Questão de Biologia — Geral — VUNESP 2026
- Código
- vu168046
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- UNIVESP
- Ano
- 2026
- Cargo
- Vest ( )

- Apossui mitocôndrias.
- Bé acelular.
- Cé isento de proteínas.
- Dpossui metabolismo próprio.
- Eé unicelular.

GabaritoB — é acelular.
Gabarito: letra B. O microrganismo descrito — cabeça icosaédrica, cauda contrátil e fibras de fixação — é um bacteriófago, um tipo de vírus. A característica central que define os vírus é serem acelulares: não possuem organização celular, não têm metabolismo próprio e são parasitas intracelulares obrigatórios. A alternativa B é a única que expressa corretamente essa natureza.
Os vírus são entidades biológicas fascinantes e, ao mesmo tempo, um dos maiores desafios conceituais para estudantes de biologia. Eles não se encaixam perfeitamente na definição clássica de ser vivo, pois não possuem células, não realizam metabolismo próprio e só conseguem se reproduzir no interior de células hospedeiras. Essa estrutura "de robô" ou "nave espacial" descrita no enunciado é típica dos bacteriófagos — vírus que infectam bactérias — e é composta por uma cabeça (capsídeo) que abriga o material genético (DNA ou RNA), uma cauda contrátil e fibras caudais que servem para se fixar à superfície bacteriana.
A principal distinção que a questão explora é entre vírus e células (procarióticas ou eucarióticas). Enquanto bactérias, protozoários, fungos e todos os demais organismos celulares possuem membrana plasmática, citoplasma, ribossomos e metabolismo próprio, os vírus são acelulares — não possuem nenhuma dessas estruturas. Eles são essencialmente material genético envolvido por uma cápsula proteica (capsídeo), e em alguns casos, como nos bacteriófagos, apresentam estruturas adicionais como a cauda.
A banca explora exatamente essa confusão: o aluno que não domina a diferença entre vírus e célula pode ser tentado a marcar alternativas que atribuem aos vírus características celulares, como "possui mitocôndrias" ou "possui metabolismo próprio". A pegadinha está em reconhecer que, apesar de serem estudados pela microbiologia, os vírus não são células e, portanto, não possuem organelas nem metabolismo.
Para fixar: a característica que define um vírus é a acelularidade. Tudo o que for atribuído a eles que dependa de estrutura celular (mitocôndrias, ribossomos, metabolismo, unicelularidade) está errado. A alternativa B é a única que captura essa essência.
A alternativa afirma que o microrganismo "possui mitocôndrias". Isso é falso porque os vírus não possuem organelas celulares, incluindo mitocôndrias. As mitocôndrias são organelas presentes em células eucarióticas (e, em versões simplificadas, em algumas células procarióticas), responsáveis pela respiração celular. Como os vírus são acelulares, não têm mitocôndrias nem qualquer outra organela. A banca tenta confundir o aluno que sabe que mitocôndrias são importantes para a célula, mas esquece que vírus não são células.
A alternativa B está correta porque os vírus são acelulares, ou seja, não possuem organização celular. Eles não têm membrana plasmática, citoplasma, organelas ou metabolismo próprio. Essa é a característica fundamental que os distingue de todos os organismos celulares. O bacteriófago descrito no enunciado é um exemplo clássico de vírus, e sua estrutura — cabeça icosaédrica, cauda contrátil e fibras — é puramente proteica e genética, sem qualquer componente celular.
A alternativa afirma que o microrganismo "é isento de proteínas". Isso é falso porque os vírus possuem proteínas — na verdade, o capsídeo (a "cabeça" e a "cauda") é formado por proteínas. As proteínas virais são essenciais para a estrutura do vírus e para a infecção da célula hospedeira. A banca inverte o conceito: o vírus é rico em proteínas estruturais, não isento delas.
A alternativa afirma que o microrganismo "possui metabolismo próprio". Isso é falso porque os vírus não possuem metabolismo próprio — eles não realizam reações químicas para obter energia ou sintetizar moléculas. São parasitas intracelulares obrigatórios: dependem completamente da maquinaria metabólica da célula hospedeira para se replicar. A alternativa tenta confundir o aluno que sabe que os vírus "usam" a célula hospedeira, mas não percebe que isso não significa ter metabolismo próprio.
A alternativa afirma que o microrganismo "é unicelular". Isso é falso porque os vírus não são células, portanto não podem ser unicelulares. O termo "unicelular" se aplica a organismos formados por uma única célula, como bactérias, protozoários e algumas algas. Os vírus são acelulares, ou seja, não possuem estrutura celular alguma. A banca explora a confusão entre "ser pequeno" e "ser unicelular" — vírus são menores que a maioria das células, mas isso não os torna células.
A banca adora atribuir características celulares aos vírus para confundir. Aqui, as alternativas A, D e E fazem exatamente isso: mitocôndrias, metabolismo próprio e unicelularidade são propriedades de células, não de vírus. A alternativa C inverte o conceito ao dizer que o vírus é "isento de proteínas", quando na verdade o capsídeo é proteico. A chave é lembrar: vírus = acelular. Se a alternativa atribuir qualquer estrutura ou função celular, está errada. Com treino, você enxerga essas armadilhas de longe 💪.
Para questões sobre vírus, monte um checklist mental: (1) são acelulares; (2) não têm metabolismo próprio; (3) são parasitas intracelulares obrigatórios; (4) possuem material genético (DNA ou RNA) e capsídeo proteico. Se a alternativa contrariar qualquer um desses pontos, elimine-a. Essa estrutura de pensamento resolve a maioria das questões de microbiologia sobre vírus.
Gabarito: letra B
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