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Questão de Português — Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais — VUNESP 2023

PortuguêsConjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais
Código
vu182769
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Pindamonhangaba
Ano
2023
Cargo
Aj (Pref Pinda)

Objetos de estimação

 

Os objetos do outro não devem ser menosprezados. Não se pode julgar pela aparência, pois, muitas vezes, são de estimação. O valor emocional nunca está explícito na etiqueta. Assim, um tênis velho pode ser o mais confortável. Um chinelo indigente talvez represente a liberdade do lar. Não são objetos de valor, como um relógio antigo ou um colar de prata. Mas são objetos quebrados, machucados, sofridos, enferrujados.

 

O avô de Fabrício, Leônida, por exemplo, entrava em pânico quando não achava a tesourinha de aparar bigode, que tinha desde a época de sua adolescência. Às vezes, ele nem queria a tesourinha para usar na hora, era somente para se certificar de que permanecia no mesmo lugar onde a tinha deixado.

 

A maior indignação de Leônida foi quando desapareceu o seu pulôver amarelo, que repousava sempre nas costas de uma cadeira. Tamanho o apego, nem corria o risco de colocá- lo para lavar com frequência. Vestia a malha para cortar lenha de manhã. Qualquer um o enxergava de longe, trabalhando com a machadinha no quintal.

 

Um dia, depois de procurar incansavelmente o pulôver nas gavetas e nos armários, de esculhambar a casa, revirar o quarto, chegou perto da mulher, que estava encerando o piso, e perguntou-lhe se ela não tinha pegado a peça por engano. Ela nem precisou responder. Leônida, arrasado, enxergou o pulôver amarelo nos pés de sua esposa. Havia sido aposentado à força e transformado num pano para lustrar o chão.

(Fabrício Carpinejar. Família é tudo. 4a ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2020. Adaptado)

Leia o texto para responder à questão.

   

No trecho − Não se pode julgar pela aparência, pois, muitas vezes, são de estimação. –, os verbos destacados estão no tempo presente. Passando- os para o futuro, tem-se, respectivamente:

  1. ANão se podia julgar pela aparência, pois, muitas vezes, eram de estimação.
  2. BNão se poderá julgar pela aparência, pois, muitas vezes, serão de estimação.
  3. CNão se pôde julgar pela aparência, pois, muitas vezes, seriam de estimação.
  4. DNão se poderia julgar pela aparência, pois, muitas vezes, foram de estimação.
  5. ENão se podia julgar pela aparência, pois, muitas vezes, serão de estimação.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Não se poderá julgar pela aparência, pois, muitas vezes, serão de estimação.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Conjugação verbal: passagem do presente para o futuro

Gabarito: letra B. A alternativa B é a única que converte corretamente os verbos pode e são do presente do indicativo para o futuro do presente do indicativo, mantendo a mesma pessoa e número. Como se lê no trecho: "Não se pode julgar pela aparência, pois, muitas vezes, são de estimação" — o correto é "Não se poderá julgar pela aparência, pois, muitas vezes, serão de estimação".

O comando

A questão pede uma reescritura com mudança de tempo verbal: passar os verbos destacados do presente para o futuro. Isso é uma tarefa de gramática aplicada — não de interpretação. O que importa é a conjugação correta no futuro do presente do indicativo, preservando a pessoa (3ª pessoa do singular e do plural) e o sentido original.

O texto

O trecho em questão é uma reflexão sobre objetos de estimação: "Não se pode julgar pela aparência, pois, muitas vezes, são de estimação". Os verbos pode (3ª pessoa do singular) e são (3ª pessoa do plural) estão no presente do indicativo. Ao passá-los para o futuro, devemos usar as formas poderá e serão, respectivamente.

A técnica

Para resolver, basta conjugar os verbos no futuro do presente do indicativo:

  • Poder (3ª pessoa do singular): poderá (radical poder- + desinência ).

  • Ser (3ª pessoa do plural): serão (radical ser- + desinência -ão).

A pegadinha da banca está em confundir o futuro do presente (poderá, serão) com o futuro do pretérito (poderia, seriam) ou com o pretérito imperfeito (podia, eram). O futuro do pretérito expressa condição ou hipótese, enquanto o futuro do presente expressa fato futuro — que é o que o enunciado pede.

NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura tempos verbais nas alternativas: algumas usam o pretérito imperfeito (podia/eram), outras o futuro do pretérito (poderia/seriam), e uma mistura os dois (podia/serão). A única que mantém os dois verbos no futuro do presente é a letra B.

  1. 1Identificar os verbos no presente
  2. 2Conjugar no futuro do presente
  3. 3Manter pessoa e número
  4. 4Conferir as alternativas
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Usa "podia" e "eram", que são formas do pretérito imperfeito do indicativo, não do futuro. O enunciado pede explicitamente o futuro.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Converte corretamente podepoderá e sãoserão, ambos no futuro do presente do indicativo, mantendo a pessoa e o número. É a única alternativa que atende ao comando.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Usa "pôde" (pretérito perfeito) e "seriam" (futuro do pretérito). Além de misturar tempos, "pôde" não é futuro — é passado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Usa "poderia" (futuro do pretérito) e "foram" (pretérito perfeito). Nenhum dos dois está no futuro do presente.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Mistura "podia" (pretérito imperfeito) com "serão" (futuro do presente). O primeiro verbo não foi convertido para o futuro, então a alternativa falha.

Conclusão: a regra de ouro é: ao passar do presente para o futuro, use o futuro do presente do indicativo (poderá, serão) — não o pretérito, não o futuro do pretérito. A letra B é a única que faz isso nos dois verbos.

Gabarito: letra B

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