Questão de Português — Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais — VUNESP 2023
- Código
- vu183224
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- Pref Guararema
- Ano
- 2023
- Cargo
- Prof (Guararema)
As ondas de calor no verão europeu de 2022, de magnitude semelhante às que se repetem agora naquelas latitudes, foram responsáveis pela morte de cerca de 61 600 pessoas entre o final de maio e o início de setembro do ano passado, a maioria são idosos e mulheres.
A população dos países mediterrâneos foi a mais atingida. Apenas na Itália e na Espanha houve, respectivamente, 18 mil e 11 300 óbitos, segundo um estudo. “O processo de desertificação no Mediterrâneo tem se intensificado, e as ondas de calor são amplificadas no verão somente por causa dessas condições mais secas”, disse o climatologista Joan Ballester.
O número de mortes na Europa, uma das áreas mais ricas do planeta, impressiona por causa de episódios de calor intenso. Não se pode esquecer de que a região tem uma população com expressiva proporção de pessoas com mais de 65 anos, mais vulneráveis às variações de temperatura, e historicamente preparada e acostumada a lidar com os rigores do frio – não com o ar sufocante e incêndios florestais de verões tórridos.
Não há consenso sobre o total de óbitos em todo o mundo associados a alterações bruscas ou expressivas de temperatura. Estudos com diferentes metodologias atribuem um número distinto de óbitos à dança dos termômetros. Um deles calculou que 5 milhões de pessoas morram anualmente devido a variações térmicas bruscas ou expressivas. O número equivale a 9,5% de todos os óbitos globais. Pouco mais de três quartos das vítimas fatais moram na Ásia ou na África. Cerca de 10% das mortes se dão em razão do calor excessivo e 90% devido ao frio.
Para o médico Paulo Saldiva, a área de saúde pública precisa considerar a previsão climática como uma das variáveis que influenciam sua prática. “Há tempos, a agricultura se planeja em função das variações do clima, se vai chover mais ou menos, se vai estar mais quente ou frio. Precisamos fazer isso também”, diz Saldiva.
Ele cita um exemplo do que ocorre na capital paulista. Nos dias mais quentes, aqueles que entram na casa dos 2% dos mais tórridos de um ano, há um aumento de 50% no número de mortes em São Paulo. Em vez de 200 óbitos diários, ocorrem 300. As pessoas podem ter um mal-estar súbito devido às altas temperaturas, acompanhadas às vezes de baixa umidade e quase sempre se observam concomitantemente altas doses de poluição atmosférica.
(Marcos Pivetta. Variações de temperaturas podem provocar 5 milhões de mortes por ano. https://revistapesquisa.fapesp.br, 31.08.2023. Adaptado)
O vocábulo destacado foi empregado de modo a expressar incerteza em:
- AAs ondas de calor no verão europeu de 2022, de magnitude semelhante às que se repetem agora naquelas latitudes…
- BEstudos com diferentes metodologias atribuem um número distinto de óbitos à dança dos termômetros.
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