Questão de Biologia — Geral — VUNESP 2026
- Código
- vu168055
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- UniCEUB
- Ano
- 2026
- Cargo
- Vest Med ( )
- A10%.
- B75%.
- C50%.
- D25%.
- E12,5%.
GabaritoD — 25%.
Gabarito: letra D — a conta chega a 25% — alternativa D.
O tipo sanguíneo é definido por dois sistemas independentes: o ABO e o Rh. No sistema ABO, os alelos IA e IB são codominantes entre si e dominantes sobre o alelo i; o genótipo IAIA ou IAi resulta em sangue A, IBIB ou IBi em B, IAIB em AB e ii em O. No sistema Rh, o alelo D é dominante e determina o fator Rh+ (genótipos DD ou Dd), enquanto o alelo recessivo d só expressa Rh– no genótipo dd.
Como os genes do sistema ABO e do Rh estão em cromossomos diferentes, eles segregam de forma independente. Por isso, a probabilidade de uma criança ter um fenótipo combinado (como A+) é o produto das probabilidades de cada sistema separadamente: P(A+) = P(A) × P(Rh+). Cada progenitor contribui com um alelo de cada sistema, e a chance de transmitir um alelo específico depende do genótipo do progenitor.
Esta questão exige deduzir o genótipo de Maria no sistema Rh a partir dos genótipos de seus pais, pois ela é Rh+ mas seu pai é A+ e sua mãe é O–. Essa informação é crucial para calcular a probabilidade de a criança ser Rh+.
João: tipo sanguíneo AB–
Maria: tipo sanguíneo O+
Pais de Maria: Joaquim (A+) e Lourdes (O–)
O que queremos: a probabilidade de o casal ter uma criança com tipo sanguíneo A+
Para calcular a probabilidade de herança, precisamos saber quais alelos cada pai pode transmitir. João tem sangue AB–, o que define exatamente seu genótipo nos dois sistemas.
Por que esta fórmula: O fenótipo AB corresponde ao genótipo IAIB, pois os alelos IA e IB são codominantes. O fenótipo Rh– só ocorre com genótipo dd, pois o alelo D é dominante. Portanto, João é IAIB dd.
Achar que João poderia ser IAIA ou IBIB, mas o tipo AB só existe com os dois alelos diferentes.
Maria tem sangue O, o que no sistema ABO só ocorre com genótipo ii, pois o alelo i é recessivo. Isso é direto, sem precisar dos pais.
Por que esta fórmula: O fenótipo O é sempre ii, pois qualquer alelo IA ou IB dominante mudaria o tipo para A, B ou AB.
Pensar que Maria poderia ser IAi ou IBi, mas o tipo O exclui esses alelos.
Maria é Rh+, então ela pode ser DD ou Dd. Para saber qual, usamos os genótipos de seus pais: Joaquim (A+) e Lourdes (O–). Lourdes é O–, logo é ii dd, e só pode transmitir o alelo d. Maria, sendo Rh+, recebeu o alelo D de Joaquim, pois Lourdes não tem D. Como Maria é Rh+, ela tem pelo menos um D, e como recebeu d de Lourdes, seu genótipo é Dd.
Por que esta fórmula: O alelo D é dominante, então para ser Rh+ basta ter um D. Como Lourdes é dd, ela só doa d; logo, o D de Maria veio de Joaquim. Maria recebeu um d de Lourdes, então é heterozigota Dd.
Assumir que Maria poderia ser DD sem considerar a mãe O–, o que mudaria a probabilidade de Rh+ para 100%.
Agora que sabemos os genótipos dos pais, podemos calcular a probabilidade de cada característica separadamente. Para o sistema ABO, João doa IA ou IB com 50% de chance cada, e Maria doa i sempre. A criança será tipo A se receber IA de João e i de Maria.
Por que esta fórmula: A probabilidade de um evento composto é o produto das probabilidades dos eventos independentes. Aqui, a chance de João doar IA é 1/2 e a de Maria doar i é 1 (certa), então P(A) = 1/2 × 1 = 1/2.
De onde vem cada valor: = passo 1: João tem genótipo IAIB, então metade dos gametas tem IA · = passo 2: Maria tem genótipo ii, então todos os gametas têm i
Esquecer que João também pode doar IB, mas isso não afeta a probabilidade de A, pois só o IA interessa.
Para o sistema Rh, João doa d sempre (genótipo dd), e Maria doa D ou d com 50% de chance cada (genótipo Dd). A criança será Rh+ se receber D de Maria, pois o d de João não determina Rh+.
Por que esta fórmula: A probabilidade de a criança ser Rh+ é a chance de Maria transmitir o alelo D, que é 1/2, pois ela é heterozigota Dd.
De onde vem cada valor: = passo 3: Maria tem genótipo Dd, então metade dos gametas tem D
Achar que por ser Rh+ Maria é DD, o que daria 100% de chance, mas a análise dos pais mostra que ela é Dd.
Como os sistemas ABO e Rh estão em cromossomos diferentes, a herança de um não interfere no outro. Portanto, a probabilidade de a criança ser A+ é o produto das probabilidades calculadas nos passos 4 e 5.
Por que esta fórmula: Para eventos independentes, a probabilidade conjunta é o produto das probabilidades individuais: P(A+) = P(A) × P(Rh+).
De onde vem cada valor: = passo 4: 1/2 · = passo 5: 1/2
Somar as probabilidades em vez de multiplicar, o que daria 100% e não faz sentido.
Resposta: 25% — alternativa D
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