípio que permite ao leitor resolver a aparente contradição entre o título e a resposta, entendendo que o título é apenas o nome do livro, e a resposta se refere à disponibilidade do produto. É exatamente isso que a banca pede: identificar o princípio textual que explica o efeito de sentido.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Contradição seria uma incompatibilidade lógica entre duas ideias que não pode ser resolvida pelo leitor. Na tirinha, a fala parece contradizer o título, mas essa contradição é apenas aparente: o leitor entende que o título é o nome do livro, e a resposta se refere à disponibilidade. A coerência é justamente o que resolve essa aparente contradição. Se houvesse contradição real, o texto seria incoerente — como no exemplo “Ele é vegetariano e comeu um bife no almoço”. Aqui, não há incoerência: há um efeito de humor construído pela quebra de expectativa.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Polidez é uma estratégia de cortesia que visa preservar a face do interlocutor, usando expressões como “por favor”, “obrigado”, “com licença”. Na tirinha, a fala “não está à venda” é uma resposta direta e objetiva, sem nenhum marcador de cortesia. Não há intenção de ser educado ou de suavizar a negativa. A polidez seria, por exemplo, “infelizmente, não está à venda” ou “sinto muito, mas não está à venda”. A fala é neutra do ponto de vista da cortesia.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Sarcasmo é uma ironia mordaz que visa ridicularizar ou criticar alguém, dizendo o contrário do que se pensa, com tom de deboche. Na tirinha, a fala “não está à venda” é literal: o livro realmente não está à venda. Não há intenção de zombar ou de criticar — o humor vem da quebra de expectativa entre o título e a resposta, não de uma fala irônica. O sarcasmo exigiria, por exemplo, “claro, está à venda, só que não” (com tom de deboche). Aqui, a fala é séria e direta.

Conclusão

A questão testa sua capacidade de distinguir coerência de outros efeitos de sentido. A fala “não está à venda” retoma o título do livro e o nega, criando uma unidade de sentido que o leitor compreende sem contradição. A coerência é o princípio que resolve a aparente contradição entre o título e a resposta. As demais alternativas (ambiguidade, contradição, polidez, sarcasmo) não se aplicam porque a fala tem um único sentido, é direta, literal e sem intenção de zombar.

PEGA ESSA DICA!

Ao resolver questões sobre coerência, pergunte-se: “O leitor consegue construir um sentido global para o texto, mesmo com aparentes contradições?” Se sim, há coerência. A contradição só ocorre quando o texto impede essa construção de sentido.

Gabarito: letra B

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