Questão de Matemática — Porcentagem — VUNESP 2026
- Código
- vu167033
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- PM SP
- Ano
- 2026
- Cargo
- 2º Ten ( )
- A9.
- B11.
- C10.
- D12.
- E8.
GabaritoA — 9.
Gabarito: letra A — João conseguirá comprar 9 unidades. O caminho é: aplicar o aumento de 12% sobre R$ 15.000,00, dividir o resultado ao meio, aplicar o aumento de 17,5% sobre essa metade e, por fim, dividir o montante final pelo preço unitário de R$ 1.080,00, tomando o maior inteiro que não ultrapasse o valor disponível.
Porcentagem é a razão com denominador 100: dizer que algo aumentou 12% significa que, para cada 100 unidades do valor, houve um acréscimo de 12 unidades. Quando aplicamos um aumento percentual, o novo valor é obtido multiplicando o valor original pelo fator de aumento . Assim, um aumento de 12% corresponde ao fator ; um aumento de 17,5% corresponde ao fator . Essa é a ferramenta central da questão: em vez de calcular o percentual separadamente e somar, multiplicamos o valor pelo fator — o que já incorpora o acréscimo.
O ponto mais delicado é que os aumentos são sucessivos, mas não incidem sobre a mesma base. O primeiro aumento de 12% incide sobre R$ 15.000,00; depois, João retira metade do montante e aplica essa metade, de modo que o segundo aumento de 17,5% incide sobre um valor diferente do inicial. Por isso, não se pode somar os percentuais (12% + 17,5% = 29,5%) e aplicar de uma vez: isso daria um resultado incorreto, pois o segundo aumento não age sobre o valor original, mas sobre a metade já acrescida do primeiro aumento. A ordem das operações é: aumentar, dividir, aumentar.
Vamos ao cálculo passo a passo:
Primeiro aumento (12%): .
Divisão ao meio: .
Segundo aumento (17,5%): .
Divisão pelo preço unitário: .
Como João quer comprar o maior número possível de unidades e não pode comprar fração de mercadoria, ele compra 9 unidades (9 × R$ 1.080,00 = R$ 9.720,00), sobrando R$ 150,00. A décima unidade custaria R$ 1.080,00, valor que excede o montante disponível de R$ 9.870,00.
A pegadinha clássica deste tipo de questão é arredondar para cima (10 unidades) por engano, esquecendo que o número de unidades deve ser inteiro e não pode ultrapassar o valor disponível. Outra armadilha é aplicar os aumentos sobre a base errada — por exemplo, aplicar o segundo aumento sobre os R$ 16.800,00 inteiros, ignorando a divisão ao meio. Guarde o fluxo: aumento → divisão → aumento → divisão pelo preço, sempre com o fator de aumento correto.
Etapa | Valor de referência | Fator de aumento | Resultado |
|---|---|---|---|
1º aumento (12%) | R$ 15.000,00 | 1,12 | R$ 16.800,00 |
Divisão ao meio | R$ 16.800,00 | ÷ 2 | R$ 8.400,00 |
2º aumento (17,5%) | R$ 8.400,00 | 1,175 | R$ 9.870,00 |
Compra (preço unitário) | R$ 9.870,00 | ÷ R$ 1.080,00 | 9,138… → 9 unidades |
O cálculo completo confirma: R$ 15.000,00 × 1,12 = R$ 16.800,00; metade = R$ 8.400,00; R$ 8.400,00 × 1,175 = R$ 9.870,00; R$ 9.870,00 ÷ R$ 1.080,00 = 9,138..., logo o maior número inteiro de unidades é 9. Cada unidade custa R$ 1.080,00, e 9 unidades custam R$ 9.720,00, valor inferior ao montante de R$ 9.870,00 — sobram R$ 150,00. A décima unidade custaria R$ 1.080,00, ultrapassando o disponível.
11 unidades custariam 11 × R$ 1.080,00 = R$ 11.880,00, valor muito acima dos R$ 9.870,00 disponíveis. Esse número não corresponde a nenhuma etapa do cálculo; provavelmente resulta de um erro de arredondamento grosseiro ou de aplicar os aumentos sobre o valor total sem dividir ao meio (o que daria R$ 19.740,00, ainda assim insuficiente para 11 unidades).
10 unidades custariam R$ 10.800,00, valor que excede os R$ 9.870,00 disponíveis. Este é o distrator mais perigoso: o aluno que calcula corretamente o montante (R$ 9.870,00) e divide por R$ 1.080,00 obtém 9,138... e, por descuido, arredonda para cima, esquecendo que não há dinheiro suficiente para a décima unidade. A regra é sempre arredondar para baixo quando o valor não é exato.
12 unidades custariam 12 × R$ 1.080,00 = R$ 12.960,00, muito acima do montante disponível. Esse número não tem relação com os cálculos; pode surgir de uma soma incorreta dos percentuais (12% + 17,5% = 29,5% aplicado sobre R$ 15.000,00, dando R$ 19.425,00, que dividido por R$ 1.080,00 daria aproximadamente 17,98 — ainda assim não 12).
8 unidades custariam 8 × R$ 1.080,00 = R$ 8.640,00, valor inferior ao disponível (R$ 9.870,00), mas não é o maior número possível. O aluno que erra ao calcular o montante final — por exemplo, esquecendo o segundo aumento (R$ 8.400,00 ÷ R$ 1.080,00 = 7,77, que arredondado daria 8) — chegaria a esse número. Mas com o segundo aumento corretamente aplicado, o montante sobe para R$ 9.870,00, permitindo 9 unidades.
Em questões de "maior número possível de unidades", nunca arredonde para cima — o número de unidades deve ser inteiro e o custo total não pode ultrapassar o valor disponível. Calcule a divisão exata e tome o piso (parte inteira). Para conferir, multiplique o número de unidades pelo preço unitário e verifique se o resultado é menor ou igual ao montante.
Gabarito: letra A
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