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Questão de Banco de Dados — Conceitos e Fundamentos de Modelo Relacional — VUNESP 2026

Banco de DadosConceitos e Fundamentos de Modelo Relacional
Código
vu169320
Banca
VUNESP
Órgão
Rio Preto Prev
Ano
2026
Cargo
Ana Prev (RP Prev)

Considerando o modelo relacional de bancos de dados, sua estrutura básica é composta por tabelas, as quais são formadas por atributos, sendo correto afirmar que

  1. Atodas as tabelas de um mesmo banco de dados devem possuir o mesmo número de atributos.
  2. Bcada tabela do banco de dados deve ter definido um limite para a quantidade de valores nulos.
  3. Ccada tabela do banco de dados deve possuir pelo menos duas chaves primárias.
  4. Do conjunto de valores permitidos para cada atributo recebe a denominação de domínio.
  5. Euma mesma tabela de um banco de dados deve ter todos seus atributos como sendo do mesmo tipo (por exemplo, todos atributos devem ser do tipo numérico).
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — o conjunto de valores permitidos para cada atributo recebe a denominação de domínio.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Modelo relacional: estrutura básica e o conceito de domínio

Gabarito: letra D. No modelo relacional, cada atributo (coluna) de uma tabela possui um domínio, que é o conjunto de valores permitidos para aquele atributo — é exatamente o que afirma a alternativa D. As demais alternativas distorcem conceitos fundamentais do modelo: tabelas não precisam ter o mesmo número de atributos, não há limite obrigatório de valores nulos, não se exige mais de uma chave primária e os atributos de uma tabela podem (e normalmente devem) ser de tipos diferentes.

O modelo relacional, criado por Edgar Frank Codd em 1970, representa os dados como relações (tabelas), que são compostas por tuplas (linhas) e atributos (colunas). Cada atributo é definido sobre um domínio, que nada mais é do que o conjunto de valores atômicos que aquele atributo pode assumir. Por exemplo, um atributo idade pode ter como domínio os números inteiros entre 0 e 150; um atributo sexo pode ter como domínio os valores 'M' e 'F'. O domínio é uma restrição de integridade fundamental: garante que os valores armazenados sejam semanticamente válidos.

A estrutura de uma tabela é flexível: cada tabela pode ter um número diferente de atributos, e cada atributo pode ser de um tipo diferente (numérico, texto, data, etc.). Não há regra que obrigue todas as tabelas de um banco a terem a mesma quantidade de colunas, nem que todas as colunas sejam do mesmo tipo. Também não existe a obrigação de definir um limite para valores nulos — na verdade, o modelo relacional trata os nulos de forma sistemática (Regra 3 de Codd), mas não impõe um limite quantitativo.

Quanto às chaves, o modelo relacional exige que cada tabela tenha uma chave primária (que pode ser simples ou composta), responsável por identificar unicamente cada tupla. Não há previsão de "pelo menos duas chaves primárias" — isso seria uma violação do próprio conceito de chave primária, que é única por definição.

A pegadinha desta questão está em confundir domínio com outros conceitos, como tipo de dado ou restrição de nulidade. O domínio é um conceito mais amplo: ele define o conjunto de valores possíveis, não apenas o tipo. Por exemplo, o domínio de um atributo estado_civil pode ser o conjunto {'solteiro', 'casado', 'divorciado', 'viúvo'} — isso vai além do tipo string.

Guarde a definição exata: domínio = conjunto de valores permitidos para um atributo. É essa a fronteira que separa a alternativa correta das demais.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que todas as tabelas de um mesmo banco devem possuir o mesmo número de atributos. Isso é falso: cada tabela modela uma entidade diferente e, portanto, pode (e deve) ter uma quantidade própria de colunas. Não há nenhuma regra no modelo relacional que imponha uniformidade no número de atributos entre tabelas distintas.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que cada tabela deve ter definido um limite para a quantidade de valores nulos. Não existe tal exigência. O modelo relacional trata os valores nulos de forma sistemática (Regra 3 de Codd), mas não impõe um limite quantitativo de nulos por tabela. A restrição de nulidade é definida por atributo (NOT NULL), não por tabela, e mesmo assim não há um "limite" numérico.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que cada tabela deve possuir pelo menos duas chaves primárias. Isso é um absurdo conceitual: a chave primária é, por definição, única para cada tabela. Ela pode ser simples (um atributo) ou composta (vários atributos), mas nunca pode haver duas chaves primárias na mesma tabela. O que pode existir são várias chaves candidatas, das quais apenas uma é escolhida como primária.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a definição correta de domínio: o conjunto de valores permitidos para cada atributo. O domínio é uma restrição de integridade que garante que os valores armazenados em uma coluna sejam semanticamente válidos. Por exemplo, um atributo idade pode ter como domínio os inteiros de 0 a 150; um atributo sexo pode ter como domínio {'M', 'F'}. É um conceito central do modelo relacional, presente desde a definição original de Codd.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Diz que uma mesma tabela deve ter todos os atributos do mesmo tipo (por exemplo, todos numéricos). Isso é falso: uma tabela pode (e normalmente deve) ter atributos de tipos variados — um id numérico, um nome textual, uma data_nascimento do tipo data, etc. A heterogeneidade de tipos é a regra, não a exceção.

Gabarito: letra D — o domínio é o conjunto de valores permitidos para cada atributo.

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