Certas algas, plantas, fungos e alguns animais invertebrados reproduzem-se assexuadamente por brotamento. Nesse processo, um indivíduo forma expansões corporais, os brotos, que depois se separam do genitor e passam a ter vida independente. Algumas algas, plantas e animais invertebrados reproduzem-se assexuadamente por fragmentação: partes que se destacam do corpo do genitor regeneram-se e originam novos indivíduos.
Amabis e Martho. Biologia Moderna, 2016.
Os fenômenos biológicos reprodutivos descritos no excerto
Areduzem a variabilidade genética nas populações ao longo do tempo.
Bpermitem a recombinação gênica e a diferenciação fenotípica nas populações.
Caumentam a sobrevivência das espécies diante das adversidades ambientais.
Dfavorecem a ocorrência direcionada de mutações genéticas nas populações.
Ealteram de forma aleatória a frequência alélica dos genes nas populações.
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GabaritoA — reduzem a variabilidade genética nas populações ao longo do tempo.
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Reprodução assexuada e variabilidade genética
Gabarito: letra A. O brotamento e a fragmentação são formas de reprodução assexuada, que não envolvem a fusão de gametas nem a meiose. Por isso, os descendentes são geneticamente idênticos ao genitor (clones), o que reduz a variabilidade genética nas populações ao longo do tempo. Essa é a consequência evolutiva central desses processos.
A reprodução assexuada é um mecanismo em que um único indivíduo origina descendentes sem a participação de células reprodutivas especializadas (gametas). Os processos citados no excerto — brotamento e fragmentação — são exemplos clássicos. Neles, não há recombinação gênica, que é a troca de material genético entre cromossomos homólogos durante a meiose, nem a união de genomas de dois progenitores. O resultado são organismos geneticamente idênticos ao genitor, salvo mutações espontâneas.
A variabilidade genética é a matéria-prima da evolução: é sobre ela que atuam a seleção natural e a deriva genética. Populações com pouca variabilidade têm menor capacidade de responder a mudanças ambientais, pois há menos combinações genéticas disponíveis para a seleção atuar. Por isso, a reprodução assexuada, embora eficiente em ambientes estáveis (rápida, sem necessidade de parceiro), tende a reduzir a variabilidade genética ao longo das gerações.
A banca explora a confusão entre reprodução assexuada e sexuada: enquanto a sexuada aumenta a variabilidade por recombinação e segregação independente, a assexuada a reduz, pois os clones não introduzem novas combinações alélicas. As alternativas B, C, D e E descrevem consequências típicas da reprodução sexuada ou de processos evolutivos que dependem de variabilidade, não da assexuada.
Reprodução assexuada (brotamento, fragmentação)
1Sem gametas nem meiose
2Descendentes idênticos (clones)
3Reduz variabilidade genética
4Menor adaptação a mudanças ambientais
5Reprodução sexuada
Com gametas e meiose
Recombinação gênica
Aumenta variabilidade genética
Maior adaptação a mudanças ambientais
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O brotamento e a fragmentação geram descendentes geneticamente idênticos ao genitor (clones). Como não há mistura de material genético de dois progenitores nem recombinação, a variabilidade genética da população tende a diminuir ao longo do tempo. Esse é exatamente o efeito descrito na alternativa: "reduzem a variabilidade genética nas populações ao longo do tempo". É a consequência evolutiva correta da reprodução assexuada.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que esses processos "permitem a recombinação gênica e a diferenciação fenotípica". A recombinação gênica é um evento da meiose, que ocorre na reprodução sexuada (na formação de gametas). No brotamento e na fragmentação não há meiose nem fusão de gametas, portanto não há recombinação. A diferenciação fenotípica pode ocorrer por fatores ambientais, mas não é uma consequência direta desses processos.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Diz que "aumentam a sobrevivência das espécies diante das adversidades ambientais". Na verdade, a reprodução assexuada reduz a variabilidade genética, o que torna a população mais vulnerável a mudanças ambientais, pois há menos variação para a seleção natural atuar. A reprodução sexuada, ao gerar variabilidade, é que tende a aumentar a capacidade de adaptação a ambientes adversos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que "favorecem a ocorrência direcionada de mutações genéticas". As mutações são aleatórias e não são direcionadas por nenhum processo reprodutivo. Nem a reprodução assexuada nem a sexuada "favorecem" mutações direcionadas; elas apenas transmitem as mutações que já ocorreram. Além disso, a reprodução assexuada não aumenta a taxa de mutação.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Diz que "alteram de forma aleatória a frequência alélica dos genes nas populações". A alteração aleatória da frequência alélica é a deriva genética, um mecanismo evolutivo que atua em qualquer tipo de reprodução, mas não é uma consequência específica do brotamento ou da fragmentação. A reprodução assexuada, por si só, não altera aleatoriamente as frequências alélicas; ela apenas mantém as combinações genéticas existentes.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca as consequências da reprodução sexuada pelas da assexuada. O candidato que sabe que a sexuada aumenta a variabilidade (recombinação) pode marcar a letra B, mas o brotamento e a fragmentação fazem o oposto: geram clones e reduzem a variabilidade. Fique atento: quando o enunciado cita processos assexuados, a consequência evolutiva correta é sempre a redução da variabilidade genética.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre reprodução, identifique primeiro se o processo é sexuado ou assexuado. Se for assexuado (brotamento, fragmentação, bipartição, esporulação), a consequência é: redução da variabilidade genética e descendentes idênticos ao genitor. Se for sexuado, a consequência é: aumento da variabilidade por recombinação e segregação independente. Essa distinção resolve a maioria das questões de vestibulares e concursos.