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Questão de Raciocínio Lógico — Argumentos - Métodos Decorrentes da Tabela Verdade — VUNESP 2026

Raciocínio LógicoArgumentos - Métodos Decorrentes da Tabela Verdade
Código
vu169053
Banca
VUNESP
Órgão
Rio Preto Prev
Ano
2026
Cargo
Ana Prev (RP Prev)

Observe as seguintes quatro afirmações verdadeiras sobre amigos e o país que desejam ou não visitar:

 

• Fátima quer ir à Noruega ou Hugo quer ver o Japão.

• Hugo não quer ver o Japão ou Gerson prefere a Espanha.

• Júlia escolheu a Argentina ou Fátima não quer ir à Noruega.

• Gerson não prefere a Espanha.

 

A partir dessas informações, é logicamente correto afirmar que

  1. AHugo quer ver o Japão e Gerson não prefere a Espanha.
  2. BGerson não prefere a Espanha e Júlia não escolheu a Argentina.
  3. CFátima quer ir à Noruega e Júlia escolheu a Argentina.
  4. DHugo não quer ver o Japão e Fátima não quer ir à Noruega.
  5. EJúlia não escolheu a Argentina e Fátima quer ir à Noruega.
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GabaritoC — Fátima quer ir à Noruega e Júlia escolheu a Argentina.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Lógica de Argumentação: Métodos Decorrentes da Tabela-Verdade

Gabarito: letra C. A premissa simples "Gerson não prefere a Espanha" (verdadeira) é a chave: aplicando-a na disjunção "Hugo não quer ver o Japão ou Gerson prefere a Espanha", conclui-se que Hugo não quer ver o Japão; isso, na disjunção "Fátima quer ir à Noruega ou Hugo quer ver o Japão", força a conclusão de que Fátima quer ir à Noruega; e, por fim, na disjunção "Júlia escolheu a Argentina ou Fátima não quer ir à Noruega", conclui-se que Júlia escolheu a Argentina. A alternativa C reúne exatamente as duas conclusões finais: Fátima quer ir à Noruega e Júlia escolheu a Argentina.

O método aqui é o da premissa simples: quando uma das premissas é uma proposição simples (ou uma conjunção), partimos dela como verdadeira e vamos "alimentando" as demais premissas, que são disjunções inclusivas (conectivo "ou"). A disjunção inclusiva é verdadeira quando pelo menos um dos seus termos é verdadeiro; ela só é falsa quando ambos os termos são falsos. Portanto, se sabemos que um dos termos de uma disjunção verdadeira é falso, o outro termo necessariamente é verdadeiro — é essa a engrenagem que move toda a resolução.

Vamos traduzir as proposições para símbolos e aplicar o método passo a passo:

  • F = "Fátima quer ir à Noruega"

  • H = "Hugo quer ver o Japão"

  • G = "Gerson prefere a Espanha"

  • J = "Júlia escolheu a Argentina"

As premissas são:

  1. F ∨ H (Fátima quer ir à Noruega ou Hugo quer ver o Japão)

  2. ¬H ∨ G (Hugo não quer ver o Japão ou Gerson prefere a Espanha)

  3. J ∨ ¬F (Júlia escolheu a Argentina ou Fátima não quer ir à Noruega)

  4. ¬G (Gerson não prefere a Espanha) — premissa simples

Passo 1: Da premissa 4, sabemos que ¬G é verdadeiro, logo G é falso.

Passo 2: Na premissa 2 (¬H ∨ G), como G é falso, para a disjunção ser verdadeira, ¬H deve ser verdadeiro. Logo, H é falso (Hugo não quer ver o Japão).

Passo 3: Na premissa 1 (F ∨ H), como H é falso, para a disjunção ser verdadeira, F deve ser verdadeiro (Fátima quer ir à Noruega).

Passo 4: Na premissa 3 (J ∨ ¬F), como F é verdadeiro, ¬F é falso. Para a disjunção ser verdadeira, J deve ser verdadeiro (Júlia escolheu a Argentina).

Conclusões finais: F é verdadeiro (Fátima quer ir à Noruega) e J é verdadeiro (Júlia escolheu a Argentina). A alternativa C é a única que afirma exatamente essas duas proposições.

A pegadinha clássica da banca é inverter os valores lógicos nas alternativas, testando se o candidato aplica corretamente a regra da disjunção. Por exemplo, a alternativa A afirma "Hugo quer ver o Japão", mas concluímos exatamente o oposto. A alternativa D afirma "Hugo não quer ver o Japão e Fátima não quer ir à Noruega" — acerta a primeira parte, mas erra a segunda, pois Fátima quer ir à Noruega. A alternativa E inverte a conclusão sobre Júlia. A alternativa B erra ao afirmar que Júlia não escolheu a Argentina.

Guarde o critério decisivo: numa disjunção inclusiva verdadeira, se um termo é falso, o outro é necessariamente verdadeiro. É essa regra que, aplicada em cadeia a partir da premissa simples, resolve a questão inteira.

Passo

Premissa usada

Valor conhecido

Conclusão lógica

Resultado

1

¬G (premissa 4)

¬G = V

G = F

G = F

2

¬H ∨ G (premissa 2)

G = F

¬H = V

H = F

3

F ∨ H (premissa 1)

H = F

F = V

F = V

4

J ∨ ¬F (premissa 3)

¬F = F

J = V

J = V

  1. 1¬G é verdadeiro (premissa simples)
  2. 2¬H ∨ G → ¬H verdadeiro
  3. 3F ∨ H → F verdadeiro
  4. 4J ∨ ¬F → J verdadeiro
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que "Hugo quer ver o Japão e Gerson não prefere a Espanha". A segunda parte está correta (Gerson não prefere a Espanha), mas a primeira está invertida: concluímos que Hugo não quer ver o Japão. Como a premissa 2 (¬H ∨ G) é verdadeira e G é falso, ¬H deve ser verdadeiro, logo H é falso. A alternativa mistura uma conclusão verdadeira com uma falsa, o que a torna incorreta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que "Gerson não prefere a Espanha e Júlia não escolheu a Argentina". A primeira parte está correta, mas a segunda está invertida: concluímos que Júlia escolheu a Argentina. Como a premissa 3 (J ∨ ¬F) é verdadeira e ¬F é falso (pois F é verdadeiro), J deve ser verdadeiro. A alternativa erra justamente na conclusão sobre Júlia.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma que "Fátima quer ir à Noruega e Júlia escolheu a Argentina". Exatamente as duas conclusões finais do encadeamento: F é verdadeiro (passo 3) e J é verdadeiro (passo 4). É a única alternativa que reúne duas proposições verdadeiras derivadas das premissas.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que "Hugo não quer ver o Japão e Fátima não quer ir à Noruega". A primeira parte está correta (H é falso), mas a segunda está invertida: concluímos que Fátima quer ir à Noruega. Como a premissa 1 (F ∨ H) é verdadeira e H é falso, F deve ser verdadeiro. A alternativa acerta Hugo, mas erra Fátima.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que "Júlia não escolheu a Argentina e Fátima quer ir à Noruega". A segunda parte está correta (F é verdadeiro), mas a primeira está invertida: concluímos que Júlia escolheu a Argentina. Como a premissa 3 (J ∨ ¬F) é verdadeira e ¬F é falso, J deve ser verdadeiro. A alternativa erra justamente na conclusão sobre Júlia.

Gabarito: letra C

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