Questão de Sistemas Operacionais — Geral — VUNESP 2026
Sistemas Operacionais›Geral
Código
vu169447
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Tremembé
Ano
2026
Cargo
TInf ( )
No sistema operacional Linux, é comum o uso do serviço cron para agendar a execução automática de scripts de backup em dias e horários pré-determinados. Considere o seguinte shell script que tem a finalidade de efetuar um backup. #!/bin/bash b="/home /root" t="/mnt/folder" d=$(date +%A) h=$(hostname -s) a="$h-$d.tgz" tar czf $t/$a $b Com base nas informações apresentadas, é possível concluir que o
Abackup é realizado uma vez por semana.
Bscript realiza o backup do conteúdo da pasta /mnt/folder.
Cscript realiza o backup do conteúdo das pastas pessoais dos usuários.
Dbackup é realizado diariamente.
Ebackup é realizado de forma incremental a cada execução do script.
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GabaritoC — script realiza o backup do conteúdo das pastas pessoais dos usuários.
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Backup no Linux: entendendo o script e o papel do cron
Gabarito: letra C. O script realiza o backup do conteúdo das pastas pessoais dos usuários, pois a variável b recebe os caminhos /home e /root, que são justamente os diretórios que contêm os dados pessoais dos usuários no Linux. A alternativa C é a única que descreve corretamente o que o script faz, enquanto as demais ou se referem à frequência de execução (que depende do agendamento no cron, não do script em si) ou confundem o diretório de origem com o de destino.
O script apresentado é um exemplo clássico de automação de backup em sistemas Linux. Vamos entender cada linha para compreender o que ele realmente faz:
#!/bin/bash — indica que o script será interpretado pelo Bash.
b="/home /root" — define a variável b com os caminhos dos diretórios que serão copiados (origem do backup).
t="/mnt/folder" — define a variável t com o diretório de destino do backup.
d=$(date +%A) — captura o dia da semana em formato textual (ex.: Monday, Tuesday).
h=$(hostname -s) — captura o nome curto do host.
a="$h-$d.tgz" — monta o nome do arquivo de backup, combinando hostname e dia da semana.
tar czf $t/$a $b — executa o comando tar com as opções c (criar), z (compactar com gzip) e f (especificar o arquivo de saída), gerando o arquivo compactado no destino.
O comando tar é a ferramenta central aqui. Ele empacota e compacta os diretórios listados em b (origem) e salva o resultado no caminho indicado em t (destino). Portanto, o script copia o conteúdo de /home e /root para /mnt/folder, criando um arquivo .tgz com nome baseado no host e no dia da semana.
A frequência de execução (diária, semanal, etc.) não é definida pelo script, mas sim pelo agendamento no cron. O cron é um serviço que executa comandos em intervalos pré-determinados, configurados no arquivo crontab. O script apenas define o que será feito; quando será feito é responsabilidade do agendamento. Por isso, as alternativas que falam em "uma vez por semana" ou "diariamente" não podem ser concluídas apenas com base no script — elas dependem da configuração do cron, que não foi fornecida.
Outro ponto importante é a distinção entre backup completo e incremental. O script usa tar czf, que cria um arquivo compactado com todo o conteúdo dos diretórios de origem a cada execução. Isso caracteriza um backup completo, não incremental. Um backup incremental copiaria apenas os arquivos modificados desde o último backup, o que exigiria opções como -g (com arquivo de snapshot) ou o uso de ferramentas como rsync.
A pegadinha desta questão está em confundir o diretório de origem com o de destino. O script copia de/home e /rootpara/mnt/folder. A alternativa B inverte essa lógica, afirmando que o backup é do conteúdo de /mnt/folder, quando na verdade esse é o destino. Além disso, a alternativa A e D tentam induzir o candidato a inferir a frequência a partir do script, o que não é possível sem o agendamento do cron.
Guarde o critério decisivo: a origem do backup é definida pela variável b (diretórios a copiar), e o destino pela variável t (onde salvar). É exatamente nessa distinção que as alternativas se dividem.
1Definir origem (b)
2Definir destino (t)
3Gerar nome do arquivo
4Executar tar czf
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o backup é realizado uma vez por semana. O script não contém nenhuma informação sobre a frequência de execução. Essa frequência é determinada pelo agendamento no cron, que não foi fornecido no enunciado. Portanto, não é possível concluir que seja semanal.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que o script realiza o backup do conteúdo da pasta /mnt/folder. Isso está invertido: /mnt/folder é o destino do backup (onde o arquivo .tgz é salvo), não a origem. A origem são os diretórios /home e /root, definidos na variável b.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O script realiza o backup do conteúdo das pastas pessoais dos usuários. No Linux, /home é o diretório que contém as pastas pessoais de todos os usuários comuns, e /root é a pasta pessoal do superusuário (root). Portanto, a variável b aponta exatamente para esses diretórios, e o comando tar copia seu conteúdo para o destino. Esta é a descrição correta do que o script faz.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que o backup é realizado diariamente. Assim como a alternativa A, essa informação não pode ser extraída do script. A frequência depende do agendamento no cron, que não foi informado. O script apenas define o que será executado, não quando.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que o backup é realizado de forma incremental a cada execução. O comando tar czf cria um backup completo a cada execução, empacotando todo o conteúdo dos diretórios de origem. Um backup incremental copiaria apenas as alterações desde o último backup, o que não é o caso aqui.