Pular para o conteúdo principal

Questão de História — Colonialismo — VUNESP 2023

HistóriaColonialismo
Código
vu181258
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Peruíbe
Ano
2023
Cargo
Prof ( )

A maioria de nós se surpreenderia ao saber que banana, laranja, manga, goiaba, cana-de-açúcar, couve, inhame, quiabo, assim como mangueiras e jaqueiras, nada disso é brasileiro, apesar de fazer parte não apenas de nossos usos mais corriqueiros, mas de nosso imaginário mais trivial. Embora saibamos geralmente que foi dado antigamente muito valor às chamadas especiarias, tão procuradas e negociadas pelos portugueses, principalmente antes de iniciarem a efetiva exploração das terras brasileiras, desconhecemos como se planejaram e se executaram aqueles experimentos já mencionados. Eles ocorreram intensamente e em dupla direção, isto é, plantas originárias do Oriente, da África e de outras regiões do Novo Mundo foram introduzidas no Brasil e vice-versa.

 

(Eduardo França Paiva, De português a mestiço: o imaginário brasileiro sobre a colonização e sobre o Brasil. Em:

Lana Mara de Castro Siman e Thais França de Lima e Fonseca (orgs.), Inaugurando a História

e construindo a nação; discursos e imagens no ensino de História.)

 

A partir do excerto e das discussões do artigo citado, é correto afirmar que

  1. Ao trânsito de mercadorias no mundo colonial português não se constituía numa experiência solta, mas, ao contrário, planejada e executada com objetivos de aproximação de terras e costumes bem distantes, bem como hábitos e práticas culturais.
  2. Ba longa presença colonial portuguesa sobre parte da América efetivou uma forma de exploração predatória, ao ponto em que as poucas atividades econômicas realizadas no espaço colonizado se limitavam à produção agrícola.
  3. Ca organização colonial portuguesa dedicou mais esforços e atenção aos domínios de Portugal na África e na Ásia, o que explica a extrema exploração sobre as riquezas coloniais do Brasil e fracassada administração dos vice-reis.
  4. Da intensa circulação de mercadorias e saberes dentro dos limites do Império Colonial Português colide com as diretrizes administrativas metropolitanas que dificultavam, quando não proibiam a circulação de portugueses por espaços fora de Portugal.
  5. Ea administração colonial portuguesa, em virtude da extensão dos seus domínios ultramarinos, foi muito caótica, ao menos até o século XVIII, quando a descoberta de ouro em Minas Gerais obrigou a metrópole a criar o Conselho Ultramarino.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — o trânsito de mercadorias no mundo colonial português não se constituía numa experiência solta, mas, ao contrário, planejada e executada com objetivos de aproximação de terras e costumes bem distantes, bem como hábitos e práticas culturais.

Link permanente: /questoes/vu181258