Questão de Matemática — Geometria Analítica — VUNESP 2026
- Código
- vu167287
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- UniCEUB
- Ano
- 2026
- Cargo
- Vest Med ( )

- A3.
- B5.
- C4.
- D7.
- E6.

GabaritoE — 6.
Gabarito: letra E — a conta chega a d = 4√2 ≈ 5,66, que arredondado é 6 — alternativa E.
Uma parábola é o gráfico de uma função do segundo grau, y = ax² + bx + c, e tem duas características que importam aqui: o vértice, que é o ponto mais alto (quando a < 0) ou mais baixo (quando a > 0), e as raízes, que são os pontos onde o gráfico cruza o eixo x, ou seja, onde y = 0. No plano cartesiano, cada ponto é um par (x, y), e a distância entre dois pontos mede o comprimento do segmento que os une.
Para achar o vértice, usa-se x_v = -b/(2a) e depois substitui-se esse x na equação para obter y_v. Para achar as raízes, resolve-se a equação ax² + bx + c = 0, por fatoração ou pela fórmula de Bhaskara. A distância entre dois pontos (x₁, y₁) e (x₂, y₂) é d = √[(x₂ - x₁)² + (y₂ - y₁)²], que vem do teorema de Pitágoras: a diferença nas coordenadas x e y são os catetos de um triângulo retângulo, e a distância é a hipotenusa.
Esta questão mistura as duas ferramentas: primeiro localizar os pontos A e C usando vértice e raízes das parábolas, depois aplicar a fórmula da distância. O ponto A é o vértice da primeira parábola, e o ponto C é a segunda raiz da segunda parábola.
primeira parábola: y = -x² + 8x - 12
segunda parábola: y = -x² + 14x - 48
ponto A: ponto de lançamento (vértice da primeira parábola)
ponto C: segundo toque no solo (raiz da segunda parábola)
O que queremos: a distância entre os pontos A e C
O ponto A é o ponto de lançamento, que no gráfico é o ponto mais alto do primeiro arco — exatamente o vértice da primeira parábola. Para localizar esse ponto, primeiro calculamos sua coordenada x, pois o vértice tem uma fórmula específica.
Por que esta fórmula: A fórmula x_v = -b/(2a) vem da derivada da função quadrática: o vértice é o ponto onde a inclinação da curva é zero. Ela vale para qualquer parábola, desde que a ≠ 0.
De onde vem cada valor: = enunciado: 8 (coeficiente de x na primeira parábola) · = enunciado: -1 (coeficiente de x² na primeira parábola)
Esquecer o sinal de menos na fórmula ou errar o sinal de a, o que daria x_v = -4 em vez de 4.
Com o x do vértice em mãos, precisamos do y correspondente para ter o ponto completo A = (x_A, y_A). Isso é feito substituindo o x encontrado na equação da parábola.
Por que esta fórmula: A equação da parábola dá o y para qualquer x; substituir x_v nela produz exatamente a altura do vértice.
De onde vem cada valor: = passo 1: 4
Errar o sinal ao calcular -(4)², que é -16, não +16.
O ponto C é o segundo toque no solo, ou seja, o ponto onde a segunda parábola cruza o eixo x (y = 0). As raízes da equação são exatamente esses pontos de cruzamento.
Por que esta fórmula: Igualar a equação a zero e fatorar é o método mais rápido quando os coeficientes são inteiros: procuramos dois números que somados dão 14 e multiplicados dão 48.
De onde vem cada valor: = enunciado: coeficiente de x na segunda parábola (após multiplicar por -1) · = enunciado: termo constante da segunda parábola (após multiplicar por -1)
x = 6 e x = 8
Esquecer de multiplicar a equação por -1 e tentar fatorar -x² + 14x - 48, o que confunde os sinais.
A segunda parábola tem duas raízes: uma é o ponto B (primeiro toque) e a outra é o ponto C (segundo toque). Como o gráfico mostra que C está à direita de B, escolhemos a raiz maior.
Por que esta fórmula: Não há fórmula aqui; é uma decisão baseada na ordem dos toques no solo: o primeiro toque é a raiz menor, o segundo é a maior.
Confundir B e C e usar x = 6, o que daria distância diferente.
Agora temos os dois pontos completos: A = (4, 4) e C = (8, 0). A distância entre eles é o comprimento do segmento que os une, calculado pela fórmula da distância, que é o teorema de Pitágoras aplicado às diferenças das coordenadas.
Por que esta fórmula: A fórmula d = √[(x_C - x_A)² + (y_C - y_A)²] é a distância euclidiana no plano: as diferenças nas coordenadas formam os catetos de um triângulo retângulo, e a distância é a hipotenusa.
De onde vem cada valor: = passo 4: 8 · = passo 1: 4 · = passo 4: 0 · = passo 2: 4
Esquecer de elevar ao quadrado as diferenças e somar direto, o que daria √(4 + 4) = √8 ≈ 2,83.
Resposta: d = 4√2 ≈ 5,66, que arredondado é 6 — alternativa E
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