Questão de Matemática — Análise Combinatória (Princípio Fundamental da Contagem, Arranjos, Combinações, Permutações) — VUNESP 2026
- Código
- vu167274
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- Humanitas
- Ano
- 2026
- Cargo
- Vest Med ( )
- A24.
- B12.
- C48.
- D96.
- E192.
GabaritoB — 12.
Gabarito: letra B — a conta chega a 12 maneiras — alternativa B.
A análise combinatória conta de quantas formas diferentes podemos organizar ou escolher elementos. O princípio fundamental da contagem diz que, se uma escolha pode ser feita em etapas sucessivas e independentes, o total de possibilidades é o produto das possibilidades de cada etapa. Aqui, as etapas são: escolher o banco de Bárbara, escolher o par de bancos consecutivos para Ana e Célia, e decidir quem fica em cada banco do par.
Quando as escolhas são independentes, multiplicamos as quantidades de opções de cada etapa. Mas atenção: se uma escolha interfere nas outras (como ocupar um banco que já está ocupado), precisamos separar em casos. A ordem entre pessoas distintas também importa: Ana e Célia são diferentes, então trocar quem senta em cada banco do par gera uma configuração nova.
Esta questão mistura o princípio multiplicativo com restrições que se sobrepõem: a posição de Bárbara elimina alguns pares de bancos consecutivos, e a condição de Célia ser ímpar fixa quem fica em cada banco do par. Precisamos separar em casos para não contar configurações impossíveis.
8 bancos numerados de 1 a 8
Bárbara senta no banco 1 ou no banco 8
Ana e Célia sentam em bancos consecutivos
Célia ocupa banco ímpar
O que queremos: o número de maneiras distintas de as três ocuparem os bancos
Ana e Célia precisam sentar em bancos consecutivos, então o primeiro passo é saber quais pares existem. Como os bancos vão de 1 a 8, os pares são (1,2), (2,3), (3,4), (4,5), (5,6), (6,7) e (7,8) — 7 pares no total.
Por que esta fórmula: Não há fórmula: é uma contagem direta. Cada par é formado por um banco e seu sucessor, então há 8−1 = 7 pares possíveis.
Esquecer o par (1,2) ou (7,8) e contar apenas 6 pares.
Bárbara ocupa uma extremidade, e isso tira um banco do conjunto disponível para Ana e Célia. Se ela senta no banco 1, o par (1,2) fica impossível; se senta no 8, o par (7,8) fica impossível. Como os dois casos são simétricos, contamos um e multiplicamos por 2.
Por que esta fórmula: Não é fórmula, é a estratégia de dividir o problema em casos mutuamente exclusivos. Cada caso tem o mesmo número de possibilidades, então o total é o dobro de um caso.
2 casos simétricos
Contar os dois casos como se fossem diferentes, esquecendo que são idênticos em quantidade.
Com Bárbara no banco 1, o par (1,2) não pode ser usado. Restam os pares (2,3), (3,4), (4,5), (5,6), (6,7) e (7,8) — 6 pares.
Por que esta fórmula: É uma subtração simples: dos 7 pares totais, retiramos o que usa o banco ocupado.
De onde vem cada valor: = passo 1: total de pares · = constante: o par que usa o banco 1
Esquecer de excluir o par que contém o banco ocupado por Bárbara.
Em cada par restante, precisamos garantir que Célia fique no banco ímpar. Nos pares (2,3), (3,4), (4,5), (5,6), (6,7) e (7,8), o banco ímpar é sempre o segundo do par (3, 3, 5, 5, 7, 7). Como Célia deve ocupar o ímpar, ela fica no segundo banco e Ana no primeiro. Isso é possível em todos os 6 pares.
Por que esta fórmula: Não há fórmula: é uma análise de cada par. A condição fixa a posição de Célia, então não há escolha de ordem entre Ana e Célia.
6 maneiras para Ana e Célia em um caso
Pensar que Ana e Célia podem trocar de lugar, mas a condição de Célia ser ímpar impede a troca.
Cada caso (Bárbara no 1 ou no 8) tem 6 maneiras de posicionar Ana e Célia. Como os casos são independentes e excludentes, somamos: 6 + 6 = 12.
Por que esta fórmula: O princípio aditivo: quando dividimos em casos que não se sobrepõem, o total é a soma das possibilidades de cada caso.
De onde vem cada valor: = passo 4: maneiras em um caso
Multiplicar 6 por 2 e depois multiplicar por 2 de novo, contando duas vezes a mesma coisa.
Resposta: 12 maneiras — alternativa B
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