A anticoncepção corresponde ao uso de métodos e técnicas com a finalidade de impedir que o relacionamento sexual resulte em gravidez. Os métodos anticoncepcionais podem ser classificados em dois grupos principais: os reversíveis e os definitivos. Dentre os métodos anticoncepcionais, o implante subdérmico está entre os mais eficazes na prevenção de gravidez.
(Marta Finotti. Manual de anticoncepção, 2015. Adaptado.)
O implante subdérmico é classificado como
Areversível e criador de uma barreira física entre espermatozoide e óvulo.
Breversível e inibidor do fenômeno de liberação do óvulo na tuba uterina.
Creversível e indutor do rompimento da membrana que envolve o óvulo.
Ddefinitivo e inativador do movimento flagelar dos espermatozoides.
Edefinitivo e obstrutor da implantação do embrião no endométrio desenvolvido.
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GabaritoB — reversível e inibidor do fenômeno de liberação do óvulo na tuba uterina.
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Métodos anticoncepcionais: implante subdérmico
Gabarito: letra B. O implante subdérmico é um método reversível e age principalmente inibindo a ovulação, ou seja, impedindo a liberação do óvulo pelo ovário — fenômeno que ocorre na tuba uterina. As demais alternativas ou o classificam como definitivo (errado, pois é reversível) ou atribuem mecanismos de ação que não correspondem ao implante.
A anticoncepção é o conjunto de métodos e técnicas usados para impedir que a relação sexual resulte em gravidez. Os métodos se dividem em dois grandes grupos: reversíveis (permitem o retorno da fertilidade após a interrupção do uso) e definitivos (como a laqueadura e a vasectomia, que são procedimentos cirúrgicos de caráter permanente). O implante subdérmico é um bastonete flexível, do tamanho de um palito de fósforo, inserido sob a pele do braço, que libera continuamente um progestágeno (hormônio). Por ser retirável a qualquer momento, com retorno rápido da fertilidade, ele é classificado como reversível.
O principal mecanismo de ação do implante é a supressão da ovulação: o progestágeno age no eixo hipotálamo-hipófise-ovário, inibindo o pico de LH (hormônio luteinizante) e, consequentemente, impedindo a liberação do ovócito secundário pelo ovário. Sem a ovulação, não há óvulo disponível para ser fecundado na tuba uterina. Além disso, o hormônio também torna o muco cervical mais espesso (dificultando a passagem dos espermatozoides) e altera o endométrio (tornando-o desfavorável à implantação), mas esses são efeitos secundários — o efeito primário e mais importante é a inibição da ovulação.
É importante distinguir o implante de outros métodos:
Critério
Implante subdérmico
DIU de cobre
Camisinha
Pílula anticoncepcional
Classificação
Reversível
Reversível
Reversível
Reversível
Mecanismo principal
Inibe a ovulação
Ação espermicida e impede implantação
Barreira física
Inibe a ovulação
Necessidade de procedimento
Inserção sob a pele
Inserção no útero
Uso a cada relação
Uso diário
A pegadinha da questão está em associar o implante a mecanismos de outros métodos: a barreira física é característica da camisinha (masculina e feminina) e do diafragma; a inativação do movimento flagelar é um efeito de espermicidas; a obstrução da implantação é um mecanismo atribuído ao DIU de cobre (embora o implante também altere o endométrio, esse não é seu mecanismo principal). O implante, por sua vez, é um método hormonal que atua primariamente na ovulação.
Guarde a distinção entre os dois eixos da questão: classificação (reversível vs. definitivo) e mecanismo de ação (inibição da ovulação vs. barreira física vs. outros). É exatamente nesses dois critérios que as alternativas se dividem.
Implante subdérmico: Classificação (Reversível, Definitivo); Mecanismo principal (Inibe a ovulação (pico de LH), Sem óvulo na tuba uterina); Efeitos secundários (Muco cervical espesso, Endométrio desfavorável)
Alternativa A — ❌ Incorreta
O implante é reversível, mas não cria barreira física entre espermatozoide e óvulo. Essa é a função dos métodos de barreira, como a camisinha e o diafragma, que impedem fisicamente o encontro dos gametas. O implante atua por via hormonal, não mecânica.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O implante subdérmico é reversível (pode ser retirado, com retorno da fertilidade) e seu principal mecanismo é inibir a ovulação, ou seja, impedir a liberação do óvulo pelo ovário — fenômeno que ocorre na tuba uterina. Sem a ovulação, não há gameta feminino disponível para a fecundação.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O implante não induz o rompimento da membrana que envolve o óvulo. Esse rompimento (da zona pelúcida) é um evento natural da fecundação, mediado por enzimas acrossômicas do espermatozoide, e não é um mecanismo contraceptivo. Além disso, o implante é reversível, não definitivo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O implante é reversível, não definitivo. Métodos definitivos são os cirúrgicos (laqueadura tubária e vasectomia). Além disso, a inativação do movimento flagelar dos espermatozoides é um efeito de espermicidas, não do implante hormonal.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O implante é reversível, não definitivo. Embora o progestágeno altere o endométrio, tornando-o menos receptivo, a obstrução da implantação não é o mecanismo principal do implante — esse é um efeito secundário. O mecanismo primário é a inibição da ovulação. A descrição de "obstrutor da implantação no endométrio desenvolvido" se aproxima mais do DIU de cobre.
NÃO CAIA NESSA!
A banca mistura os dois eixos: classificação (reversível/definitivo) e mecanismo de ação. O candidato que sabe que o implante é reversível elimina D e E, mas pode cair em A ou C se não souber que o mecanismo principal é hormonal (inibição da ovulação), e não físico (barreira) ou químico (rompimento de membrana). Decore: implante = hormonal = inibe ovulação.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de métodos contraceptivos, monte uma tabela mental com: classificação (reversível/definitivo), mecanismo principal e exemplos. Associe cada mecanismo ao método: barreira → camisinha/diafragma; hormonal → pílula/implante/injeção/anel; espermicida → gel/espuma; dispositivo intrauterino → DIU. Assim você elimina distratores rapidamente.