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Questão de Português — Conjunção — VUNESP 2026

PortuguêsConjunção
Código
vu166700
Banca
VUNESP
Órgão
Humanitas
Ano
2026
Cargo
Vest Med ( )

Leia a tirinha de Laerte para responder à questão.

 

Imagem associada para resolução da questão

 

(Laerte. Manual do Minotauro, 2021.)

No trecho “É por gostar de música que eu busco o silêncio.” (4º quadro), o termo sublinhado expressa ideia de

  1. Aproporção.
  2. Bconcessão.
  3. Cfinalidade.
  4. Dcausa.
  5. Econdição.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — causa.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Conjunção causal: o valor de "por" no trecho da tirinha

Gabarito: letra D. No trecho “É por gostar de música que eu busco o silêncio.”, o termo sublinhado "por" expressa ideia de causa, pois introduz o motivo, a razão pela qual o eu lírico busca o silêncio. A construção "É por X que Y" é uma estrutura de ênfase (clivagem) que realça exatamente a causa da ação: o gostar de música é o motivo que leva à busca do silêncio.

O comando da questão

A questão pede que se identifique o valor semântico do termo destacado, ou seja, a relação de sentido que ele estabelece no contexto. Isso é diferente de pedir a classe gramatical: aqui, o foco é o efeito de sentido que a palavra "por" produz na frase. Em questões assim, a banca testa se o candidato compreende a função do conectivo dentro do período, não apenas se o reconhece isoladamente.

O texto e a estrutura da frase

Na tirinha de Laerte, o personagem afirma: "É por gostar de música que eu busco o silêncio." A estrutura "É... que" é uma clivagem, um recurso de ênfase que destaca um termo da oração. Sem a ênfase, a frase seria: "Eu busco o silêncio por gostar de música." Nessa versão, fica claro que "por gostar de música" é a causa — o motivo — de "eu buscar o silêncio". O gostar de música não é a finalidade (não se busca o silêncio para gostar de música), nem uma condição, concessão ou proporção; é a razão que explica a atitude.

A técnica: como distinguir causa de finalidade

A confusão mais comum é entre causa e finalidade. A diferença é temporal e lógica:

  • Causa responde a "por quê?" e aponta para um fato anterior ou simultâneo que explica a ação: Não saí porque chovia (a chuva é o motivo).

  • Finalidade responde a "para quê?" e aponta para um objetivo futuro: Estudei para passar (passar é a meta).

No trecho, "gostar de música" é apresentado como o motivo que leva à busca do silêncio — é uma relação de causa e efeito, não de propósito. Se fosse finalidade, a frase diria algo como "busco o silêncio para gostar de música", o que inverteria a lógica.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre causa e finalidade, oferecendo "finalidade" como distrator. A palavra "por" pode ter valor final em outros contextos ("lutei por vencer"), mas aqui o contexto clivado "É por X que Y" fixa o valor causal.

Análise das alternativas

1Causa (gabarito)
Responde "por quê?"
Fato anterior/simultâneo
"porque gosto de música"
2Finalidade (distrator)
Responde "para quê?"
Objetivo futuro
"para gostar de música"
3Outros valores
Proporção ("à medida que")
Concessão ("embora")
Condição ("se")
Valor semântico de "por"
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Valor semântico de "por": Causa (gabarito) (Responde "por quê?", Fato anterior/simultâneo, "porque gosto de música"); Finalidade (distrator) (Responde "para quê?", Objetivo futuro, "para gostar de música"); Outros valores (Proporção ("à medida que"), Concessão ("embora"), Condição ("se"))

Alternativa A — ❌ Incorreta

Proporção indica uma relação de correspondência ou simultaneidade entre dois fatos, como em "à medida que". No trecho, não há qualquer ideia de proporcionalidade: o gostar de música não varia em função do silêncio. A alternativa extrapola um valor que o texto não autoriza.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Concessão expressa uma ideia de oposição ou quebra de expectativa, como em "embora". No trecho, não há contrariedade: o gostar de música não se opõe à busca do silêncio; ao contrário, é o que a motiva. A alternativa contradiz a relação lógica estabelecida no texto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Finalidade indica objetivo ou propósito, como em "para que". No trecho, o gostar de música não é a meta da busca do silêncio, mas a razão dela. A alternativa troca o conceito: confunde o motivo (causa) com o objetivo (finalidade).

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Causa é a relação correta. O trecho "É por gostar de música que eu busco o silêncio" pode ser reescrito como "Eu busco o silêncio porque gosto de música", mantendo o sentido. O "por" introduz o motivo da ação, exatamente o valor de causa.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Condição expressa uma hipótese necessária para que algo ocorra, como em "se". No trecho, não há qualquer relação condicional: o gostar de música não é apresentado como condição para a busca do silêncio, mas como sua causa. A alternativa extrapola um valor que o texto não sustenta.

Conclusão

A questão se resolve testando cada alternativa com a pergunta: "o texto autoriza esta relação?" A única relação que o trecho sustenta é a de causa: o gostar de música é o motivo que explica a busca do silêncio. As demais alternativas ou extrapolam valores que o texto não apresenta ou trocam o conceito de causa por finalidade.

Gabarito: letra D.

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