Questão de Noções de Informática — Conceitos e Tipos de Computação em Nuvem (Cloud Computing) — VUNESP 2023
- Código
- vu181811
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- SP Regula
- Ano
- 2023
- Cargo
- ARSP ( )
- Ao on-site.
- Bo IaaS.
- Ca orquestração.
- Do SaaS.
- Ea virtualização.
GabaritoD — o SaaS.
Gabarito: letra D (SaaS). No modelo SaaS (Software como Serviço), o provedor é responsável por praticamente toda a gestão: ele hospeda, gerencia e mantém o software e a infraestrutura subjacente, cabendo ao cliente apenas usar o aplicativo pela internet. Nos demais modelos, a responsabilidade do provedor diminui: no IaaS, o cliente gerencia o sistema operacional e as aplicações; no on-site, toda a responsabilidade é do cliente; orquestração e virtualização são tecnologias, não modelos de serviço.
A computação em nuvem (cloud computing) é um modelo que permite acesso, via rede, a recursos de computação configuráveis — como redes, servidores, armazenamento, aplicações e serviços — de forma onipresente, conveniente e sob demanda. A grande sacada desse modelo é a divisão de responsabilidades entre provedor e cliente, que varia conforme o tipo de serviço contratado. Essa divisão é o que define os três modelos clássicos de serviço: IaaS, PaaS e SaaS.
No IaaS (Infraestrutura como Serviço), o provedor entrega a infraestrutura básica — servidores, máquinas virtuais, armazenamento, redes e sistemas operacionais — em regime de aluguel. O cliente, por sua vez, tem autonomia para gerenciar o sistema operacional, as aplicações e os dados. É a categoria mais básica e oferece menos abstração, ou seja, o cliente tem mais controle e, consequentemente, mais responsabilidade sobre o que roda na infraestrutura.
No PaaS (Plataforma como Serviço), o provedor fornece um ambiente sob demanda para desenvolvimento, teste e gerenciamento de aplicativos. O cliente se preocupa apenas com o código e a lógica da aplicação, enquanto o provedor cuida da infraestrutura subjacente — servidores, armazenamento, rede e bancos de dados. É um meio-termo entre controle e comodidade.
No SaaS (Software como Serviço), o provedor entrega o software pronto, hospedado e gerenciado por ele. O cliente apenas acessa o aplicativo pela internet, normalmente por um navegador, sem se preocupar com instalação, manutenção, atualizações ou infraestrutura. É o modelo com maior responsabilidade do provedor e menor controle do cliente — exatamente o que a questão pede.
A pegadinha da questão está em confundir os modelos de serviço com tecnologias ou conceitos relacionados. Orquestração e virtualização são tecnologias que viabilizam a nuvem, mas não são modelos de serviço. On-site (ou on-premise) é o modelo tradicional, em que toda a infraestrutura e o software ficam na própria empresa, com responsabilidade total do cliente. A banca explora essa confusão para induzir o candidato ao erro.
Guarde a fronteira: quanto mais alto o nível do serviço (SaaS > PaaS > IaaS), maior a responsabilidade do provedor e menor o controle do cliente. É exatamente nessa escala que as alternativas se dividem.
Modelo | Responsabilidade do provedor | Responsabilidade do cliente | Exemplo de uso |
|---|---|---|---|
SaaS | Máxima (software, infraestrutura, manutenção, atualizações) | Apenas usar o aplicativo | E-mail web, Google Docs |
PaaS | Intermediária (plataforma, servidores, rede, banco de dados) | Desenvolver e gerenciar a aplicação | Ambientes de desenvolvimento |
IaaS | Mínima (infraestrutura básica: servidores, VMs, armazenamento) | Sistema operacional, aplicações e dados | Máquinas virtuais, storage |
On-site | Nenhuma (tudo fica na empresa) | Total (infraestrutura e software) | Data center local |
O on-site (ou on-premise) é o modelo tradicional, em que a infraestrutura e o software ficam fisicamente na empresa. Nesse caso, toda a responsabilidade de gerenciamento é do cliente, não do provedor. É o oposto do que a questão pede.
No IaaS (Infraestrutura como Serviço), o provedor entrega a infraestrutura básica (servidores, VMs, armazenamento, redes), mas o cliente gerencia o sistema operacional, as aplicações e os dados. A responsabilidade do provedor é menor que no SaaS, pois o cliente tem mais autonomia e controle.
Orquestração não é um modelo de serviço, mas uma tecnologia que automatiza e coordena a implantação e o gerenciamento de contêineres e serviços em nuvem. Ela é usada para facilitar a gestão, mas não define quem é responsável pelo gerenciamento.
No SaaS (Software como Serviço), o provedor hospeda e gerencia o aplicativo de software e a infraestrutura subjacente, além de realizar manutenções, como atualizações e patches de segurança. O cliente apenas usa o software pela internet, sem se preocupar com nada além do acesso. É o modelo em que o provedor possui a maior responsabilidade no gerenciamento.
Virtualização é uma tecnologia que permite criar máquinas virtuais e abstrair recursos físicos, sendo a base para a computação em nuvem. Não é um modelo de serviço e não define a divisão de responsabilidades entre provedor e cliente.
Para fixar, lembre-se da escala de responsabilidade: SaaS > PaaS > IaaS. No SaaS, o provedor faz tudo; no PaaS, o provedor cuida da plataforma e o cliente da aplicação; no IaaS, o cliente cuida de quase tudo, desde o sistema operacional. Essa hierarquia é a chave para resolver questões sobre modelos de serviço.
Gabarito: letra D
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