Para responder a questão, examine a tirinha do cartunista André Dahmer.
(André Dahmer. Quadrinhos dos anos 20, 2023.)
Na fala do Papai Noel no último quadrinho, o seguinte segmento exerce a função sintática de sujeito:
A“responder dizendo que ele não se comportou”.
B“dizendo que ele não se comportou”.
C“que ele não se comportou”.
D“ele não se comportou”.
E“Basta responder”.
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GabaritoA — “responder dizendo que ele não se comportou”.
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Sujeito oracional: quando a oração inteira é o sujeito
Gabarito: letra A. Na fala do Papai Noel, o segmento que exerce a função de sujeito é “responder dizendo que ele não se comportou” — trata-se de uma oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo, que funciona como sujeito do verbo “basta”. A pista decisiva está na estrutura: “Basta responder dizendo que ele não se comportou” — o verbo “basta” é intransitivo e pede um sujeito; a oração inteira que o segue é esse sujeito.
O comando e o que ele exige
A questão pede que você identifique, na fala do Papai Noel, o segmento que exerce a função sintática de sujeito. Isso é uma tarefa de análise sintática — não de interpretação de sentido, mas de reconhecimento da função de cada bloco dentro da oração. O comando é direto: “exerce a função sintática de sujeito”. Portanto, você deve localizar o termo (ou oração) que pratica ou sofre a ação expressa pelo verbo principal, e que com ele concorda.
O texto e a estrutura da fala
Na tirinha, o Papai Noel diz algo como “Basta responder dizendo que ele não se comportou”. A oração principal é “Basta”. O verbo “bastar”, nesse contexto, é intransitivo — não pede objeto direto nem indireto. Ele exige um sujeito, que pode ser uma palavra ou uma oração inteira. Aqui, o sujeito é a oração “responder dizendo que ele não se comportou”, que vem depois do verbo (posição típica de sujeito oracional posposto).
A técnica: como reconhecer o sujeito oracional
O sujeito pode ter forma de oração (desenvolvida ou reduzida). No caso, temos uma oração reduzida de infinitivo: o verbo “responder” está no infinitivo, sem conjunção introdutória. Essa oração funciona como sujeito de “basta”. Para confirmar, faça a pergunta ao verbo: “O que basta?” → “Responder dizendo que ele não se comportou”. A resposta é exatamente o sujeito.
PEGA ESSA DICA!
Para achar o sujeito, pergunte ao verbo “quem?” ou “o quê?” antes da ação. Em “Basta responder...”, a pergunta é “O que basta?” — a resposta é a oração inteira.
Análise das alternativas
Sujeito oracional
1Oração subordinada substantiva subjetiva
Reduzida de infinitivo
Posposta ao verbo
2Como identificar
Perguntar ao verbo: "O quê?"
Resposta = sujeito
3Exemplo
"Basta [responder dizendo que ele não se comportou]"
"Basta" = verbo intransitivo
"responder..." = sujeito
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
“responder dizendo que ele não se comportou” é a oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo, funcionando como sujeito de “basta”. A prova está na pergunta: “O que basta?” → “Responder dizendo que ele não se comportou”. O núcleo do sujeito é o verbo no infinitivo “responder”, e o restante (“dizendo que ele não se comportou”) é um adjunto adverbial de modo (oração reduzida de gerúndio) que o acompanha. A alternativa captura o sujeito completo, sem cortar partes essenciais.
Alternativa B — ❌ Incorreta
“dizendo que ele não se comportou” é apenas uma oração subordinada adverbial reduzida de gerúndio (indica o modo como se responde), funcionando como adjunto adverbial dentro do sujeito. Ela não é o sujeito, mas um termo acessório que integra a oração subjetiva. A alternativa restringe o sujeito, suprimindo o núcleo “responder”.
Alternativa C — ❌ Incorreta
“que ele não se comportou” é uma oração subordinada substantiva objetiva direta (complemento do verbo “dizer” — “dizer que...”). Ela é o objeto direto de “dizendo”, não o sujeito de “basta”. A alternativa troca a função: toma um complemento interno como se fosse o sujeito da oração principal.
Alternativa D — ❌ Incorreta
“ele não se comportou” é a oração subordinada substantiva objetiva direta (sem a conjunção “que”, que está implícita), funcionando como objeto direto de “dizendo”. Novamente, é um complemento interno, não o sujeito de “basta”. A alternativa contradiz a estrutura: o sujeito é a ação de “responder”, não o conteúdo do que se diz.
Alternativa E — ❌ Incorreta
“Basta responder” é a oração principal (verbo “basta” + sujeito oracional “responder”). A alternativa confunde o sujeito com o predicado: “Basta” é o verbo, e “responder” é o núcleo do sujeito. O sujeito completo é “responder dizendo que ele não se comportou”, não apenas “Basta responder”.
Conclusão
A questão testa a habilidade de reconhecer o sujeito oracional e de não confundir os constituintes internos da oração subjetiva com o sujeito em si. A alternativa A é a única que abrange a oração inteira que responde à pergunta “O que basta?”. As demais ou restringem (B), trocam a função (C, D) ou confundem com o predicado (E).