Em determinado experimento para testar a ação de um hormônio vegetal X, foram utilizadas três plantas jovens de feijão, 1, 2 e 3. A planta 1 foi mantida intacta, a planta 2 teve o ápice caulinar removido e a planta 3 teve o ápice caulinar removido, e, em seu lugar, foi afixado um pequeno bloco de ágar contendo o hormônio vegetal X logo após a remoção. As três plantas foram observadas quanto ao desenvolvimento de brotos laterais por dez dias e os resultados estão apresentados no quadro.
Planta 1
Planta 2
Planta 3
Brotos laterais
Permaneceram inalterados
Cresceram ramos laterais
Permaneceram inalterados
De acordo com os resultados obtidos, verifica-se que o hormônio vegetal X é
Auma giberelina.
Bo etileno.
Cuma auxina.
Duma citocinina.
Eo ácido abscísico.
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GabaritoC — uma auxina.
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Dominância apical e o papel das auxinas
Gabarito: letra C. O hormônio vegetal X é uma auxina, pois o experimento demonstra o fenômeno da dominância apical: o ápice caulinar produz auxina, que inibe o desenvolvimento das gemas laterais; ao remover o ápice (planta 2), a inibição cessa e os ramos laterais crescem; ao repor a auxina via ágar (planta 3), a inibição é restabelecida e os brotos permanecem inalterados. Esse é o papel clássico da auxina, descrito na fisiologia vegetal.
A dominância apical é um dos efeitos mais conhecidos das auxinas, hormônios vegetais produzidos principalmente no ápice caulinar e nas folhas jovens. A auxina é transportada de forma polar, do ápice para a base, e, ao chegar às gemas laterais, inibe seu desenvolvimento. Quando o ápice é removido, a fonte de auxina desaparece e as gemas laterais são liberadas da inibição, passando a crescer e formar ramos laterais. No experimento, a planta 2 (ápice removido) desenvolveu ramos laterais, confirmando essa liberação. Já na planta 3, a reposição do hormônio via bloco de ágar mimetizou a presença do ápice, mantendo a inibição e impedindo o crescimento dos brotos laterais. Esse resultado é a prova experimental clássica da dominância apical mediada por auxina.
As auxinas também atuam no alongamento celular, no fototropismo, no geotropismo e no desenvolvimento de frutos. A principal auxina natural é o ácido indolacético (AIA). No contexto do experimento, o hormônio X não poderia ser outro: as citocininas, por exemplo, estimulam a divisão celular e o desenvolvimento das gemas laterais, mas não são produzidas no ápice caulinar com efeito inibitório sobre elas; pelo contrário, as citocininas promovem o crescimento das gemas laterais. As giberelinas estimulam o alongamento do caule e a germinação, mas não têm esse papel na dominância apical. O etileno atua no amadurecimento de frutos e na abscisão foliar, e o ácido abscísico inibe o crescimento e promove dormência, mas nenhum deles explica o padrão observado.
A pegadinha da questão está em associar o experimento a outro hormônio, como a citocinina, que também está relacionada ao desenvolvimento de gemas laterais. No entanto, a citocinina atua de forma oposta: ela estimula o crescimento das gemas laterais, enquanto a auxina as inibe. O experimento mostra exatamente o efeito inibitório da auxina, que é restabelecido na planta 3. Portanto, o hormônio X é a auxina.
Guarde a relação: ápice caulinar → produção de auxina → inibição das gemas laterais. É esse o critério que separa a alternativa correta das demais.
As giberelinas são hormônios que estimulam o alongamento do caule, a germinação de sementes e o desenvolvimento de frutos (partenocarpia). Elas não estão envolvidas na dominância apical nem na inibição das gemas laterais. O experimento não mostra nenhum efeito típico de giberelina, como alongamento celular ou germinação.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O etileno é um hormônio gasoso que induz o amadurecimento de frutos e a abscisão (queda) de folhas. Não tem relação com a inibição do desenvolvimento de gemas laterais. O padrão observado no experimento — liberação dos brotos laterais após remoção do ápice e inibição com reposição do hormônio — não corresponde a nenhuma função do etileno.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A auxina é o hormônio responsável pela dominância apical: produzida no ápice caulinar, ela inibe o desenvolvimento das gemas laterais. No experimento, a planta 2 (ápice removido) desenvolveu ramos laterais porque a fonte de auxina foi eliminada; a planta 3 (com ágar contendo auxina) permaneceu com os brotos inalterados porque a auxina foi reposta, restabelecendo a inibição. Esse é o resultado clássico que identifica a auxina.
Alternativa D — ❌ Incorreta
As citocininas estimulam a divisão celular e o desenvolvimento das gemas laterais, ou seja, têm efeito oposto ao observado no experimento. Se o hormônio X fosse citocinina, a planta 3 (com o hormônio aplicado) teria apresentado crescimento de ramos laterais, e não a inibição observada. Portanto, a citocinina não explica os resultados.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O ácido abscísico (ABA) inibe o crescimento, promove a dormência de gemas e sementes, induz o envelhecimento e provoca o fechamento dos estômatos. Embora tenha efeito inibitório, ele não é produzido no ápice caulinar nem atua na dominância apical. O experimento não mostra dormência nem fechamento estomático, mas sim a liberação de gemas laterais pela remoção do ápice, o que é característico da auxina.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre auxina e citocinina, pois ambas estão relacionadas às gemas laterais. Lembre-se: a auxina inibe o desenvolvimento das gemas laterais (dominância apical), enquanto a citocinina estimula esse desenvolvimento. No experimento, o hormônio X inibe os brotos laterais quando presente (planta 3), logo é auxina.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de hormônios vegetais, monte uma tabela mental com as principais funções: auxina (alongamento, dominância apical, fototropismo), citocinina (divisão celular, desenvolvimento de gemas), giberelina (alongamento do caule, germinação), etileno (amadurecimento de frutos, abscisão) e ácido abscísico (dormência, fechamento estomático). Isso resolve a maioria das questões de fisiologia vegetal.