Pular para o conteúdo principal

Questão de Legislação de Trânsito — Volume II - Sinalização Vertical de Advertência (Anexo II da Res. CONTRAN nº 973/2022) — VUNESP 2023

Legislação de TrânsitoVolume II - Sinalização Vertical de Advertência (Anexo II da Res. CONTRAN nº 973/2022)
Código
vu182190
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Itapevi
Ano
2023
Cargo
Eng ( )
A aplicação da sinalização de advertência deve ser feita após estudos de engenharia, levando-se em conta os aspectos: físicos, geométricos, operacionais, ambientais, dados estatísticos de acidentes, uso e ocupação do solo lindeiro. A decisão de colocação desses sinais depende de exame apurado das condições do local e do conhecimento do comportamento dos usuários da via.   Seu uso justifica-se tanto nas vias rurais quanto nas urbanas, quando detectada a sua real necessidade,
  1. Agarantindo a confiabilidade e a eficácia da sinalização.
  2. Bdevendo-se evitar o seu uso indiscriminado ou excessivo, pois compromete a confiabilidade e a eficácia da sinalização.
  3. Cdevendo-se evitar o seu uso indiscriminado ou excessivo nas vias de trânsito rápido.
  4. Ddevendo-se evitar o seu uso indiscriminado ou excessivo nas vias urbanas.
  5. Enas aproximações de sinalização semafórica, pois compromete a confiabilidade e a eficácia da sinalização.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — devendo-se evitar o seu uso indiscriminado ou excessivo, pois compromete a confiabilidade e a eficácia da sinalização.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Sinalização Vertical de Advertência — Critérios de Aplicação

Gabarito: letra B. A sinalização de advertência deve ser usada com parcimônia: a decisão de colocá-la exige estudo de engenharia e, uma vez detectada a real necessidade, deve-se evitar o uso indiscriminado ou excessivo, pois isso compromete a confiabilidade e a eficácia da sinalização. Esse é o princípio que orienta o Anexo II do CTB e os Manuais Brasileiros de Sinalização de Trânsito.

A sinalização vertical de advertência tem por finalidade alertar os usuários da via sobre condições potencialmente perigosas, obstáculos ou restrições existentes na via, de forma que o condutor possa tomar a decisão adequada com segurança. Diferentemente da sinalização de regulamentação, que impõe obrigações, a de advertência apenas informa e recomenda cautela. Por isso, sua aplicação não pode ser aleatória: ela deve ser precedida de estudos de engenharia que considerem aspectos físicos, geométricos, operacionais, ambientais, dados estatísticos de acidentes, uso e ocupação do solo lindeiro, além do conhecimento do comportamento dos usuários.

O princípio da seletividade é central: a sinalização de advertência só deve ser implantada onde houver real necessidade. O uso excessivo ou indiscriminado de placas de advertência gera o efeito contrário ao desejado — o usuário se acostuma com os avisos e passa a não lhes dar a devida atenção, comprometendo a confiabilidade e a eficácia de todo o sistema de sinalização. É o que se chama de "poluição visual" ou "dessensibilização" do condutor. Uma placa de advertência que deveria chamar atenção para um perigo real acaba sendo ignorada porque o motorista já viu dezenas de placas semelhantes ao longo do percurso.

Esse princípio se aplica tanto em vias rurais quanto urbanas, sem distinção de classe de via. A alternativa correta captura exatamente essa ideia: a necessidade de evitar o uso indiscriminado ou excessivo, pois isso compromete a confiabilidade e a eficácia da sinalização. As demais alternativas erram ao restringir esse princípio a um tipo específico de via (trânsito rápido, urbanas) ou a uma situação específica (aproximações de semáforo), ou ao afirmar que o uso indiscriminado garantiria a confiabilidade — o que é um contrassenso.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o princípio geral (evitar uso excessivo em qualquer via) e situações específicas (vias de trânsito rápido, vias urbanas, aproximações de semáforo). O candidato que decora trechos soltos do manual pode marcar uma alternativa que restringe indevidamente o alcance da regra. A regra é única e vale para todas as vias: uso indiscriminado compromete a eficácia.

1Finalidade
Alertar sobre perigos
Recomendar cautela
2Aplicação
Estudo de engenharia
Real necessidade
Vias rurais e urbanas
3Princípio da seletividade
Evitar uso indiscriminado
Evitar uso excessivo
Compromete confiabilidade e eficácia
Sinalização de advertência
LEVELsoulevel.com.br
Sinalização de advertência: Finalidade (Alertar sobre perigos, Recomendar cautela); Aplicação (Estudo de engenharia, Real necessidade, Vias rurais e urbanas); Princípio da seletividade (Evitar uso indiscriminado, Evitar uso excessivo, Compromete confiabilidade e eficácia)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o uso justifica-se "garantindo a confiabilidade e a eficácia da sinalização". O erro está em inverter a relação de causa e efeito: o uso indiscriminado não garante, mas sim compromete a confiabilidade e a eficácia. A garantia vem do uso seletivo e criterioso, baseado em estudos de engenharia, não do uso em si.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa reproduz fielmente o princípio da seletividade: "devendo-se evitar o seu uso indiscriminado ou excessivo, pois compromete a confiabilidade e a eficácia da sinalização". É exatamente o que determina o Anexo II do CTB e os Manuais Brasileiros de Sinalização: a sinalização de advertência deve ser usada com moderação, apenas onde houver real necessidade, para não perder seu efeito de alerta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Restringe indevidamente a regra às "vias de trânsito rápido". O princípio de evitar o uso indiscriminado aplica-se a todas as vias, rurais e urbanas, de qualquer classe. Não há previsão legal que limite essa cautela apenas às vias de trânsito rápido.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Comete o mesmo erro da alternativa C, mas restringindo a regra às "vias urbanas". A vedação ao uso indiscriminado é geral, valendo tanto para vias urbanas quanto rurais. A alternativa erra ao excluir as vias rurais do alcance do princípio.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que o uso se justifica "nas aproximações de sinalização semafórica, pois compromete a confiabilidade e a eficácia da sinalização". Há dois erros: primeiro, a sinalização de advertência em aproximações de semáforo é uma situação específica (placa A-14), não uma regra geral de aplicação; segundo, a justificativa apresentada é contraditória — se compromete a confiabilidade, não se justifica o uso. A alternativa mistura uma situação particular com uma consequência negativa, sem nexo lógico.

Gabarito: letra B

Link permanente: /questoes/vu182190