Pular para o conteúdo principal

Questão de Biologia — Geral — VUNESP 2026

BiologiaGeral
Código
vu168039
Banca
VUNESP
Órgão
UNESP
Ano
2026
Cargo
V - - Vest ( )
A figura mostra algumas etapas da replicação do vírus bacteriófago em uma bactéria.   www.nature.com. Adaptado.   Nessa forma de replicação do vírus bacteriófago ocorreImagem associada para resolução da questão
  1. Aa replicação do DNA viral no interior do envoltório nuclear bacteriano.
  2. Ba montagem dos capsídeos virais pelas endonucleases bacterianas.
  3. Ca síntese de proteínas virais no citosol pelos ribossomos bacterianos.
  4. Da ação da transcriptase reversa na tradução dos genes bacterianos.
  5. Ea desativação do capsídeo após este penetrar na bactéria.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — a síntese de proteínas virais no citosol pelos ribossomos bacterianos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ciclo lítico do bacteriófago

Gabarito: letra C. Na replicação do bacteriófago, o DNA viral é injetado na bactéria e passa a comandar a maquinaria celular, incluindo os ribossomos bacterianos, para sintetizar as proteínas virais — é exatamente isso que a alternativa C descreve. O capsídeo do fago permanece do lado de fora da bactéria, e a síntese de proteínas virais ocorre no citosol, utilizando os ribossomos da célula hospedeira.

O bacteriófago (ou fago) é um vírus que infecta bactérias. Seu ciclo reprodutivo é um exemplo clássico de parasitismo intracelular obrigatório: fora da célula hospedeira, o vírus é metabolicamente inerte, mas ao encontrar uma bactéria compatível, ele adere à parede bacteriana por meio de proteínas ligantes na cauda, perfura a parede e injeta apenas seu DNA no citoplasma bacteriano. A cabeça e a cauda do fago permanecem do lado de fora, sem penetrar na célula.

Uma vez dentro, o DNA viral assume o controle do metabolismo bacteriano. Ele usa a maquinaria da bactéria — incluindo os ribossomos, as enzimas e os nucleotídeos — para produzir as proteínas do capsídeo e replicar seu próprio material genético. Esse processo é chamado de ciclo lítico, pois termina com a lise (ruptura) da bactéria, liberando dezenas de novos vírions que podem infectar outras células.

A figura da questão ilustra as etapas desse ciclo: adesão, penetração (injeção do DNA), síntese dos componentes virais, maturação (montagem dos novos vírus) e liberação. O ponto central é que o vírus não possui ribossomos próprios — ele depende inteiramente dos ribossomos da célula hospedeira para traduzir seu RNA mensageiro em proteínas. Essa é a razão pela qual os vírus são considerados parasitas intracelulares obrigatórios.

A pegadinha da questão está em confundir o papel das estruturas virais e bacterianas. O capsídeo é a estrutura proteica que envolve o ácido nucleico viral — ele não é desativado após penetrar na bactéria, pois nem chega a penetrar: fica do lado de fora. A transcriptase reversa é uma enzima típica de retrovírus (como o HIV), que transcreve RNA em DNA — não tem relação com o ciclo do bacteriófago, que é um vírus de DNA. E a montagem dos capsídeos é feita pelas proteínas virais recém-sintetizadas, não por endonucleases bacterianas.

Guarde a fronteira entre o que é do vírus e o que é da bactéria: o vírus fornece o material genético (DNA), e a bactéria fornece a maquinaria de síntese (ribossomos, enzimas, energia). É exatamente nessa divisão de trabalho que as alternativas se separam.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A replicação do DNA viral não ocorre no interior do envoltório nuclear bacteriano, pois bactérias são células procarióticas e não possuem núcleo organizado nem envoltório nuclear. O DNA bacteriano fica no nucleoide, uma região do citoplasma sem membrana. O DNA viral é injetado diretamente no citoplasma bacteriano, onde se replica.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A montagem dos capsídeos virais não é feita por endonucleases bacterianas. As endonucleases são enzimas que cortam ácidos nucleicos, não proteínas estruturais. A montagem do capsídeo ocorre pela auto-organização das proteínas do capsídeo, que foram sintetizadas pelos ribossomos bacterianos sob comando do DNA viral. O vírus sequestra a maquinaria de síntese proteica da bactéria, mas a montagem das subunidades do capsídeo é um processo espontâneo, guiado pelas propriedades das próprias proteínas.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A síntese de proteínas virais ocorre no citosol, utilizando os ribossomos bacterianos. O vírus não possui ribossomos próprios — ele depende inteiramente da maquinaria de tradução da célula hospedeira. O DNA viral é transcrito em RNA mensageiro, que é traduzido pelos ribossomos bacterianos em proteínas do capsídeo e enzimas virais. Esse é o ponto central do parasitismo intracelular obrigatório: o vírus fornece a informação genética, e a bactéria fornece a maquinaria de síntese.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A transcriptase reversa é uma enzima típica de retrovírus (como o HIV), que transcreve RNA em DNA. O bacteriófago é um vírus de DNA, e seu ciclo não envolve transcriptase reversa. Além disso, a transcriptase reversa atua na transcrição reversa, não na tradução de genes bacterianos. A alternativa mistura conceitos de retrovírus com o ciclo do fago, que é completamente diferente.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O capsídeo não é desativado após penetrar na bactéria, pois nem chega a penetrar. No ciclo do bacteriófago, apenas o DNA viral é injetado na bactéria; a cabeça e a cauda do fago permanecem aderidas à parede bacteriana do lado de fora. O capsídeo é a estrutura que protege o ácido nucleico viral e permite a adesão à célula hospedeira — ele não tem função de ser "desativado" após a penetração.

Gabarito: letra C

Link permanente: /questoes/vu168039